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Archive for Abril, 2005

O 2 encontro de weblogs portugueses ter lugar nos dias 14 e 15 de Outubro deste ano.
A primeira experincia do gnero aconteceu em Setembro de 2003, Na Univerisdade do Minho, e ser interessante perceber o quanto andaram as discusses, o que se perdeu e o que de novo surgiu.
Parece-me muito interessante a proposta dos organizadores – o LabCom da UBI – de gerir os trabalhos em grupos temticos com objectivos concretos. Tambm aqui se notaro (naturais, previsveis e saudveis) diferenas relativamente ao figurino da primeira iniciativa.

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Bertrand Pecquerie, o director da maior organizao de responsveis por jornais dirios – o Forum Mundial de Editores, que representa mais de 18 mil publicaes – apresentou, na quinta-feira passada, em Madrid, o relatrio anual sobre tendncias nas redaces para 2005.
O relatrio de acesso restrito, mas indicaes sobre as DEZ tendncias esto disponveis e so reveladores do que preocupa os editores atentos:

1 – Jornal vs. Compacto: uma revoluo (a este propsito, o editor do britnico The Independent adianta que, cada vez mais, o que se vai pedir aos jornais tradicionais, opinio informada: “The views behind the news, its more and more what newspapers must do“);
2 – Os blogs e o jornalismo participativoo mais interessante dos blogs no a sua capacidade para serem mais uma fonte de informao, mas antes o facto de terem iniciado uma mudana no processo informativo;
3 – Desafios para os ‘watchdogs’ (entidades fiscalizadores?): quem confirma os factos?;
4 – As fotos de amadores transformam o fotojornalismo (mais outsourcing?);
5 – O triunfo da ‘busca’: agregadores de informao e feeds RSS – “They have created a sort of new information hierarchy, one that concentrates on rapidly connecting the consumer to the latest relevant news. In the future, this new hierarchy could oblige different media groups to work together, integrating RSS and aggregators“;
6 – A convergncia volta a ser central (integrao de meios ou flexibilizao das redaces para um funcionamento sem pausas – 24h/7dias – como j acontece no Washington Post);
7 – Grtis ou pago – o desafio de atrair novos leitores;
8 – Alterao dos modelos de negcios da Imprensa;
9 – Alterao dos modelos de negcio online;
10 – Estender o olhar at 2010 – o “meu jornal” interactivo.

Tenho curiosidade em saber que participao existe de editores portugueses nesta organizao (sendo que na lista de membros est a Associao de Imprensa Diria), que influncia tm na discusso e elaborao destes documentos e de que forma tencionam adaptar-se aos reais desafios que enfrentam.

Cheguei informao sobre a divulgao do documento atravs de trs ligaes: esta, esta e esta.

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ser normal?

H pouco menos de um ano atrs houve, por c, uma onda de reflexes, a propsito do Euro 2004, sobre o envolvimento emocional dos jornalistas nas questes que tratam. Um momento, em particular, foi assinalado com indicador dos riscos de tal envolvimento – a famosa oferta da camisola assinada ao seleccionador nacional.
Hoje, a uma escala bem diferente e envolvendo representantes dos maiores orgos de comunicao social do planeta, aconteceu algo muito semelhante no Vaticano.
Recupero parte do relato do El Mundo porque me parece elucidativo:
La primera audiencia pblica del nuevo Pontfico ha sido un autntico bao de ‘mass media’. Josef Ratzinger ha entrado en la sala Nervi acompaado por el largo y caluroso aplauso de cientos de personas, informadores y pblico en general. Lo que en principio iba a ser un acto restringido a los medios de comunicacin se convirti en una nueva cita de aclamacin popular“.
A bem da verdade diga-se que na sala estariam tantos jornalistas como ‘pblico em geral’. Mas parece que ningum se importou muito com isso – com a natural e eficientemente orquestrada encenao.
No ser isto grave para a profisso?
No ser isto um momento que tornar outros – posteriores – mais difceis de explicar?
Aceito que o meu evidente mal-estar com a nomeao de Bento XVI possa toldar-me a viso em momentos como este…mas ser que apenas isso?

PS: Curiosamente, a notcia do Washington Post sobre o encontro do novo Papa com os jornalistas no faz qualquer referncia ovao generalizada – ter o jornalista chegado tarde?

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Murdoch…o sinaleiro

O discurso do mais meditico magnata dos media, Rupert Murdoch, perante a assembleia de editores de jornais norte-americanos merece ateno, sobretudo, porque poder ficar para a histria como o momento em que os media tradicionais ‘acordaram’ finalmente para as mudanas necessrias na era da internet.
Esta leitura – feita pelo The Economist (e que vi citada aqui) – ganha fora adicional se nos dermos ao trabalho de ler uma anlise do personagem em causa (partindo da leitura crtica de trs livros) feita em Fevereiro de 2004 por John Lanchester na London Review of Books.
Um excerto:
“(…) Rupert Murdoch is not so much a man, or a cultural force, as a portrait of the modern world. He is the way we live now. (…) The really depressing thing isn’t that in the Postmodern, Late Capitalist world, we don’t just have the billionaire media tycoon we deserve; we have the media tycoon that we want“.

