As conversas apocalípticas sobre o fim dos media tradicionais (e subsequente substituição por uma não muito bem definida mistura de contribuições individuais e de grupo) incorporam inúmeras fragilidades; uma delas é a de se presumir que as pessoas são ‘pescadores’ arrojados de informação e que iniciam novos processos de busca a cada dia que nasce. Hoje leio isto, mas amanhã estou disposto a ler aquilo…valendo ambas as experiências o mesmo na minha escala de valoração pessoal.
Não é verdade, claro.
O conhecido é-nos cómodo e traz-nos tranquilidade; o fiável assegura-nos um investimento diário menor na tarefa (excluem-se as iniciativas de verificação) de nos mantermos informados. E isso é importante para quem gosta do conforto de confiar.
Não diria, naturalmente, que as nossas ‘comodidades’ são permanentes; aliás, diria até que as mudamos com regularidade sem grandes dificuldades. Mas isso não nos deve afastar da ideia de que os processos através dos quais nos relacionamos com quem nos fornece informação são, na essência, os mesmos.
O que é um leitor de feeds RSS senão uma organização das minhas ‘comodidades’ pessoais?
Vem isto a propósito de um post de Scott Karp que acabei de ler.
Falando-nos da força das marcas no mundo dos media diz:
“The more I think about, the more it seems that brands are the only thing that still matters in media. What’s changed is not the importance or the role of media brands, but rather what defines a media brand and what – or who – can become a brand.
It’s undeniable that traditional media brands no longer have a monopoly over our attention — but (…) the fundamental dynamics of media brands hasn’t changed. We self-identify through our media brand choices, which now include all of the technology brands we use“.











