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Archive for 27 de Março, 2006

Sob o título genérico "Putting the WE in Web" a Newsweek faz das ferramentas de auto-publicação/colaborativas a capa do seu mais recente número.
É um sinal da importância de uma novo olhar sobre a rede e sobre o que nela fazemos.

Já não vamos a um lugar estranho, meio-humano-meio-ficção (essa coisa do ciberespaço) mas usamos estas ferramentas para estar com os outros e para ser parte substancial do que somos; como se diz no texto, "a rede é onde vivemos".
Excerto:

What makes the Web alive is, quite simply, us. Our presence, most often conducted at the speed of broadband, is constant and mandatory. Thanks to our activity, the Web has replaced phone books, and is in the process of replacing phones. It's the place that answers our questions in four tenths of a second and ships us funny clips that mix the "Back
to the Future" guys with the "Brokeback Mountain" soundtrack. It'sthe
main news source for the non-arthritic population, and a megaphone for
those who make their own media. As we keep offloading our activities to the Web and adding previously unmanageable or unthinkable new pursuits, it's fair to say that our everyday exist-ence is a network effect. That has made some splendid opportunities for smart, nimble new companies,
and threatened the existence of old ones now afloat in the mainstream.

Vi a referência pela primeira vez no Engrenagem.

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ai, ai, ai…

O espaço Blue Plate Special.net promete ser um interessante repositório de alguma da investigação que fazem os colaboradores/discípulos de Jay Rosen na New York University.
Ainda assim, lê-se este texto sobre a adopção dos blogs por parte dos jornais e é impossível evitar um sorriso – para tão altas pretensões fez-se investigação a menos e tiraram-se conclusões a mais.
(veja-se o ante-título: "English-speaking press seems ahead"…seems?…então não verificaram bem?…seems ahead?…a amostra dá para verificar? – dois ou três jornais britânicos, dois espanhóis, um francês e um italiano, no caso da Europa!).

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um passinho de pardal

Um dos jornalistas com mais responsabilidade na SIC – não apenas pelo cargo que ocupa (director de Informação) mas também pelo facto de ter estado ligado a posições similares desde o início da estação – Alcides Vieira, escreveu há dias no DN uma frase que me parece significativa:

Dar notícias era um exclusivo de jornalistas. Hoje qualquer pessoa pode
publicar opinião, fazer rádio ou televisão pela Internet. A grande
questão que se coloca aos leitores e aos telespectadores é como
distinguir a foto da fotomontagem, o facto real da notícia inventada.
O acesso quase generalizado às novas tecnologias e a interactividade
entre os novos meios e os novos públicos obrigam os jornalistas a
repensar a profissão.
Antes que alguém o faça por eles.

Embora não partilhe o ponto de partida de Alcides Vieira (e muito menos algumas das suas ideias sobre a o jornalismo e as suas práticas) creio que a frase é um sinal positivo. Um 'passinho de pardal' a caminho da necessária reflexão sobre o papel do jornalismo no novo universo de comunicação.

Ouvir
o que, sobre esse assunto, diz Jeff Jarvis não fará mal a todos os que estão dispostos a participar nesse processo e espreitar o que publicações como o Guardian estão a fazer também não seria má ideia (O Guardian, aliás, passou, no espaço de pouco mais de uma década, de uma publicação em papel com problemas sérios para um produtor de informação em diferentes suportes de grande sucesso e qualidade. A mudança fez-se pela qualidade do trabalho, pela sua credibilização e pela entrada, em força, em novos espaços. Um exemplo).

Encontrei a ligação para o texto do Alcides Vieira no Ponto Media

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