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Archive for 6 de Dezembro, 2005

A ERC e os blogs

Na sequência de um debate interessante, despoletado pelo Pedro Fonseca (e de que dei aqui conta), a propósito da eventual abrangência das competências da nova entidade reguladora para a comunicação social ao universo dos blogs, enviei um e-mail ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, pedindo alguns esclarecimentos.

O pedido foi considerado e uma resposta, assinada pela chefe de gabinete do ministro, acabou de chegar.
Numa primeira leitura percebo que a blogosfera não estaria presente no espírito da proposta de lei mas percebo tambem que existe no articulado suficiente latitude para que a Entidade Reguladora e os tribunais venham, de facto, a pronunciar-se (sendo, aliás, disso prenúncio um caso de que se dá conta aqui).
As perguntas originais e a resposta integral estão a seguir.
(mais…)

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as ltimas rotativas

H dias, num almoo com jornalistas amigos, falvamos com nostalgia da imagem (visual, sonora e olfactiva) que guardamos da velha rotativa do Jornal de Notcias. uma nostalgia saudvel, natural. A memria ajuda-nos a sentir os novos lugares de forma diferente. Com mais confiana, talvez.
Vem isto a propsito de um post (que recomendo) de Jeff Jarvis, intitulado “as ltimas rotativas“.
Nele se descreve uma visita a Londres, a convite do Guardian, e se apresenta aquela organizao como um exemplo de abertura a um novo posicionamento. Alan Rusbridger, jornalista e administrador do Guardian Media Group ter dito a Jarvis: “esta (a nova rotativa, que custou milhes de libras) talvez seja a ltima que compramos“.
Rusbridger anda no jornalismo impresso desde 1976. E conhece o cheiro das tintas, o barulho da maquinaria e a imagem sempre surpreendente de uma estrutura monstruosa de onde saem jornais impressos, dobradinhos. E – digo eu – possivelmente porque conhece to bem este mundo que sabe estar na altura de o mudar de stio.
O post de Jarvis optimista; que se percam as rotativas, mas que se pense nisto como uma oportunidade:
Its not about saving anything. Instead, this is about seizing the opportunity of the internet and whatever that brings (…) From a business perspective, we need to stop whining about readers moving online. If thats what they want to do, then go with them, damnit!“.

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debate (vs2)?

Em Fevereiro deste ano, a propsito de um encontro televisivo entre Jos Scrates e Pedro Santana Lopes, candidatos a primeiro-ministro, falei aqui das desvantagens claras de um determinado tipo de modelo de ‘debate’.
Ontem noite confirmei parte substancial da minha leitura.
O modo , parece-me, errado – nada naquilo televiso, muito pouco daquilo entrevista jornalstica e abusivo falar de debate ou at de frente-a-frente (ver, a este propsito, post no Jornalismo e Comunicao).
Como j antes disse o que presencimos (alguns, acredito, a custo) foi uma entrevista a duas pessoas que, por acaso, estavam num mesmo estdio. No foi um debate. Estivemos perante um equvoco cultural – debate , na nossa tradio, sempre uma discusso acesa de ideias, que tem fio condutor, que tem ocorrncias no previstas, que tem presena humana.
Utilizar o modelo norte-americano, apropriando por atacado o nome que por l se d a estes eventos, um engano (talvez nos devesse servir de aviso a noo de que eles tambm chamam futebol a outra coisa…).

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