O meu filho mais velho tem agora a idade que eu teria no dia 25 de Abril de 1974.
O acontecimento é-lhe quase tão remoto como para mim é a Segunda Guerra Mundial.
Sabe ele que é o Dia da Liberdade, “porque nesse dia os tropas tiraram os senhores do governo e passou a haver democracia”.
Mas o que sabe não lhe chega e passou a semana a fazer-nos perguntas; por exemplo: “Se os tropas sabiam que estava mal porque é que não os tiraram de lá mais cedo?”. Pois é. Há-de ouvir, mais tarde, falar de Botelho Moniz e de muito outros.
A inquietação é bom sinal, assim como é o facto de a professora Maria da Luz ter aproveitado o tema para conversar sobre a liberdade e para lher dar, como trabalho de casa, a tarefa de ler um texto (adaptado) de um homem admirável, que escreve para crianças gostando de literatura e gostando de crianças.
O texto - ‘O Tesouro‘, de Manuel António Pina - termina assim:
“Esse paÃs agora já não se chama PaÃs das Pessoas Tristes, chama-se Portugal e é o teu paÃs.
E o tesouro pertence-te a ti, és tu que agora tens que cuidar dele, guardando-o muito bem no fundo do teu coração para que ninguém to roube outra vez.
Porque a história não é inventada.
É uma história verdadeira, aconteceu mesmo.
Pergunta aos teus pais ou avós e aos teus professores e eles contar-te-ão mais coisas sobre o PaÃs das Pessoas Tristes e sobre o Dia da Liberdade.“










“O meu filho mais velho tem agora a idade que eu teria no dia 25 de Abril de 1974.”
Não será “tinha” em vez de “teria”?
Miguel,
‘Teria’ porque não ‘tinha’ exactamente a mesma…há uns meses de diferença.
Digamos que é uma formulação mais aberta…mais livre
Mas percebo o que me diz.
E não tenho nenhum problema em aceitar o reparo.
Obrigado pela vista.
Um abraço.
25 de Abril SEMPRE!!!