Se Warhol nos abriu as portas a um mundo em que todos teriamos acesso a 15 minutos de fama há quem nos diga agora (o controverso artista britânico Bansky) que no futuro próximo todos vamos poder ser anónimos por 15 minutos.
A auto-publicação é, a cada ano que passa e a cada nova onda de ferramentas e utensílios que surge, cada vez mais parte da existência de um número maior de pessoas mas isso não é necessariamente mau (como parece sugerir o mais recente famoso/marginal do mundo da arte contemporânea).
Por isso me parece mais honesta a variação da conhecida frase proposta por David Weinberger: todos vamos ser famosos para 15 pessoas.
Assim sendo, importará saber viver num novo mundo mediático de múltiplas vozes sabendo distingui-las por algo mais do que os decibéis do volume.

(Quadro de Bansky – imagem retirada daqui)
A chave – diz-nos Dan Gillmor – está no cepticismo; deve ser grande e permanente.
I hope people will learn not to immediately believe anything they read, hear, or see in whatever medium – positive or negative – unless it’s from a source they have come to trust. A dollop of skepticism will go far.
This means something more: Trust will be harder than ever to earn. But once it is, it’ll probably also have more staying power.
Mais do que assinalar a minha concordância com o que diz Gillmor, gostaria de assinalar aquilo que me parece ser uma mudança de entendimento do próprio autor sobre estas questões. Este Gillmor já não nos voltará a falar do enorme potencial que encerra a auto-publicação sem lhe acrescentar algumas camadas de complexidade.
E isso, em sendo quem é, parece-me muito importante.











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