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Ganha quem mais vidas salvar – FoodForce

uma espcie de antdoto para tantos jogos de morte e destruio que existem, na net e nas consolas.
O Programa Alimentar Mundial – com a ajuda de parceiros importantes, como a Yahoo, que cede o alojamento – criou um jogo muito interessante onde o objectivo participar numa operao humanitria.
Chama-se Food Force.
O pblico-alvo a faixa etria dos 8 aos 13 anos, mas confesso, desde j, ter feito o download e ter gostado a experincia.
Mais detalhes sobre jogos com ‘consciencia social’ aqui.
Encontrei a sugesto aqui.

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os novos gatekeepers

Alguns dos mais entusiastas defensores da blogosfera como um novo espao de publicao particularmente apto a acolher formas diversas de jornalismo usam, com frequncia, o argumento do fim dos ‘gatekeepers’.
Os blogs – argumentam, periodicamente, militantes como Jay Rosen, Dan Gillmor ou Jeff Jarvis – eliminam esse ‘ente’ do processo comunicativo, permitindo a cada um de ns publicar e ver publicado praticamente tudo. Sem restries. Sem barreiras.
Se dispensarmos a possibilidade de haver, da parte de qualquer um deles, ingenuidade solta, somos levados a pensar que a sua agenda inclui, de facto, um esforo deliberado para simplificar algo que no pode ser simplificado.
Algum vai sempre seleccionar a informao que leio; pode ser mquina (como no GoogleNews) ou gente (como no PontoMedia ou no ContraFactos, ou no Jornalismo&Comunicao), mas eu vou sempre necessitar dessa filtragem.
A questo que se pe – aproveitando lies de revolues passadas que cedo mostraram as suas desvantagens – a de saber como avalio eu os novos ‘gatekeepers’ e de que forma podem eles tranquilizar-me quanto s suas ‘intenes’?
A propsito deste tema, recomendo vivamente a leitura do texto (em seis partes) de Jon Garfunkel.

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O El Mundo decidiu processar o PeriodistaDigital por utilizao indevida de contedos ao longo dos ltimos 3 anos. Pede uma indemnizao de cerca de 3 milhes de euros.
O PeriodistaDigital respondeu, alegando que se trata de uma perseguio pessoal, movida pelo director do El Mundo, Pedro Jota, na sequncia de duas notcias que no lhe tero agradado – uma sobre uma alegada mentira publicada num livro e uma outra sobre a alegada construo ilegal de uma piscina na sua residncia em Maiorca.
Parece-me ser claramente um caso que vai fazer jurisprudncia – mesmo que no legal – nisto do relacionamento entre os media tradicionais e os media com existncia apenas digital.
Encontrei a informao aqui.

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france television adere aos blogs

A France Television est j a disponibilizar alojamento para blogs atravs dos sites da France 2 e da France 3.
A experincia parece – semelhana do que j havia acontecido com o dirio Le Monde – abrir caminho para uma mistura entre blogs mais ou menos institucionais (feitos por gente da casa) e blogs de telespectadores.
Encontrei a informao aqui.

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travessias digitais

Talvez devesse ter sido um dos primeiros a dar conta do aparecimento do blog “Travessias Digitais“, mas no fui.
Sou amigo do ‘escriba’ h quase 20 anos e assumo o embarao.
Penitncia auto-imposta: tentarei seguir com ateno o que por l se vai escrevendo.
(Nota: a aluso religiosa ser reflexo da perturbao que ainda sinto; no me conformo com o facto de algum ter certamente confundido os endereos do Esprito Santo e da ‘ambio paulatina’, enviando segunda convocatria para um Conclave onde s o primeiro poderia ter entrado).

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intermitncias

Nos ltimos tempos o blog vai sendo mantido mais aos soluos.
No formalizei aqui os parabns ao Jornalismo e Comunicao de forma conveniente (e merecida), passei ao lado da ligeirinha polmica entre o Pedro Fonseca e o Rogrio Santos e terei, naturalmente, perdido umas dezenas de indicaes pertinentes do Antnio Granado (como, por exemplo, esta).
Ser o preo a pagar por atribulaes noutros espaos da vida.
Vamos a ver se isto embala de novo – provavelmente j a partir da prxima semana.

