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Archive for Fevereiro, 2005

blogs, esses desconhecidos

A quem anda por aqui pode at parecer absurda a sugesto – , afinal de contas, mais um conjunto de textos sobre os blogs, esses desconhecidos; o que so, como se criam, o que os move.
Ainda assim, creio que a pertinncia estar no facto de que o dossier surge na edio online de uma publicao francesa de carcter muito popular.
Ganhar, portanto, relevncia, a constatao, tambm naquele enquadramento, de que:
Dun point de vue sociologique, le blog constitue une petite rvolution. En effet, pour sadresser lensemble de ses contemporains, il fallait jusqu prsent un vecteur littraire ou mdiatique. Dsormais, nimporte qui peut aisment publier ce que bon lui semble, pour le meilleur comme pour le pire, et chacun peut, pour de bon , sexprimer avec lassurance dune diffusion universelle. Ainsi, les blogs ouvrent une nouvelle re dchanges et de dbats
Ficamos espera de coisa idntica na nossa Mariana…

Encontrei a sugesto aqui.

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a partida do saraiva

Acompanhei esta tarde a ltima viagem do Jos Saraiva e, como sempre acontece nestes momentos, ali encontrei e re-encontrei muitos dos que partilharam a sua vida cheia.
Vou sempre lembrar-me do homem que, de fato cinza claro e cigarro na mo, percorria a redaco de forma agitada e sonora.
Vou lembrar-me da forma como ao mesmo tempo protegia e inquietava jovens estagirios como eu.
E vou lembrar-me de frases como: “um jornalista no tem horrios”.
O resto…o resto naturalmente empalideceu com o tempo. E assim ficar.
Paz, Saraiva.

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Liberdade de expresso

H pouco mais de um ms tinha aqui falado do aparecimento da Comisso de Proteco de Bloggers.
Uma inevitabilidade que ganha agora maior expresso com a luta pela libertao de um blogger iraniano recentemente condenado pelas autoridades daquele pas a 14 anos de priso – Arash Sigarchi – e pelo fim da perseguio a um outro – Mojtaba Saminejad.
Esta tera-feira, dia 22, foi a data escolhida para fazer ecoar o protesto na blogosfera.
Mais informaes aqui.

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escrever para a web

Como escrever para a web? Como melhor adaptar o texto e as regras que conhecemos a um ambiente com prioridades diversas e com subverso de lgicas uniformes?
A resposta…vai existindo e vai-se fazendo justa medida de estudos, anlises e experincias (muitas falhadas).
um caminho que importa acompanhar e importa tambm destacar a ajuda que nos d o Jos Luis Orihuela com esta muito consistente listagem de textos sobre o tema.

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Cheguei, por acaso, a este Newspaper Index que faz por se apresentar com sendo O sítio onde se encontram as referências aos “Best newspapers in all countries“.
Fiquei, naturalmente, curioso.
Lá procurei Portugal e fiquei satisfeito por saber que a listagem tinha sido actualizada.
O que encontro entâo?
O que aparece na imagem.
Os melhores jornais portugueses são:
Açoriano Oriental
Correio da Manhã
Diário Regional
Expresso
Jornal Avante
Nova Guarda
Público
Resistir
Semanário Económico
The Portugal News (EN)

Sobram-me mais perguntas do que respostas, mas que é uma selecção tão heterógenea como curiosa, lá isso é…

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NYTimes sobre blogs de media europeus

O ttulo – A Europa est cheia de dirios web que mordem os calcanhares da imprensa – at pode ser algo exagerado, mas o certo que esta a perspectiva de partida de um artigo ontem publicado no New York Times.
Nele se apontam exemplos da Alemanha, da Espanha…e de Portugal, com uma referncia ao Ponto Media:
So popular are press gadfly sites that when the international German broadcaster Deutsche Welle organized its first awards for best international blogs in December, journalism, media and technology were the dominant themes of more than 1,000 of the Web logs that were judged. Judges awarded prizes to media blogs in seven languages, like Media Noise (Medienrauschen) in Germany and Ponto Media in Portugal, which is so mainstream in some ways that it is now published in Publico, a popular Lisbon daily“.

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Blogs no Daily Show

O Daily Show, apresentado por Jon Stewart no Comedy Channel e disponvel, em Portugal, na SIC Radical, dedicou, no passado dia 17, parte da sua ateno ao fenmeno dos blogs e sua conflituosa relao com o jornalismo.
Como h um atraso entre a emisso nos Estados Unidos e a transmisso em Portugal, ainda vamos todos a tempo de assistir ao espectculo.
Para os mais inquietos, h sempre esta opo (disponvel com QuickTime).

Encontrei a sugesto aqui.

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o que acontece quando deixamos todos os leitores ter voz?

O provedor dos leitores do New York Times, Daniel Okrent, publicou ontem um texto onde se questiona sobre as dificuldades (inclundo as de ordem legal) com a gesto de todas as cartas que o jornal recebe.
Das cerca de mil por dia apenas 15 chegam s pginas do jornal e Okrent acredita que a Web talvez tenha a soluo para este problema de falta de contacto.
A sua posio muito prudente e isso j despertou alguns comentrios com sugestes muito interessantes. Veja-se Dan Gillmor, Jeff Jarvis ou Rebecca MacKinnon, por exemplo.

