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Archive for 24 de Outubro, 2008

Teve ontem lugar a segunda sessão pública dos Estados Gerais da Imprensa Escrita, uma iniciativa lançada no início deste mês pelo presidente da França, Nicolas Sarkosy.
Recomendo a leitura do contributo de Benoit Raphael, editor do lepost.fr. Aqui ficam alguns excertos:

1) La presse papier n’est pas victime d’érosion, elle est menacée de décrochage dans sa diffusion. Il sera dramatique. C’est déjà le cas aux Etats-Unis. En France, la presse devrait suivre la tendance, avec un an de retard. Le décrochage se fait déjà sentir en 2008 pour un certain nombre de grands quotidiens, avec des chutes entre 5 et 10%.
2) On ne gagne plus d’argent sur la vente seule du journal papier.
3)Le gratuit n’est pas LA solution. Il répond à une demande, mais le marché est déjà saturé. Et il s’appuie sur la mobilité… qui est la grande révolution du i-Phone.

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A questão – está ou não a BBC a ‘deixar caír’ a palavra recessão dos seus trabalhos jornalísticos em favor  de abrandamento, uma opção mais próxima da linguagem oficial do governo de Londres? – terá sido levantada pelo Partido Liberal Democrata do Reino Unido mas foi o conhecido colunista do Times, Matthew Parris, que a enunciou ontem pela primeira vez:

From tomorrow there is to be a corporation-wide ban on broadcast references to any “economic crisis” when discussing what our Government might prefer to call the “global financial challenge”. In place of “crisis” BBC staff have apparently been instructed to say “downturn” – the same word, incidentally, that Cabinet ministers are pointedly employing in place of “recession” or even “coming recession”. Friday is D (for Downturn) Day in corporation-speak.

O Daily Telegraph deu-lhe, já hoje, mais ímpeto e a empresa reagiu, atráves do editor de economia e negócios, Jeremy Hillman.
Pode parecer questão menor, mas não é.

E por cá, quem usa mais a linguagem próxima da do Ministério das Finanças, quem é?

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Um dos serviços noticiosos da RTP apresentou ontem uma peça sobre o 50º aniversário dos Strumpfs onde se dizia que tinha sido uma série muito popular na televisão portuguesa na década de 1980.
E foi.
E a única empresa de televisão que existia à época era a própria RTP.
Assim sendo, como se compreende que para ilustrar a dita peça tenham sido usadas imagens retiradas do YouTube (segmentos extraídos da versão sonorizada em português do Brasil).
Então e o arquivo da casa?
Vem isto a propósito de um texto de Mark Luckie que nos apresenta exemplos do que diz ser a ‘youtubificação‘ de um número significativo de campanhas publicitárias.
Eu diria mais, Mark.
Parece que está em curso – e a RTP é aqui referida apenas como um exemplo – uma ‘youtubificação‘ generalizada da imagem em movimento; se, por um lado, as empresas (também as jornalísticas) parecem depender cada vez mais dos materiais ali presentes (e usam-nos já com uma frequência que ninguém imaginaria, por exemplo, há 12 meses), por outro, há também uma linguagem estética que ganha raízes noutros contextos.
E tudo isto acontece de forma tão natural que nos impede quase de questionar quer as opções quer o processo. É um poderosíssimo bandwagon effect que nos arrasta a todos, com suavidade, sem dúvidas, sem considerações. E ai de quem achar estranho. O quê? Tu não percebes? Estás a ficar velho…vê lá! Actualiza-te!

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