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Archive for Agosto, 2005

this is not America…

Comprador dirio do Pblico fiquei hoje surpreendido com a insistncia na manchete visual de ontem – o Katrina e o seu segundo contacto com territrio dos Estados Unidos.
O dia da passagem por New Orleans resultou – diz-nos o Pblico no seu destaque de abertura do jornal – em danos materiais avultados e numa debilitao generalizada da cidade.
Por mais que procure no encontro critrio jornalstico que justifique semelhante desproporo: estas tempestades so comuns na rea todos os anos; aquela zona talvez seja uma das mais bem preparadas do planeta para as enfrentar; no houve perdas humanas (ao contrrio do que ter j acontecido hoje); no se conhecem interesses ou comunidades portuguesas em risco (nem esse ngulo foi tentado); finalmente, no se conhece no Pblico empenho semelhante em cobrir acontecimentos de igual ou maior proporo (tambm cclicos) no ndico ou no Pacfico.
Curiosamente, o nico “gancho” jornalstico slido, para uma audincia no norte-americana, foi remetido pelo Pblico para a tima pgina do destaque – as implicaes directas no preo do petrleo.
Esse foi, precisamente, o tema escolhido pelo DN para manchete. J o JN seguiu um caminho muito mais prximo da sua estratgia de sempre – a de privilegiar os acontecimentos nacionais (dando ao Katrina lugar de topo entre as suas breves da primeira).
Seria ilegtimo fazer extrapolaes a partir de um s exemplo. Mas custa-me continuar a ver o Pblico seguir este caminho ao mesmo tempo que os seus responsveis se lamentam com a falta de crescimento do volume de leitores.
Bowie tinha uma msica que nos dizia: “this is not America, lalalalala...”.

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E assim se passou o tempo…

O tempo de paragem terminou.
No foi to organizado como devia nem to tranquilo como podia.
Foi tempo de algum abandono e desleixo.
E talvez por isso me tenha escapado a novela das frias quenianas do primeiro-ministro, a desventura do Sporting e a discusso (demasiado) antecipada sobre os blogs como Quinto Poder.
Mas com isto posso eu bem.
O que no me escapou – atmesmo em termos familiares – foi o resultado da combinao de anos e anos de incria poltica.
O pas que arde o pas do Z que lana foguetes tarde e bebe uma frequinha horas depois, frente TV, dizendo para a Maria que os incendirios “deviam ser todos queimados”. Esse mesmo Z viajar, na manh seguinte, por uma estrada florestal, de vidro descido e brao com cigarro de fora. E, quando o termine, logo arranjar para a beata um lugar de destaque entre a caruma seca.
Mas este pas tambm o dos responsveis polticos que abdicaram de preparar e antecipar o nico combate que anualmente pe em causa a nossa existncia.
E com isto eu continuo a no poder.

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