A busca de uma nova identidade para o jornalismo nos Estados Unidos estará ainda numa fase inicial mas tem, pelo menos, uma importante diferença relativamente ao que se passa em Portugal – já começou.
A propósito do que escrevi nos últimos dias (aqui e aqui, por exemplo), transcrevo mais um excerto de uma prosa introspectiva de Will Bunch, do Philadelphia Daily News:
“We prefer to talk down to the public rather than talk to them. Even at our very best – and there are many, many talented newspaper journalists in America – we are more likely to aim at wooing contest judges than at wooing new readers. And we have a knee-jerk tendency to defend our narrow world of messy ink printed on dead trees, when instead the time is here to redefine who we are and what we do (…) If we don’t change, we will die – and it will be our fault“.
Indicação original: Common Sense Journalism
Archive for 10 de Novembro, 2005
introspecção
Posted in Sem categoria, tagged Jornalismo on '10/11/05 1:03 PM'| 2 Comments »
a lenta queda
Posted in Sem categoria, tagged Jornalismo on '10/11/05 11:48 AM'|
Os dados mais recentes sobre as tiragens dos principais jornais norte-americanos provam uma tendência continuada de descréscimo.
A este panorama, Chris Anderson acrescenta enquadramento e a imagem geral não é animadora: descidas nas audiências de rádio, televisão (aqui, mais por efeito da fragmentação do que em termos globais), cinema, vendas de música, DVD’s, livros e jogos.
A subir, só a net. E ficaremos mais pobres por isso, se tudo o resto não conseguir inverter a tendência.
Adeus Mini-Disk?
Posted in Sem categoria, tagged Rádio on '10/11/05 11:28 AM'|
Com o lançamento deste PCM-D1, um gravador digital com dois microfones e uma capacidade de armazenamento interna de 4G, a marca que deu aos jornalistas de rádio o gravador de cassetes com melhor compromisso preço/fiabilidade e, depois disso, opção idêntica com o Mini-Disk, parece estar a dizer-nos que está na altura de também aquele formato passar à (bem merecida) reforma.
Até agora, os gravadores digitais não eram ainda concorrência à altura (em termos de qualidade de som e de robustez) para os MD.
Para já, o único problema que antecipo é o do preço…e só assim percebo que o Pai Natal não queira ser tão meu amigo…
Posted in Sem categoria, tagged Jornalismo on '10/11/05 1:25 AM'| 4 Comments »
Terminou há instantes mais uma edição do programa Clube de Jornalistas, no canal 2 da RTP. O tema – blogs e jornalismo. Convidados – Rogério Santos (Indústrias Culturais), António Granado (Ponto Media) e João Alferes Gonçalves (editor do site Clube de Jornalistas).
A discussão rondou tópicos relevantes, como a demarcação de territórios entre a apresentação de informações e o exercício do jornalismo, o papel dos blogs como observadores atentos da actividade jornalística e até, eventualmente, como grupo de pressão crítico, relativamente a uma dada situação.
Postas assim as coisas, porém, sinto que falta falar do que percebi no tom genérico das intervenções e, sobretudo, no trajecto escolhido pela moderadora.
Percebi que os blogs são um formato cheio de falhas, que muitos deles são anónimos, que os seus autores podem ter objectivos não expressos quando escrevem (“não são nenhuns querubins” disse João Alferes Gonçalves) e que, por tudo isto, estão muito longe de perturbar o jornalismo.
Mais ainda – e volto a citar João Alferes Gonçalves – “em 99 por cento deles as pessoas escrevem por interesse próprio, coisa que não acontece com os jornalistas“.
Como devo estar incluido nesse tão grande grupo (e como a frase não pode, naturalmente, merecer outro comentário que não uma sonora mas triste gargalhada), permito-me acrescentar o seguinte (em interesse próprio…do que penso): ficou de fora do debate um olhar benigno sobre os blogs, um olhar optimista sobre a maior vontade de interacção dos leitores/ouvintes/telespectadores com os media e, sobretudo, o olhar necessário ao espectro de profundas mudanças que o jornalismo tem que adoptar para sobreviver num mundo em que a auto-edição de conteúdos passa a ser generalizada.
Porque os conheço (e lá estou eu a agir em interesse próprio) sei que o Rogério e o António gostariam, certamente, de se ter pronunciado sobre isto.












