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Arquivo de Abril, 2004

o futuro dos weblogs

Na sequência da BloggerConII, Nico Macdonald escreve, no The Register, um artigo que me parece muito relevante, uma vez que analisa a retórica dos pioneiros sobre a blogosfera.
Depois de admitir que o crescimento do weblogging é um desenvolvimento genuinamente positivo na área da comunicação acrescenta que as discussões sobre o tema são, no mais das vezes, falhas de ambição e, sobretudo, de auto-crítica.
Assim sendo, deixa algumas à sua conta:

If Weblogging is the answer, as so many claim it is, what was the question? (…) I am not arguing that all technological developments must answer a known question. Rather that we shouldn’t invent questions where they were never posed. We should avoid the habit of the man with a hammer who “always sees nails”“.

In some ways Weblogging is a response to contemporary phenomena. One phenomenon is the disappearance of civic organisations and forums for public engagement and debate. A more important phenomenon is the rise of the confessional culture, in which people increasingly make their lives public and share their experiences. If the volume is kept down, this latter tendency can provide one with a more rounded and engaging picture of Weblog writers who one might not otherwise know well. But frequent and often trivial postings are more therapeutic for the author than they are informative for the reader. Intimacy and confession are for friends and family, and their appearance in Weblogging doesn’t merit celebration“.

Sugestão de Dan Gillmor.

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mais do que mil palavras

O experiente responsável pela delegação do USA Today em Bagdade, Cesar G. Soriano, escreveu ontem a Jim Romenesko sobre uma foto publicada na primeira página do Seattle Times que o impressionou. A foto foi tirada por uma norte-americana, que trabalha na área militar da cidade do Kuwait.
Disse Soriano: “My heart sank when I saw Tami Silicio’s photograph of the flag-draped coffins in the airplane in the Seattle Times. For those of us here in Iraq who cover the casualty reports on a daily basis, it’s too easy to think of U.S. soldiers as simply statistics on a board game. Her powerful image also proves the stupidity of the DOD’s rules against such photographs. Having said that, I just hope Ms. Silicio doesn’t lose her job over this. I’ve seen how dirty the Pentagon can play, as an Army vet and as a journalist“.
A foto diz, de facto, muito…sobre a tragédia e sobre a leviandade.
(Recorde-se que uma lei de 1991 – cujo cumprimento à risca, pela actual administração norte-americana, está agora a levantar, de novo, polémica entre os jornalistas – impede que se fotografem ou filmem as urnas de soldados mortos em combate, com base na seguinte motivação: “perturba os familiares enlutados”. Ler mais aqui.)

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jornalismo e “jornalismo”

O Jornalismo e Comunicação, sempre atento, revelou-nos, em tempos diferentes, dois novos blogs (este e este ) que, na sua opinião, configuram facetas de uma nova realidade da actividade da produção de informação.
O tema foi retomado pelo Ponto Media e pelo ContraFactos. Já hoje, o J&C lançou o desafio aos jornais – para que tomem como seu o tema – e deixou no ar a seguinte ideia: “Eu gostava que este debate se mantivesse aberto, porque podemos correr facilmente o risco de matar quase à nascença aquilo que é o mais interessante que pode ocorrer, quando a polémica se instala: aprendermos todos com a experiência e as reflexões de um lado e de outro“.
Concordo e cá estou a marcar presença, embora me pareça que devo, desde já, deixar algumas marcas no terreno.
(more…)

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Será disto que se fala quando se fala no potencial dos weblogs para gerar novas cadeias de relacionamento humano, novas redes sociais e, sobretudo, uma cidadania mais participativa.
Éum weblog ambiental, como mais de 50 mil visitas por dia.
Sugestão de Dan Gillmour.

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Reportagem multimédia

O portal JornalismoPortoNet figura, aqui ao lado, na lista de links por várias razões: porque é uma experiência singular em Portugal, porque é desenvolvido por jovens com grande potencial e grande empenho e porque é acompanhado por profissionais de qualidade.
Fica aqui, a título de exemplo, a ligação para uma reportagem multimédia sobre a censura (a propósito do 30º aniversário da revolução do 25 de Abril) desenvolvida pela Carina Branco.

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Blogar pode ser jornalismo?

Não é uma pergunta nova, mas teve agora um novo impulso com um debate acalorado em torno desta apresentação de Jay Rosen.
Rebecca Blood, Dave Winer e J.D.Lassica – todos com argumentos diversos.
A não perder.

