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Archive for 6 de Maio, 2004

desafios prtica do jornalismo

Escreve o socilogo Jean-Marie Charon, no l’Humanit de hoje, que importa discutir, em permanncia o jornalismo e os seus processos, mas de uma forma abrangente, que no dispense tambm uma reflexo sobre os novos nveis de exigncia das audincias e a sua crescente especializao e sobre as novas formas de gesto e de propriedade dos media.
Diz Charon:
Pour les journalistes, ces tendances lourdes ont souvent conduit une difficult plus grande situer leur propre responsabilit, alors mme quils ont le sentiment de voir se diluer la responsabilit collective au niveau de leur rdaction ou de leur entreprise. Les hirarchies sont mises en cause, parce quinsuffisamment ditoriales, donnant limpression de ne plus tre que gestionnaires. Laccueil des jeunes journalistes est devenu une forme de mise lpreuve et non plus une initiation progressives par un collgue expriment. Ils sont toujours plus confronts des conditions dexercice o ils ne peuvent plus faire appel un background progressivement constitu. Une impression de moindre matrise de lactivit simpose conduisant chez certains la dmotivation, la passivit, voire un certain cynisme, avec un refus dautant plus grand du dbat public, quils se sentent fragiles“.
O texto completo aqui.

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a outra lista…a dos benefcios da ocupao do iraque

A conservadora cadeia de televiso norte-americana, Fox News, no diz que se trata de uma resposta ao ‘NightLine’, da ABC. Vai, no entanto, adiantando que a listagem dos nomes e fotos dos soldados mortos no Iraque teve um significativo impacto poltico. Assim sendo, prope-se apresentar, este domingo, uma outra lista – a dos benefcios da presena militar americana no Iraque.
Nas palavras do conhecido pivot daquela estao, Chris Wallace: “We are in no way saying the U.S. mission in Iraq is an unalloyed success, or that there aren’t serious questions – which we have raised ourselves. But to just list the names of fallen soldiers without context is like listing the names of those who died on D-Day without talking about what the invasion accomplished“. Ora a est, a legitimao mais poderosa – a que nos traz a ligao a um acontecimento histrico absolutamente consensual…mesmo que se trate de uma comparao no possvel, dada a inultrapassvel diferena em termos de contexto poltico, de enquadramento legal ou mesmo de justificao moral. Mas isso sero detalhes. Venha a lista.

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Um estudo agora apresentado no PoyterOnline por dois jornalistas colombianos, Guillermo Franco e Julio Csar Gusmn, indica que a maioria dos jornalistas online da Amrica Latina tm idades entre os 20 e os 30 anos, trabalham sobretudo em pequenas redaces, fazem poucas reportagens (tarefas predominantes – seleco e escrita) e – curioso, ou talvez no – sero considerados profissionais de ‘inferior qualidade’ pelos seus pares dos media tradicionais. Aproveitariamos todos se se realizasse um estudo deste tipo em Portugal…

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Blog de inquiridor de Abu Ghraib foi ‘limpo’

Um dos responsveis pelos interrogatrios na agora famosa priso iraquiana de Abu Ghraib mantinha um blog. Assim que o escndalo sobre o mau tratamento de prisioneiros rebentou, deixou de escrever e o blog foi esvaziado. O Ciberjournalist.net fez, no entanto, questo de recuperar os posts do ltimo ms a partir da cache do google e eles esto aqui.

PS: Diz o BizReport que o blogger em questo, Joe Ryan, agora o homem mais procurado pelos media norte-americanos.

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McQuail e a responsabilizao

Perante uma plateia predominantemente acadmica, Denis McQuail falou ontem, na Universidade do Minho, sobre ‘Publicao numa sociedade livre: o problema da responsabilizao’. Convidado pela universidade para titular da Ctedra Lloyd Braga, McQuail retomou, na sua aula aberta, temas que j discutiu em espaos diferenciados.
No essencial, o seu argumento centra-se na ideia de que a rea da responsabilizao deve ser problematizada longe de presses ideolgicas ou corporativas, evitando-se, assim, as duas posies mais comuns sobre o tema: a da liberdade absoluta (sem vnculos nem referenciais) e a da censura imposta pelo Estado (atravs da lei ou de outros mecanismos).
Denis McQuail defende que os media so, pelo seu posicionamento social, necessariamente titulares de algumas responsabilidades – manuteno da ordem e da segurana, o respeito pela ordem moral estabelecida, a procura do progresso cultural, a necessidade de servir os interesses do Estado e do sistema de justia, a disponibilizao de benefcios de ‘esfera pblica’ e a defesa dos direitos humanos e das obrigaes internacionais – que lhes podem ser atribudas ou auto-escolhidas e pelas quais podem ser responsabilizados (legal, moral ou socialmente), na sequncia de danos causados ou de deficiente qualidade no trabalho.
Defende o terico britnico que quanto mais depressa os media se aperceberem de que a adopo de medidas concretas no sentido de uma maior responsabilizao pode, de facto, melhorar a qualidade do produto ao mesmo tempo que promove o aumento dos nveis de confiana com as suas audincias, mais longe estaremos de alternativas externas de controle. Estas – diz McQuail – podero ser mais eficazes a curto prazo (e, em alguns casos, sero mesmo a nica forma de se atingirem determinados objectivos), mas, a longo prazo, contrariam o esprito de uma sociedade aberta.

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