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Lanada em verso experimental em Dezembro do ano passado, a aposta da Microsoft para o mercado dos blogs – o MSN Spaces – arrancou agora em formato oficial, com um nmero de blogs que ascende j a 4,5 milhes. Desses, cerca de 170 mil sero actualizados diariamente. O nmero de fotos ‘carregadas’ para o sistema ascender a 1,9 milhes por dia.
Sendo o Spaces de quem , no espanta que exista tambm uma bem planeada estratgia de potencial explorao comercial dos blogs, sendo at avanado um exemplo-tipo (que alistou a participao de uma conhecida marca de automveis).
Encontrei toda esta informao no renovado e – agora – profissionalmente gerido Pointblog.

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Termina amanh, na Universidade de Austin-Texas, a sexta edio do “International Symposium on Online Journalism“, organizado sob a batuta de Rosental Calmon Alves.
O programa completo est aqui.
Quem quiser acompanhar as sesses do ltimo dia (ateno diferena horria) pode faz-lo aqui.
Informaes mais detalhadas sobre as apresentaes encontram-se no blog do evento.

PS: Enganei-me. O Simpsio terminou no dia em que escrevi o post.

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O Pedro Fonseca resolve – e bem – pegar na questo da recente limitao de acesso online edio em papel do dirio Pblico.
Em boa medida questiona muito do que eu disse no post anterior e formula argumentos para uma viso distinta.
Aceito, naturalmente, e creio ser importante este debate.
importante porque o Pblico no um jornal qualquer; importante por que a edio online do Pblico ser a melhor de Portugal; importante porque no Pblico e no Pblico Online trabalham algumas das pessoas que mais a fundo conhecem o “espao informativo digital”.
Tudo isto torna o exemplo do Pblico nico – em peso especfico e em gravidade.
sintomtico que, no seu longo post, o Pedro Fonseca no tenha feito qualquer referncia ao que considero ser – e por isso o listei cabea – o sinal mais entristecedor de todo este processo; a indicao de que o Pblico continua a afastar-se, cada vez mais, das marcas que o diferenciaram (pela positiva) quando apareceu. A lgica do “semear para colher mais tarde” (exemplificada com a iniciativa “Pblico na Escola“) foi trocada pela frieza (a meu ver limitada e limitadora) de modelos de negcio que no foram concebidos para tempos de acesso livre, de produo micro-disseminada, de construo de credibilidade e de “branding” com base em parmetros muito fludos.
(mais…)

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A deciso do jornal Pblico, de se fazer pagar pelo acesso verso online da edio em papel foi, naturalmente, alvo de ateno na blogosfera nacional (exemplos: aqui, aqui, aqui ou aqui).
Retomo o argumento – trata-se de uma opo em ‘contra-mo’ para o jornal que, at agora, era o mais visitado na net portuguesa.
O marginal sucesso financeiro imediato no equilibra, de forma nenhuma, a perda de influncia na net.
E S na net que o jornalismo pode encontrar um espao de crescimento.
E S na net que o jornalismo pode encontrar novos pontos de ancoragem na relao com quem nele quer confiar.
E S na net que o jornalismo pode, de forma mais fcil e enrgica, iniciar um processo de auto-redefinio e de relanamento da sua funo social.
(Todos estes imperativos presumem benficos efeitos de cascata para todos os suportes usados pelo jornalismo).
E tudo isso passa, no por uma adaptao da verso online a estratgias e ‘modelos de negcio’ tradicionais, mas antes pela adaptao de todo o negcio – a produo e a credibilizao de contedos informativos – a um novo modelo e a uma nova estratgia.
Os conselhos de Tim Porter (sugesto recolhida aqui) aos editores de jornais norte-americanos podem muito bem ser lidos pelos responsveis pelas empresas de comunicao social portuguesas. No lhes far ainda mal nenhum passar tambm os olhos neste outro texto, de Merrill Brown.

PS: Tentativa de resposta s trs dvidas de Pedro Fonseca:
1 – O Pblico s no distribuido gratuitamente nas ruas porque existe um preconceito histrico relativamente a publicaes que adoptem essa estratgia. Todos sabemos que nenhum jornal portugus vive do preo de capa e que em quase nada ele determina a sua gesto;
2 – A influncia do jornal na blogosfera algo de novo, que o Pblico escolheu agora rejeitar. Outros escolhem caminhos bem distintos e comeam a capitalizar;
3 – O Expresso tem uma existncia residual enquanto orgo de comunicao citado na net portuguesa. A sua pgina online diariamente lida, certo, mas ningum estabelece um link para um texto de acesso restrito. O seu poder de permanncia – no sentido que lhe d Simon Waldman – quase nulo. Pode at aceitar-se que, no imediato, no perde grande coisa. Mas absolutamente certo que esta deciso traz ritmo acrescido sua paulatina perda de influncia como ‘espao onde encontramos informao’.

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