Segundo uma informaão posta a circular pelo Jornal de Negócios (e replicada pela Lusa e pelo Público) o Expresso vai ter um novo director.
Depois de mais de 20 anos à frente do jornal, o arquitecto José António Saraiva, vai sair…para cima (na hierarquia do grupo).
O homem que, entre nós, elevou a dimensões inauditas a fórmula “por um lado…por outro lado” sempre terá mais tempo para se dedicar, de forma mais afincada, à sua grande paixão (e auto-confessado talento) – a escrita literária.
E lá teremos que nos contentar com a devastadora perda de tão lúcidas, no mais das vezes premonitórias e tão elaboradas reflexões como, por exemplo, as que nos deixa no texto de opinião por estes dias disponível na edição online:
“As eleições de ontem tiveram um grande vencedor e um grande vencido. O grande vencedor foi Marques Mendes. Primeiro, porque ganhou categoricamente as eleições. Depois, porque ganhou as eleições tendo corrido enormes riscos. (…) O GRANDE derrotado destas eleições foi o PS“.
Espero, sinceramente, que a mudança seja feita de ventos e não de brisas e que sirva para rejuvenescer a postura e, sobretudo, para requalificar o jornalismo praticado no mais importante semanário do país.