Nem de propósito.
Depois do post anterior faz todo o sentido mencionar aqui um estudo recente produzido pela empresa Bridge Ratings, nos Estados Unidos.
Nele se indica que a chamada ‘geração Y’ (nascidos entre 1980 e 1993) tem um consumo de produtos mediáticos muito mais substancial do que gerações anteriores e que isso acontece, sobretudo, por causa da sua aptência para a multi-tarefa.
A geração referida (e, adiantaria eu sem grande receio, todas as seguintes) concilia sem dificuldade (aliás, parecem não saber fazê-lo sequer de outra forma) a utilização de vários suportes, dividindo atenções, em simultâneo, por exemplo, entre o trabalho para a escola, a música, o telefone móvel e uma conversa online.
O curioso do estudo - e daà a relevância tópica - é o facto de apontar a escuta de rádio com uma das actividades que mais atrai este tipo de jovens.
Ouvir rádio há muito que deixou de ser uma actividade exclusiva. A rádio aprendeu a conviver bem com a perda do monopólio de atenção e tem, por isso mesmo, uma natureza muito fluida - ideal, pelos vistos, também para os novos tempos e os novos consumos.
Se se confirmar que assim é, a rádio até poderá bem ter que mudar…mas não desaparece tão cedo.
Informação recolhida num artigo da eMarketer.










Nem acredito que algum dia desapareça. É como o código morse
Nesse estudo só falta entrar em mais alguns detalhes: que tipo de estações e programas ouvem e porquê.
a pergunta é confusa: se pergunta por outros meios que os jovens consultam/acedem enquanto estão online (em simultâneo), a prevalência da rádio não é surpresa: a rádio é o único dos meios clássicos que permite a acumulação. Já acho mais difÃcil estar na internet e a ler uma revista; se a pergunta quer saber o que fazem quando estão on line (o que faz mais sentido, mas acho a pergunta mal feita), temos de ter em conta que «ouvir rádio» inclui Pandora, LastFM, Lauchcast, etc. Isso ainda é rádio?