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Archive for 25 de Janeiro, 2006

Na sequência de um debate alargado que o Guardian promoveu há dois dias sobre jornalismo cidadão o sindicato dos jornalistas britânicos – NUJ – apresentou um código de conduta para as empresas.
Durante a conversa, Simon Waldman disse o seguinte: “All of this (a participação dos cidadãos) is going to happen regardless of whether anyone round this table thinks it is a good idea or not. All of those photos will go onto weblog or flickr. This is happening, there is no resistance to it. If we try to block it or resist it or say it is not right, it will feel like we are operating on the hard shoulder of the motorway“.
É, no essencial, partindo desse pressuposto que o documento centra atenções em quem publica e não em quem recolhe. São linhas orientadoras que envolvem preocupações deontológicas e de rigor mas também de segurança individual (sugerindo cautela na gestão dos riscos que as pessoas possam correr para aceder a determinada imagem ou informação).
O documento está aqui.
Encontrei a informação no Cyberjournalist.net.

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Ola, soy Rosa…

Em Dezembro apontei aqui que a Reuters estava a fazer experincias com software ‘text-to-speech‘.
Pois o elmundo.es j tem um servio semelhante em funcionamento que nos d uma imagem sonora da primeira pgina e da seco ’60 segundos’, com a possibilidade de descarregar para o nosso computador o som (uma espcie de podcast).
O elmundo.es – j pioneiro em quase tudo no espao da informao digital em Espanha – torna-se, assim, tambem no primeiro a oferecer ‘podcasts’ (ainda que ‘automatizados’ e sem RSS).
Encontrei a informao original no Periodistas21.

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Leitores tambm transparentes

O aumento das formas de participao no discurso meditico abriu, naturalmente, um espao por onde circula no apenas opinio organizada, debate esclarecido, ou informao fundamentada. Circula muito mais – falsidades, rumores, insultos, por exemplo.
No creio que se pudesse esperar outra coisa. O ciberespao (ou o que se quiser chamar a esta organizao mais ou menos fluda de pessoas e contedos, para usar a expresso de Weinberger) no est para alm de ns e no se dever esperar nele encontrar estruturaes de relacionamento muito diferentes das que vamos tendo na existncia fsica.
Vem isto a propsito da recente polmica envolvendo o Washington Post e a deciso de encerrar o espao de comentrios no seu blog (uma cronologia das reaces aqui).
Numa conversa posterior que teve com Jay Rosen, o editor-executivo do WP, Jim Brady disse:
I don’t think there are many reporters who oppose thoughtful criticism of their work. What they oppose is being called vulgar names and assigned all sorts of evil motives by people who don’t know them. That’s not a dialogue, in my opinion, it’s akin to shouting insults from a moving car“.
E tem razo. O insulto inaceitvel. O insulto annimo inqualificvel.
Mas h duas observaes importantes a fazer: a surpresa revelada indica ingenuidade ou laxismo (ambas pouco abonatrias) e a deciso tomada foi a menos correcta.
A possibilidade de alargamento do espao de contacto entre os jornalistas e os leitores no pode ser excluda por razes deste tipo – para contornar a situao h instrumentos como o registo obrigatrio e/ou a publicao diferida.
Importa, como escreve Vin Crosbie, que a transparncia aumente de parte a parte – “If ‘News is a Conversation,’ then transparency is required among all conversants, including the readers” – mas importa, igualmente, que o jornalismo no desista de se mostrar empenhado.
No caso em apreo, ao que tudo indica, o WP ter j percebido o que est em causa. E Jim Brady promete mudanas para breve.

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aprender, aprender

Numa carta de despedida comunidade Bayosphere, que ajudou a criar h pouco mais de um ano, Dan Gillmor traa-nos um retrato muito franco do que – na realidade – operar um espao de jornalismo cidado.
O autor de We the Media diz que o balano foi positivo, mas ficou aqum do esperado:
Although citizen media, broadly defined, was taking the world by storm, the experiment with Bayosphere didnt turn out the way I had hoped. Many fewer citizens participated, they were less interested in collaborating with one another, and the response to our initiatives was underwhelming. I would do things differently if I was starting over“.
Ancorando-se numa expresso feliz de Esther Dyson – “Faz sempre erros novos” – o texto vale, ainda, pela ’10 lies’ que Gillmor diz ter aprendido.
Sempre atento, o Ponto Media.

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