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normalidade

Hoje fui votar de manh.
Votei duas vezes – a primeira, a srio, a segunda, sada, para a sondagem da SIC.
J ao almoo, em famlia, conversmos sobre as nossas vidas, as crianas, os amigos. No nos ocorreu falar de poltica. Nem das opes de cada um.
Um almoo normal de domingo.
E esta normalidade s ganha relevncia quando encostada a uma frase que tambm hoje ouvi de Jorge Sampaio: ” para quem passou os primeiros 34 anos de vida sem poder fazer isto, h sempre um significado muito forte”.
Pois h.
Ns que nem nos lembramos.
E, se calhar, assim que est bem.
Como se fosse tudo absolutamente normal.

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Na pgina editorial do Wall Street Journal, Peggy Noonan escreveu ontem um texto que, daqui a algum tempo, pode muito bem vir a ser entendido como relevante para apreciar as mudanas que – ento – j ter vivido o jornalismo.
A propsito da mais recente demonstrao da vitalidade bruta dos blogs – a sada forada do responsvel mximo pela produo informativa da CNN, Eason Jordan – e das reaces que se levantaram nos media tradicionais norte-americanos, Noonan diz:
When you hear name-calling like what we’ve been hearing from the elite media this week, you know someone must be doing something right. The hysterical edge makes you wonder if writers for newspapers and magazines and professors in J-schools don’t have a serious case of freedom envy.
The bloggers have that freedom. They have the still pent-up energy of a liberated citizenry, too. The MSM doesn’t. It has lost its old monopoly on information. It is angry.
But MSM criticism of the blogosphere misses the point, or rather points.
Blogging changes how business is done in American journalism. The MSM isn’t over. It just can no longer pose as if it is The Guardian of Established Truth. The MSM is just another player now. A big one, but a player
“.
Encontrei a referncia no E-Cuaderno.

Valer ainda a pena ler o que, sobre o mesmo tema de partida, escreveu h dias Jay Rosen.

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E se o caminho fosse antes este…

Um jornal noruegus anunciou ter tomado medidas para salvar a sua edio em papel do sucesso…da sua verso online.
Como escreve Steffen Fjrvik no E-Media Tidbits, o Verdens Gang decidiu estancar a perda de leitores (a quebra foi de 15 mil leitores de 2003 para 2004) com as seguintes medidas:
– Trabalhos de maior dimenso no vo estar disponveis na edio online;
– Textos de grande interesse pblico s aparecem na verso online tarde;
– As primeiras pginas das duas edies vo ter um carcter diferenciado;
– Os textos de opinio vo aparecer apenas na edio em papel.

H problemas com uma soluo destas, claro. No certo que as pessoas passem a comprar mais a verso papel e pode mesmo acontecer uma perda de confiana no jornal.
Ainda assim, seria to mais sensato se os nossos peridicos optassem por estratgia idntica em vez da aposta nos contedos fechados e pagos (como acontece com o Expresso, por exemplo).
J agora, seria tambm interessante – para todos – se cada uma das histrias publicadas tivesse um link permanente, se fossem indicadas ligaes para documentos originais de suporte e se os leitores pudessem – via e-mail – comunicar directamente com que escreveu a notcia.
Ser mesmo to descabido pedir isto?

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Num texto publicado h cinco dias atrs, o Le Figaro apresenta-nos o blog como sendo mais um dos sinais do caminhar para uma sociedade muito individualizada, quase sem projectos comuns.
Parte da perniciosa net – “Internet : poubelle de l’ego ou plateau en argent du moi ?” – o blog surge reduzido a uma s imagem:
Quant au blogging, c’est srement aujourd’hui la meilleure faon de s’pancher. Il s’agit de crer son propre site internet, d’y crire son journal, de donner son avis, qui n’intresse personne, mais qu’importe, il faut se raconter. On s’observe. On se confesse qui veut l’entendre“.
Haver, certamente, uma reflexo a fazer sobre estas ferramentas que nos autorizam a mediatizar a vida que temos e as vidas em que tocamos, mas creio que este ponto de partida tem algumas debilidades.
Encontrei a referncia aqui.

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focus! focus!

Ao passar os olhos neste texto dei-me conta do risco que corro ao lidar de perto com algumas das tcnicas mais recentes ao servio do jornalismo – posso muito bem generalizar.
E, com isso, engano-me.
Numa altura em que se discute j no tanto a existncia mas quase s a forma do jornalista multi-funes, naturalmente multi-disponvel (e apenas no “multi” bem pago!), h ainda quem acenda debates sobre se o jornalista deve apenas tomar notas de uma conversa ou grav-la (num gravador de fita magntica, presume-se).
No actual enquadramento de coisas, isso chega a ser comovente.

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A Technorati segue, desde hoje, mais de 7 milhes de weblogs em todo o mundo.
Temos vindo a acompanhar esta evoluo desde o milho TRS e parece ser possvel avanar dois sinais de leitura:
1 – o crescimento acelerou substancialmente em 2004;
2 – o ritmo ter estabilizado em torno do registo “um milho por ms” a partir do milho CINCO (Dezembro de 2004).

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