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Archive for 5 de Abril, 2005

A deciso do jornal Pblico, de se fazer pagar pelo acesso verso online da edio em papel foi, naturalmente, alvo de ateno na blogosfera nacional (exemplos: aqui, aqui, aqui ou aqui).
Retomo o argumento – trata-se de uma opo em ‘contra-mo’ para o jornal que, at agora, era o mais visitado na net portuguesa.
O marginal sucesso financeiro imediato no equilibra, de forma nenhuma, a perda de influncia na net.
E S na net que o jornalismo pode encontrar um espao de crescimento.
E S na net que o jornalismo pode encontrar novos pontos de ancoragem na relao com quem nele quer confiar.
E S na net que o jornalismo pode, de forma mais fcil e enrgica, iniciar um processo de auto-redefinio e de relanamento da sua funo social.
(Todos estes imperativos presumem benficos efeitos de cascata para todos os suportes usados pelo jornalismo).
E tudo isso passa, no por uma adaptao da verso online a estratgias e ‘modelos de negcio’ tradicionais, mas antes pela adaptao de todo o negcio – a produo e a credibilizao de contedos informativos – a um novo modelo e a uma nova estratgia.
Os conselhos de Tim Porter (sugesto recolhida aqui) aos editores de jornais norte-americanos podem muito bem ser lidos pelos responsveis pelas empresas de comunicao social portuguesas. No lhes far ainda mal nenhum passar tambm os olhos neste outro texto, de Merrill Brown.

PS: Tentativa de resposta s trs dvidas de Pedro Fonseca:
1 – O Pblico s no distribuido gratuitamente nas ruas porque existe um preconceito histrico relativamente a publicaes que adoptem essa estratgia. Todos sabemos que nenhum jornal portugus vive do preo de capa e que em quase nada ele determina a sua gesto;
2 – A influncia do jornal na blogosfera algo de novo, que o Pblico escolheu agora rejeitar. Outros escolhem caminhos bem distintos e comeam a capitalizar;
3 – O Expresso tem uma existncia residual enquanto orgo de comunicao citado na net portuguesa. A sua pgina online diariamente lida, certo, mas ningum estabelece um link para um texto de acesso restrito. O seu poder de permanncia – no sentido que lhe d Simon Waldman – quase nulo. Pode at aceitar-se que, no imediato, no perde grande coisa. Mas absolutamente certo que esta deciso traz ritmo acrescido sua paulatina perda de influncia como ‘espao onde encontramos informao’.

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