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	<title>Comentários a: Uma só marca ou uma associação de marcas? </title>
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	<description>seremos também o que discutimos e a forma como o fazemos</description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 13:20:35 +0000</pubDate>
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		<title>Por: nzagalo</title>
		<link>http://atrium.wordpress.com/2007/09/28/uma-so-marca-ou-uma-associacao-de-marcas/#comment-28879</link>
		<dc:creator>nzagalo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 22:24:51 +0000</pubDate>
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		<description>A marca deve sorver tudo o que a alimenta para se poder expandir o mais possível como um identificador de grupo e pertença. O problema é que o receptor que procura o blog, procura algo de diferente do institucional, algo que aparente estar mais próximo do real, do cara a cara a tal "human voice". A marca facilita a vida dos sujeitos através da criação de um estereótipo de produto que ajuda à simplificação da realidade. Aquilo que depois as pessoas procuram nos blogues é a informação não filtrada ou não trucidada pelas máquinas de estandardização e que de certo modo dão a ilusão de estar a emitir directamente da fonte e não do mensageiro. Desse modo percebe-se com naturalidade o insucesso dos blogues com selos das marcas dos jornais.

Relativamente à afirmação de Howards Owens, julgo que quem está enganado é ele. É verdade que a Yahoo ou a AOL entraram em declínio face à Google ou Amazon, mas isso não é um sinal de qua as marcas não devem ser tidas em consideração num meio digital mas que simplesmente tem comportamentos similares ao mundo analógico. Se não o que dizer do declínio da Adidas face à Nike e depois ao seu reaparecimento, aliás como a Yahoo que voltou a reaparecer em força. O seu primeiro ponto aplica-se em qualquer dos lados do comércio, as pessoas só vão comprar algo enquanto sentirem que lhes é útil no sentido em que oferece algo que os outros não oferecem. E isso não precisa de ser em dinheiro mas pode ser em conforto, como os estofos ou a condução de um carro se relaciona com a facilidade de acesso e inteligibilidade da página da Google face à concorrência. Assim como a marca Amazon transmite a sensação de segurança/qualidade das suas transacções no meio da vastidão web da mesma forma que a McDonalds transmite a mesma sensação quando em viagem por locais remotos em que não se conhecem os hábitos alimentares e não se é dado a comportamentos exploratórios.
A piada é que ele próprio se contradiz dizendo que a marca não tem qualquer importância mas afinal no ponto b) ele está a falar de quê? "an easy to remember and type domain name" !!!! -&#62; Just do it</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A marca deve sorver tudo o que a alimenta para se poder expandir o mais possível como um identificador de grupo e pertença. O problema é que o receptor que procura o blog, procura algo de diferente do institucional, algo que aparente estar mais próximo do real, do cara a cara a tal &#8220;human voice&#8221;. A marca facilita a vida dos sujeitos através da criação de um estereótipo de produto que ajuda à simplificação da realidade. Aquilo que depois as pessoas procuram nos blogues é a informação não filtrada ou não trucidada pelas máquinas de estandardização e que de certo modo dão a ilusão de estar a emitir directamente da fonte e não do mensageiro. Desse modo percebe-se com naturalidade o insucesso dos blogues com selos das marcas dos jornais.</p>
<p>Relativamente à afirmação de Howards Owens, julgo que quem está enganado é ele. É verdade que a Yahoo ou a AOL entraram em declínio face à Google ou Amazon, mas isso não é um sinal de qua as marcas não devem ser tidas em consideração num meio digital mas que simplesmente tem comportamentos similares ao mundo analógico. Se não o que dizer do declínio da Adidas face à Nike e depois ao seu reaparecimento, aliás como a Yahoo que voltou a reaparecer em força. O seu primeiro ponto aplica-se em qualquer dos lados do comércio, as pessoas só vão comprar algo enquanto sentirem que lhes é útil no sentido em que oferece algo que os outros não oferecem. E isso não precisa de ser em dinheiro mas pode ser em conforto, como os estofos ou a condução de um carro se relaciona com a facilidade de acesso e inteligibilidade da página da Google face à concorrência. Assim como a marca Amazon transmite a sensação de segurança/qualidade das suas transacções no meio da vastidão web da mesma forma que a McDonalds transmite a mesma sensação quando em viagem por locais remotos em que não se conhecem os hábitos alimentares e não se é dado a comportamentos exploratórios.<br />
A piada é que ele próprio se contradiz dizendo que a marca não tem qualquer importância mas afinal no ponto b) ele está a falar de quê? &#8220;an easy to remember and type domain name&#8221; !!!! -&gt; Just do it</p>
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		<title>Por: Carlos José Teixeira</title>
		<link>http://atrium.wordpress.com/2007/09/28/uma-so-marca-ou-uma-associacao-de-marcas/#comment-28873</link>
		<dc:creator>Carlos José Teixeira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 18:54:56 +0000</pubDate>
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		<description>Humm... não sei.
