os novos gatekeepers

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Alguns dos mais entusiastas defensores da blogosfera como um novo espaço de publicação particularmente apto a acolher formas diversas de jornalismo usam, com frequência, o argumento do fim dos ‘gatekeepers’.
Os blogs – argumentam, periodicamente, militantes como Jay Rosen, Dan Gillmor ou Jeff Jarvis – eliminam esse ‘ente’ do processo comunicativo, permitindo a cada um de nós publicar e ver publicado praticamente tudo. Sem restrições. Sem barreiras.
Se dispensarmos a possibilidade de haver, da parte de qualquer um deles, ingenuidade à solta, somos levados a pensar que a sua agenda inclui, de facto, um esforço deliberado para simplificar algo que não pode ser simplificado.
Alguém vai sempre seleccionar a informação que leio; pode ser máquina (como no GoogleNews) ou gente (como no PontoMedia ou no ContraFactos, ou no Jornalismo&Comunicação), mas eu vou sempre necessitar dessa filtragem.
A questão que se põe – aproveitando lições de revoluções passadas que cedo mostraram as suas desvantagens – é a de saber como avalio eu os novos ‘gatekeepers’ e de que forma podem eles tranquilizar-me quanto às suas ‘intenções’?
A propósito deste tema, recomendo vivamente a leitura do texto (em seis partes) de Jon Garfunkel.

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