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Jornalismo participativo pode melhorar media tradicionais

O conselho que Leonard Witt dá aos media tradicionais é simples – não deitem fora a informação que, cada vez mais, está acessível nestas novas formatações de conteúdo (como os weblogs)…reciclem-na.
Num primeiro rascunho de um trabalho que está a elaborar com Chris Waddle e
Ken Sands, Leonard Witt aponta algumas medidas que podem, via uma mais estreita cooperação entre media e público/produtor, aumentar a quantidade e a qualidade da informação disponível. E uma delas – parece-me – é uma ideia muito boa. Retomando o que já havia escrito Jeff Jarvis, Witt diz que seria importante criarem-se (num esforço conjunto dos media e das universidades) centros de cidadania para os media, onde se possibilitaria a um vasto número de pessoas o contacto com os métodos e as técnicas do jornalismo. Estes potenciais ‘jornalistas hiperlocais’ seriam, então, capazes de produzir informação de maior rigor para uso nos seus próprios formatos mas também para eventual partilha com os media de expansão mais generalizada.

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Falhas de inteligência

A propósito do post de ontem, sobre o tratamento dispensado aos jornalistas estrangeiros pela actual administração norte-americana, recomendo hoje a leitura do artigo de opinião que Adlai E. Stevenson escreve no NYTimes.
Porque, em inglês, se usa a expressão ‘intelligence’ nas referências aos serviços de informações, Adlai opta por nos explicar, com base na sua vasta experiência, que o principal problema em política está nas falhas de ‘inteligência’, mas da outra, da mais prosaica.
Um excerto só:
Studies have recommended reforms of the intelligence community. But reform does not change the limited nature and function of intelligence. There is no substitute for the pragmatic intelligence of policy makers acquired from history and experience in the real world — and the courage to act on it. (…)The failures of the Bush administration are not those of foreign intelligence but of a cerebral sort of intelligence“.

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Encorajar o debate entre jornalistas e os seus públicos

A organização independente britânica, Press Wise, lançou mais uma iniciativa para encorajar o debate franco entre os jornalistas e os destinatários do seu trabalho – fóruns de discussão.
We believe that press freedom is a responsibility exercised by journalists on behalf of the public“, diz-se na página de lançamento dos fóruns. O mais recente tem por tópico a pergunta: “Deveria o exercício do jornalismo ter uma cláusula de consciência?”

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land of the free…jornalistas ficam de fora

Há alguns dias atrás chamou-me a atenção a notícia de que as autoridades norte-americanas estariam a impedir ao máximo o acesso de jornalistas estrangeiros ao país. Não se vislumbra uma justificação plausível e assinala-se – sem grande espanto – que reputados e responsáveis jornalistas da nossa praça, como José Manuel Fernandes ou Luis Delgado (para referir apenas dois exemplos ao acaso) não tenham ainda encontrado um espaço, nos seus múltiplos lugares de opinião, para fazer referência ao assunto.
É grave – uma e outra coisas.
O AllAfrica.com revelou ontem que um famoso (e premiado) jornalista sul-africano, Zane Ibrahim, foi retirado à força de um avião, à chegada a Baltimore, e interrogado durante cerca de 12 horas sobre o seu trabalho como…jornalista.
Zane deslocava-se aos Estados Unidos, a convite do Goucher College, para proferir uma palestra sobre os 10 anos da democracia no seu país.
Inqualificável.
Sintomático.
Tanta arbitrariedade em mãos tão nervosas e limitadas dá mesmo medo.

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Microsoft tem weblog

Já tem uns dias. A Microsoft terá pensado: de que forma podemos nós, neste período de tantas notícias más (hoje mesmo, a propósito da multa aplicada pela UE, o comissário Mario Monti considerou-a “o mínimo necessário“), tentar chegar directamente aos utentes, sem a interferência dos media? Solução: um weblog, este.
Uma breve passagem por lá deixou-me com a seguinte impressão: parece tão orgânico, tão naturalmente nascido, tão expressamente aberto às opiniões…que soa a produto, dos melhores e mais bem pensados. Serei pobre e desconfiado…

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Jornalismo Online – simpósio

Começa hoje, na Escola de Jornalismo de Austin – Universidade do Texas, o quinto simpósio internacional sobre jornalismo online. Serão debatidos temas como “o estado do blog-jornalismo” e o evento vai poder ser presenciado, à distância, aqui.

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Amazon entra nos motores de busca com o a9.com

Foi uma entrada de sendeiro. De mansinho. Sem grandes lançamentos nem grandes festas. Mas é coisa assinalável – a Amazon entrou no negócio dos motores de busca com o seu A9.com.
Para já usa tecnologia do Google, mas pode vir a mudar.
Soube disto no Guardian.

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jornalista acidental

Blog de um britânico que se considera jornalista acidental e que acaba de regressar do Iraque.
(link conseguido na sequência da informação anterior)

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