Isto é: estamos a falar de blogs de jornalistas ou de blogs de jornais? A pergunta deriva da dúvida em escolher de entre uma identidade endossada - no caso, a dos blogs de jornais - e uma outra coisa.
O facto de um jornalista manter um blog de cunho exclusivamente pessoal prende-se - talvez - com a sua necessidade de exercer um direito de opinião que, em alguns casos, pode ter barreiras impostas por diversas razões. Para além disso, o feedback obtido pode ser gerido livremente e "sem compromisso".
No caso de o blog do jornalista se tratar de um blog de informação - com ou sem espaço de opinião - ele é um blog por permitir uma visibilidade que o site ou a instituição poderão não ter, muito por "culpa" dos motores de busca. No entanto, creio que, a ser do jornal, a forma de credibilizar o blog passa por o menter dentro do domínio, ou de alguma forma ligado ao site ou ao jornal em si.
Tenho esta opinião pois, a não acontecer isso, não poderá o blog ser uma "arma de arremesso" pré-publicação? Ou seja: à semelhança do que faz o "The Economist" com alguns bloggers escolhidos, veiculando as notícias antes da sua publicação para originar discussão prévia e assim obter dados "barométricos", não poderão passar a ser os próprios jornalistas a exercer essa função? E, se sim, não é isso uma espécie de subversão do jornalismo?
Compreendo que o jornalismo, como qualquer outra actividade, esteja sujeito às influências do mercado e à consequente "manipulação" pelos departamentos de marketing. Considero, no entanto, ser esta uma actividade que não deve ceder a tudo, a todo o custo. E todos sabemos o que a blogosfera pode fazer nesse contexto...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Humm&#8230; não sei.<br />
Isto é: estamos a falar de blogs de jornalistas ou de blogs de jornais? A pergunta deriva da dúvida em escolher de entre uma identidade endossada - no caso, a dos blogs de jornais - e uma outra coisa.<br />
O facto de um jornalista manter um blog de cunho exclusivamente pessoal prende-se - talvez - com a sua necessidade de exercer um direito de opinião que, em alguns casos, pode ter barreiras impostas por diversas razões. Para além disso, o feedback obtido pode ser gerido livremente e &#8220;sem compromisso&#8221;.<br />
No caso de o blog do jornalista se tratar de um blog de informação - com ou sem espaço de opinião - ele é um blog por permitir uma visibilidade que o site ou a instituição poderão não ter, muito por &#8220;culpa&#8221; dos motores de busca. No entanto, creio que, a ser do jornal, a forma de credibilizar o blog passa por o menter dentro do domínio, ou de alguma forma ligado ao site ou ao jornal em si.<br />
Tenho esta opinião pois, a não acontecer isso, não poderá o blog ser uma &#8220;arma de arremesso&#8221; pré-publicação? Ou seja: à semelhança do que faz o &#8220;The Economist&#8221; com alguns bloggers escolhidos, veiculando as notícias antes da sua publicação para originar discussão prévia e assim obter dados &#8220;barométricos&#8221;, não poderão passar a ser os próprios jornalistas a exercer essa função? E, se sim, não é isso uma espécie de subversão do jornalismo?<br />
Compreendo que o jornalismo, como qualquer outra actividade, esteja sujeito às influências do mercado e à consequente &#8220;manipulação&#8221; pelos departamentos de marketing. Considero, no entanto, ser esta uma actividade que não deve ceder a tudo, a todo o custo. E todos sabemos o que a blogosfera pode fazer nesse contexto&#8230;</p>
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