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Archive for 28 de Janeiro, 2005

Contrafactos…argumentos porque sim

No fosse o tom da coisa, diria que estava eu curso um debate interessante entre Manuel Pinto e Pedro Fonseca sobre a legitimidade de um cidado acompanhar, de forma crtica, a actividade profissional de um determinado jornalista.
Manuel Pinto comeou por lanar uma pergunta oportuna – ser que vamos ter, tambm por c, bloggers a acompanhar o trabalho de jornalistas que cobrem a campanha eleitoral?
Pedro Fonseca percebeu (ou quis perceber) que se tratava do ‘regresso dos vigilantes salazarentos’.
Manuel Pinto retorquiu explicando melhor a sua inteno.
Pedro Fonseca descobriu-se ainda mais no seu corporativismo sem senso e l se organizou (mal) numa defesa de um jornalismo que, na suas palavras, est cada vez pior.
Tudo isto poderia ter desembocado numa conversa forte, mas civilizada, de sinal contrrio, mas respeitosa.
Acontece que o tom da prosa de Pedro Fonseca – no mnimo, deselegante – inviabilizou qualquer hiptese de discusso sria.
E assim se matou uma conversa que no se quis ter.
Parabns Pedro Fonseca, por ter usado uma das mais frequentes estratgias das impreparadas elites que tanto o preocupam – a acusao soez, o arrazoado sem nexo.
Notas finais:
Tenho o Manuel Pinto por amigo.
O comentrio que deixei ao primeiro post de Pedro Fonseca, nesta ‘polmica que podia ser’, est a seguir.
(mais…)

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O Departamento de Cincias da Comunicao da Universidade do Minho, ao qual perteno, acaba de tornar pblica uma posio sobre o parecer relativo implementao do Processo de Bolonha a nvel nacional, na rea da Comunicao, coordenado pelo Prof. Jos Viegas Soares.
Tanto quanto sei, a trs dias do fim do prazo de discusso pblica aberto pelo ministrio, esta a primeira manifestao do gnero na rea.

O DCC da UM considera que:

1. O documento em anlise apresenta-se como uma proposta insuficientemente sustentada e argumentada, e escandalosamente distante da comunidade acadmica da especialidade. um documento de trabalho certamente com a sua utilidade, mas que no pode ser considerado como proposta representativa da rea cientfica a que diz respeito.

2. Com os dados actualmente disponveis, censurvel o facto de o coordenador para a rea de conhecimento de Cincias da Comunicao, ter trabalhado em situao de quase clandestinidade; no ter, tanto quanto se sabe, auscultado de forma aberta e visvel a comunidade cientfica e profissional; e no ter tomado antes, durante ou depois da elaborao do parecer, qualquer iniciativa de debate sobre matria to relevante e to sensvel.

3. Sabendo, embora, que se encontra prestes a findar o prazo de consulta pblica, mas tendo, por outro lado, em considerao os problemas de natureza processual apontados a este documento e as insuficincias quanto matria substantiva, somos de opinio que deve ser lanado um verdadeiro debate, que at agora no foi desencadeado, entre todas as partes directamente interessadas na implementao do processo de Bolonha na rea de Cincias da comunicao.

O texto est j tambm disponvel na pgina de contributos para a discusso do ministrio.

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weblogs, jornalismo e credibilidade – leituras e efeitos

Faz hoje uma semana que terminou a conferncia “Blogging, Journalism and Credibility” (gravaes de todas as sesses j disponveis), na Universidade de Harvard, mas as reaces continuam.
Jay Rosen retoma algumas das suas ideias de partida e, num longo post, oferece-nos uma reflexo com base num desafio que lanou a alguns dos presentes: “diga-me uma coisa sobre a qual mudou de opinio?“.
Curioso perceber o que pensa ‘o outro lado’ desta barricada (que – pessoalmente – acho vincada para alm da conta) e o texto de Frank Bajak, da Associated Press, interessante por isso mesmo (sugesto recolhida aqui).

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