H pouco menos de um ano atrs houve, por c, uma onda de reflexes, a propsito do Euro 2004, sobre o envolvimento emocional dos jornalistas nas questes que tratam. Um momento, em particular, foi assinalado com indicador dos riscos de tal envolvimento – a famosa oferta da camisola assinada ao seleccionador nacional.
Hoje, a uma escala bem diferente e envolvendo representantes dos maiores orgos de comunicao social do planeta, aconteceu algo muito semelhante no Vaticano.
Recupero parte do relato do El Mundo porque me parece elucidativo:
“La primera audiencia pblica del nuevo Pontfico ha sido un autntico bao de ‘mass media’. Josef Ratzinger ha entrado en la sala Nervi acompaado por el largo y caluroso aplauso de cientos de personas, informadores y pblico en general. Lo que en principio iba a ser un acto restringido a los medios de comunicacin se convirti en una nueva cita de aclamacin popular“.
A bem da verdade diga-se que na sala estariam tantos jornalistas como ‘pblico em geral’. Mas parece que ningum se importou muito com isso – com a natural e eficientemente orquestrada encenao.
No ser isto grave para a profisso?
No ser isto um momento que tornar outros – posteriores – mais difceis de explicar?
Aceito que o meu evidente mal-estar com a nomeao de Bento XVI possa toldar-me a viso em momentos como este…mas ser que apenas isso?
PS: Curiosamente, a notcia do Washington Post sobre o encontro do novo Papa com os jornalistas no faz qualquer referncia ovao generalizada – ter o jornalista chegado tarde?











