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Archive for 30 de Junho, 2005

“o fim-de-semana de uma lisboeta”

A intermitncia de que falava h pouco tambm no me afastou da leitura dos jornais.
A esse propsito gostaria de partilhar aqui uma inquietao que voltou a atormentar-me depois de ter lido um artigo de Paula Martins na edio do Pblico da passada tera-feira (dia 28 de Junho).
Como o jornal no de acesso livre na net, tomo a liberdade de, com a devida vnia, transcrever excertos, antes de explicar a tal da tormenta:
1. “Retorno estao mesmo a tempo de ouvir anunciar a partida do comboio para Viana. A viagem decorre agora mais lentamente, onde tudo diferente, as estaes de paragem parecem de outra poca (…). E o melhor poder apreciar cada uma e observar a mudana entre a azfama dos passageiros que seguiram com destino ao Porto de regresso a casa e os que agora entram com calma e bem dispostos e cujo nico intuito chegar estao seguinte para dar uma passeio e passar um sero agradvel na aldeia vizinha”.
2. “Habituada como estou capital, fico admirada com a confiana que depositam numa completa desconhecida, coisa impensvel em Lisboa. Saio para o ar fresco da noite, com a principal preocupao de procurar um restaurante tradicional para jantar. Por indicao de uma pessoa local, entro num clube de vela (…)”.

Trs anos depois de a sociloga Filomena Mnica nos ter brindado, tambm no Pblico, com o relato pasmado da sua experincia “l longe, muito longe, entre as montanhas do Minho” (onde j poucas mooilas e desfolhadas viu e onde, para desfalecimento de alma, tambm no encontrou carros de bois e mulheres vestidas de negro) surge-nos outro retrato pcaro.
E nele se percebe muito mais sobre o provincianismo bacoco (por c chamar-se-ia ‘parolo’) de quem se espanta em Pblico com a sua ignorncia do que sobre a vida de Viana.
Mais grave ainda – e aqui assenta a minha inquietao – percebe-se a anuncia incompreensvel de quem edita o jornal em publicar to desprestigiante prosa.
Que imagem fazem, afinal, os responsveis de um jornal nacional da realidade portuguesa? Ser que partilham esta, a do politicamente orientado bucolismo salazarista, de um pas pousado na sua tranquila existncia, onde os ‘puros’ apanham o comboio a caminho de seres em aldeias?

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Intermitncias

Agora reparo que estive ausente durante duas semanas exactas.
No vivi sem ler blogs, mas no encontrei tempo para actualizar o meu.
Ser a intermitncia previsvel numa altura do ano com preocupaes profissionais acrescidas.

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