Em tempos de agitação vale a pena questionar tudo. Porque isso nos ajuda a reavaliar o que temos e porque nos pode abrir a porta a opções anteriormente não consideradas.
Para que o processo funcione, porém, importa que nos afastemos de enquadramentos que nos turvam o olhar.
E vem esta conversa a propósito de quê?
Do mais recente post de Jeff Jarvis sobre a possibilidade de parte da actividade jornalística de uma empresa ser ‘outsourced‘ (ou ‘feita para fora’).
Diz o influente Jarvis que a solução – recentemente adoptada pelo Daily Express – lhe parece bastante sensata; afinal de contas, já não é assim que procedem alguns periódicos há algum tempo com segmentos como as informações financeiras ou com os roteiros de espectáculos, por exemplo?
Há, de facto um toque de substância no argumento – há empresas que preferem sub-contratar alguma da sua produção a entidades externas. A grande diferença, penso eu, é que até aqui estariamos a falar, na maioria dos casos, de objectos autónomos (revistas, cadernos especiais, dossiers, etc.).
Do que parece agora tratar-se é da sub-contratação de uma secção do jornal.
Será que a experiência é mesmo positiva se olharmos para além dos eventuais ganhos financeiros?
E se, por hipótese, chegarmos a uma situação em que um dado jornal sub-contrata a área da Cultura a A, a do Desporto a B…e por aí adiante…vamos continuar a falar de um jornal…ou de algo mais próximo das selecções do Reader’s Digest?
Journalismo outsourced
'31/10/06 5:26 PM' por Luis Santos










