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Archive for Dezembro, 2004

pausa

O Atrium tem falta de conversa nos ltimos dias.
Obrigaes. Todas boas.
De volta em breve.

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no teu blog ou no meu?

Num longo artigo ontem publicado no NYTimes, Jeffrey Rosen, professor de Direito na George Washington University, fala-nos, genericamente, sobre a crescente (porque crescente a blogosfera) tendncia para que os blogs se tornem espaos de revelao no autorizada de experincias e relacionamentos pessoais.
O crescimento sem regras das oportunidades de publicao pessoal tem, de facto, o potencial para baralhar (ou redefinir) as fronteiras entre o privado e o pblico.
Rosen adianta um exemplo que se passa consigo prprio:
Not all blog gossip is about sex, of course — or only about sex. As blogs expand, people will need to develop new social conventions to resurrect the boundaries between public and private interactions. Consider law professors, in whose privacy I take a special interest. There is a growing category of blogs, known as blawgs, in which law students across the country record their musings about their daily experiences in law schools. (The legally inclined Web ring now has about 450 members.) Professors have always had to assume the risk that performance in class will be publicly evaluated: a Web site called RateMyProfessors.com posts anonymous rankings of teachers across the country“.
A agravante, no caso dos blogs, a bvia ausncia de escrutnio a montante da produo de contedos:
There are two obvious differences between bloggers and the traditional press: unlike bloggers, professional journalists have a) editors and b) the need to maintain a professional reputation so that sources will continue to talk to them. I’ve been a journalist for more than a decade, and on two occasions I asked acquaintances whether I could print information that they had told me in social situations. Both times, they made clear that if I published they would never speak to me again. Without a reputation for trustworthiness, neither friendship nor journalism can be sustained over time“.
O texto completo est aqui.

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blogs – debates como cogumelos

Michael Kinsley, cronista do LATimes (acesso mediante inscrio prvia), escreveu ontem um texto muito curioso sobre a sua mais recente experincia de interaco com a blogosfera.
Sendo ele adepto de uma particular viso sobre o (obscuro?) tema da reforma da Segurana Social, achou por bem enviar algumas das suas ideias, em simultneo, a acadmicos e economistas de prestgio e a alguns bloggers conhecidos.
Como diz a dado passo do seu texto:
A few days later, most of the big shots haven’t replied. But overnight, I had dozens of responses from the blogosphere. They’re still pouring in. And that’s just direct e-mail to me. Within hours, there were discussions going on in a dozen blogs, all hyperlinking to one another like rabbits“.
Est na natureza dos blogs esta tendncia para discutir assuntos, para debater ideias, para arriscar a exposio franca. E est na natureza dos blogs, sobretudo, a noo da ‘voz humana que tem voz’, independentemente da sua formao, posio social, idade ou sexo.
What floored me was not just the volume and speed of the feedback, but its seriousness and sophistication. Sure, there were some simpletons and some name-calling nasties echoing rote-learned propaganda. But we get those in letters to The Times editorial page. What we don’t get, nearly as much, is smart and sincere intellectual engagement mostly from people who are not intellectuals by profession with obscure and tedious, but important, issues“.
O resto aqui.

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Confesso que a participao cvica na vida comum por via do jornalismo um dos meus interesses.
Por isso mesmo, passo a recomendar a visita ocasional a este Designing for Civil Society, de David Wilcox.
Num dos seus posts recentes, escreve Wilcox que, durante anos, as pessoas envolvidas na tarefa de agregar vontades cvicas (grupo em que ele prprio se inclui) talvez se tenham enganado na forma de ler as prioridades dos cidados:
it may just be that participation is peripheral to the way most people lead their lives. They/we are mostly concerned with relationships – with friends, family, workmates, interest groups and so on. Public officials, politicans and their facilitator helpers are at the edge of vision, unless there is a big threat or opportunity….. new airport planned, neighbourhood renewal proposed, school threatened with closure. Then we get interested. But when we get the pamphlets, go to the meetings, do we find things explained in the same ways we might talk to our friends, family or team-mates? No – probably lots of jargon which puts the agency and the facilitator at the centre, not the participant“.
Encontrei a sugesto aqui.

