Na sequência do programa ‘Prós e Contras’ de ontem à noite, na RTP1, em que se discutiu o estado da educação em Portugal, fiquei com a sensação de que estará em curso a tentativa de mudança de algo que ultrapassa a dimensão de assuntos concretos, como as aulas de substituição, o estatuto profissional ou a avaliação dos manuais escolares.
Parece-me que se pretende agilizar uma mudança de paradigma de funcionamento do sistema; uma espécie de subsidiaridade à escala do ministério – devolução de poder às escolas para gestão de crises.
O risco é enorme, mas o desafio também. O que existirá em espaço de manobra acrescido para a inovação (e imaginação) é retirado ao espaço cativo da (pelo menos até agora) filha legÃtima do centralismo absoluto, a desresponsabilização.
E, nem a propósito, passei os olhos num texto de Ross Mayfield sobre as razões pelas quais defende ‘o fim do processo’:
“Organizations are trapped in a spiral of declining innovation led by the false promise of efficiency. Workers are given firm guidelines and are trained to only draw within them. Managers have the false belief engineered process and hoarding information is a substitute for good leadership. Processes fail and silos persist despite dysfunctional matrices. Executives are so far removed from exceptions and objections that all they get are carefully packaged reports of good news and numbers that reveal the bad when it’s too late“.
…e não haverá quem não pense, de imediato, na forma perfeita como esta frase também descreve alguns dos ambientes em que nos movemos.
O risco de tanto organizar
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