É mais um sinal da crise, diz-nos Mark Hamilton – a responsável pela escola de jornalismo da Universidade da Carolina do Norte (Chapel Hill), Jean Folkerts, acaba de tornar públicos sinais de uma mudança de atitude de algumas empresas jornalísticas norte-americanas relativamente aos estágios curriculares. Até agora eram, na sua maioria, pagos; no futuro, pelo menos no Philadelphia Inquirer, só existirão vagas para escolas que paguem elas próprias aos alunos.
Em Portugal – onde andámos (não sei bem por culpa de quem) sempre muito longe de uma realidade com estágios curriculares em que os alunos são vistos como tendo direito a um qualquer pagamento, isto pode não espantar. Mas não espantará também que a moda transatlântica venha, até por isso mesmo, a ganhar um ou outro adeptos fervorosos.
Estágios? Sim, se pagarem para os ter…
'13/10/08 11:10 PM' por Luis António Santos












Quem diria que os Estados Unidos se iriam basear na nossa triste realidade
P
Hugz,
Luís
Penso que estão a ver isso enviesado. O abuso do trabalho de estagiário mal remunerado ou não remunerado de todo, que é a realidade portuguesa nada tem a ver com a atitude, que considero correcta, dos jornais americanos. Estes pagam aos internos e como o dinheiro escasseia, procuram uma solução, empurrando o pagamento para a universidade.
Ponto principal: existe uma remuneração pelo trabalho.
Ponto não menos principal: o jornal entende, e bem na minha opinião, que o seu envolvimento na formação, o seu prestígio, o valor da sua Redacção, são um bem que vai reverter para o formando, logo metem-lhe um preço.
Não frequento o suficiente as redacções portuguesas, do pouco que vou sabendo não são os jornais que se podiam fazer pagar, i.e., os de prestígio, que pedem no mercado estagiários a custo zero para 12 meses…