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e se o sigilo profissional se alargar aos bloggers?

Na sequncia do caso Manso Preto (que j aqui referimos), Joaquim Fidalgo escreveu:
Tratar o sigilo profissional dos jornalistas como um privilgio que lhes permite, com impunidade, pr na boca de “fontes no identificadas” tudo o que lhes apetea, ver muito pouco. Pode haver abusos, claro. Mas, na sua essncia, o sigilo profissional no um privilgio; um dever, um pesado dever, que pode mesmo levar um jornalista a ser condenado em tribunal e a ir parar priso. , afinal, o preo a pagar para que as pessoas saibam que podem continuar a denunciar um abuso, a expor uma malfeitoria, a indicar um caso de corrupo, com a certeza de que o jornalista junto de quem o faam preservar a sua confidencialidade. Custe o que custar“.
Pois nos Estados Unidos comea agora a equacionar-se a possibilidade (e os problemas) de um alargamento dos direitos e obrigaes dos jornalistas aos bloggers.
A dar-se essa transposio imediata, utilizadores sem qualquer formao especfica teriam a possibilidade de publicar uma queixa annima, uma acusao grave e, acto contnuo, invocar o sigilo profissional para excusa de responsabilizao.
Sendo esta viso imediatamente problemtica, no o ser tambm a ideia de que alguns direitos so s para alguns?
A questo – sobre a qual, confesso, no tenho uma opinio formada e consistente – parece merecedora de reflexo.
Uma nota de lanamento pode encontrar-se neste Furd Log.

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J aqui falei no assunto mas creio ser importante retom-lo.
O universo de liberdade e franqueza dos blogs pode estar a ser invadido pelos primeiros sinais de regulao. O problemtico que essa regulao pode muito bem estar a ser ‘imposta’ por interesses comerciais. E isso tanto mais grave quanto se pense que acontece num espao naturalmente desregrado.
A Microsoft, com o seu MSN Spaces deu o primeiro passo visvel mas a ideia parece ter pegado e – como nos alerta Franois Nonnenmacher – agora a vez de a cadeia M6 disponibilizar tambm blogs com condies.
Encontrei a sugesto aqui.

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cinco milhes…and growing…


O numero de weblogs seguidos pela Technorati ultrapassou os cinco milhes.
O milho QUATRO foi atingido em Outubro e o milho TRS havia sido alcanado em Julho.
O avano da expanso , como se percebe, cada vez mais rpido, despertando, naturalmente, acrescido interesse em ferramentas que nos ajudem a sistematizar muito do que se produz – por exemplo, este Favelet da Technorati.

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Liberation – destaque aos blogs


O dirio ‘Liberation’ decidiu hoje dedicar honras de primeira pgina aos weblogs.
Em editorial, Jean-Michel Thenard escreve o seguinte:
Ainsi va le blog, grand perturbateur de ceux qui avaient autrefois autorit pour raconter la marche de la plante et lui donner son sens“.
E sobre o papel central dos blogs que lidam com informao acrescenta:
Le journalisme, lui, avait dj accouch d’un nouveau journalisme dans les annes 70, qui revendiquait sa part de subjectivit. A la subjectivit s’ajoute aujourd’hui l’interactivit. Cruelle parfois quand elle corrige les idoles et fait tomber Dan Rather, journaliste symbole aux Etats-Unis, pris en flagrant dlit de fausse information par les blogueurs. Dangereuse quand elle vhicule elle-mme des faits non vrifis. Mais utile le plus souvent quand elle prcise et rectifie. Ou mieux encore contourne la censure que souhaitent imposer les puissants, quels qu’ils soient“.
Vale a pena perder alguns minutos a ler os vrios textos.
Encontrei a sugesto aqui.

