Quando surgiu a televisão foram muitos os que vaticinaram o fim da Rádio.
Ora essa, então como poderia um meio tão limitado fazer face a algo tão poderoso - a rádio com imagens?
Nem pensar. Era coisa de meia dúzia de anos.
Mais de 50 anos depois a rádio ainda cá está.
Está a rádio e estão muitos dos mesmos raciocÃnios.
Extracto do DN de hoje, sobre um debate que teve lugar na Sociedade Portuguesa de autores:
“A rádio vai morrer muito em breve e só a publicidade é que decidirá por quanto tempo é que ela se mantém” (citação de Luis Filipe Costa).
(…)
LuÃs Filipe Costa argumentou que o estado actual da rádio deve-se “à s novas tecnologias, como a Internet ou o iPod”. Também António Sala revelou reservas sobre o futuro deste meio de comunicação, mas para o comunicador a televisão é a grande responsável. “A televisão esmaga a rádio, é uma luta desleal”, afirmou o comunicador, profissional da Rádio Renascença.










Quer-me parecer que uma vez mais a célebre frase de Mark Twain “As notÃcias da minha morte foram grandemente exageradas” se volta a aplicar ao futuro da rádio.
Não discuto que o cenário é sombrio e que serão muitas as rádios a fechar as suas portas. Mas continuam a haver oportunidades a aproveitar que outras tecnologias não podem (pelo menos ainda) suprir.
O tempo de condução, os debates, informação de trânsito e as notÃcias na hora são ainda campos que pertencem quase em exclusivo à rádio e nos quais vejo com dificuldade outro meio penetrar. Obviamente que o negócio tornará insustentável a existência de uma grande variedade de emissoras, mas penso existir ainda espaço e mercado suficiente para que a rádio se mantenha “saudável”.
Abraço
Sempre que surge um novo meio, a mesma questão regressa. Não acredito no fim da rádio mas sim em mudanças e adaptações, tendo por recurso as tecnologias.
Além do mais, a rádio é o único meio gratuito.
Abraço