É uma pergunta provocatória a que Leonard Witt lançou durante a discussão num dos painéis da convenção anual da Association for Education in Journalism and Mass Communication (AEJMC): “Here, I believe, is the ultimate ethical question: If the American public does not want to pay for journalism — in other words, doesn’t find value in what we as journalists do — should we simply stop doing it?“.
Vale a pena ler o que ele próprio escreve sobre o assunto e a resposta de Amy Gahran no E-Media Tidbits.
Sendo certo que o contexto português é significativamente diferente do norte-americano importaria não passar ao lado de uma reflexão aberta sobre a profissão que envolvesse também estas ‘questões do ventre’ – como lhes chamaria o politólogo francês Jean François Bayart. O jornalismo e as mudanças em curso dificilmente se analisam com seriedade se não for considerada a precariedade, os salários baixos da maioria dos profissionais, o abuso, por parte de algumas empresas, da figura do estagiário, ou as limitações impostas por uma progressão na carreira que, na esmagadora maioria das situações, só acontece com a assumpção de cargos de chefia.











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