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retoque

Fez-se uma pequena mudana neste Atrium.
As ligaes foram organizadas alfabeticamente e separadas consoante a lngua que ‘falam’.
Espero facilitar a circulao a todos.

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ser que…

Retiro, com a devida vnia, este excerto do Pblico – ltima Hora (ontem):
O jornalista Manso Preto foi hoje condenado a 11 meses de priso, com pena suspensa durante trs anos, por no ter revelado as suas fontes em tribunal enquanto testemunha num processo de trfico de droga“.
No conheo o caso.
No conheo o Manso Preto.
Tenho, porm, algumas dvidas:

– Ser que um tribunal portugus era capaz de condenar a 11 meses de priso um mdico porque este se recusou a revelar uma conversa mantida com um paciente?

– Ser que um tribunal portugus era capaz de condenar a 11 meses de priso um advogado porque este se recusou a revelar uma conversa mantida com um seu cliente?

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jornalismo intencional

Na sequncia de muito do que escreve Jay Rosen e do provocador manifesto apresentado por Mark Glaser, Tim Porter apresenta-nos agora uma muito pertiente reflexo sobre os mecanismos que impedem o jornalismo de avanar para territrios mais atentos e mais flexveis.
Escreve Porter que so duas as ncoras crnicas do jornalismo:

1 – A inrcia (os jornalistas no so profissionais da mudana e precisam de aprender).
2 – Ligao a consideraes sobre recursos (quase sempre se pensa que qualquer mudana implica MAIS – mais recursos materiais e mais gente).

Deixa-nos ainda uma lista de coisas que qualquer organizao pode fazer para dar ao seu jornalismo um carcter mais intencional:

1 – Desenvolver objectivos anuais para a redaco;
2 – Desenvolver objectivos anuais para cada jornalista;
3 – Atribur parte do oramento a custos com formao;
4 – Avaliar em permanncia, com honestidade;
5 – Questionar o pr-estabelecido – “porque fazemos isto assim?”.

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6 mitos da criatividade

A receita apresentada neste texto aplica-se a empresas, na generalidade. Mas, depois de ler a prosa, fico a pensar se os SEIS mitos da criatividade de que nos fala Bill Breen no poderiam muito bem aplicar-se ao universo das empresas de comunicao social em Portugal.
Vejamos:

1 – A criatividade domnio exclusivo dos ‘criativos’;
2 – O dinheiro impulsiona a criatividade;
3 – A presso dos prazos agua a criatividade;
4 – O medo fora avanos;
5 – A competio sempre melhor do que a colaborao;
6 – Uma organizao ‘emagrecida’ uma organizao mais criativa.

Encontrei a ligao aqui.

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Pretencioso? o blogger?

Ser que h, em cada um de ns, bloggers mais ou menos empenhados, mais ou menos convictos, um pretencioso (ou pretenciosa)?
A pergunta pertinente e as respostas que se adiantam neste Franchement parecem ser suficientemente honestas para que com elas nos identifiquemos.
Encontrei a sugesto aqui.

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O papel dos blogs no jornalismo actual


O Cybercentro de Guimares acolheu, ontem noite, um debate sobre o papel dos blogs no jornalismo actual.
A conversa – em que participaram, como convidados, Elisabete Barbosa (Jornalismo Digital), Joo Paulo Meneses (Blogouve-se), Manuel Pinto (Jornalismo e Comunicao) e Fernando Zamith (JornalismoPortoNet) – foi bastante animada, tocando em temas que me parecem pertinentes: os direitos de autor, a abertura a uma cidadania mais participada, os mecanismos de auto-regulao e a relao individual com o formato.
Neste particular, fixei uma das ideias deixadas por Joo Paulo Meneses: os blogs ganham existncia autnoma e, a dado momento, quem neles escreve chega a sentir-se apenas ‘hospedeiro’.
Fotos dos participantes aqui.

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