Em dias como ontem – em que uma imagem marcou a agenda informativa de forma tão esmagadora – o fecho de edição terá sido, por certo, complicado para quem tem responsabilidades nos jornais diários.
Percebe-se na imagem em baixo que:
- alguns optaram por enquadramentos ligeiramente diferentes da mesma acção;
- alguns (o ‘i’, e o CM por exemplo) a circunscreveram a lugar de menor destaque;
- alguns (neste caso, um apenas, o DE) escolheram ilustrar a situação com outra imagem.

Mas numa situação como estas em que toda a gente se vê quase obrigado a dar a mesma foto imagem, o que fazer para, apesar disso, o jornal conseguir alguma distinção na banca de venda?
Esmero extra no título de primeira!
E, se só o JN e o JNegócios conseguiram fugir ao uso óbvio da palavra demissão (ou variações), parece-me indiscutível que esta saudável disputa foi ganha, sem margem para dúvidas, pelo JNegócios.
“Indicadores tramam Pinho” é, não só, o melhor título do dia mas será, também, certamente, um daqueles que fica a fazer parte do espólio de observadores atentos, estudantes e formadores em Jornalismo.












Só há dois jornais que publicam uma foto. O Diário Económico e o Público. Os outros publicam capturas de ecrã…
É verdade, Luís. É um problema, quando sabemos que isso vai acontecer. De acordo com a tua leitura.
Mas tem atenuante: é A FOTO.
A foto verdadeira, que é a do Público, mereceria melhor título, sem a óbvia palavra “obviamente”
O Globo (http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/07/02/ministro-da-economia-de-portugal-renuncia-apos-fazer-gesto-ofensivo-no-parlamento-756628804.asp) tinha já a foto e não o screenshot ontem no site por volta das 00h.
Quanto ao título do Público tenho de concordar com o Paulo Querido, é de longe o título mais anti-governo, o que é reforçado pela percentagem de layout ocupado pela foto na primeira página que supera todos os outros.