Vale a pena ler a entrevista de Jean-Marie Colombani, director do ‘Le Monde’ ao Expresso (suplemento Actual) de hoje. Não que seja referido algo de substancialmente inovador, mas sobretudo porque Colombani é um respeitado jornalista do papel e as suas palavras apontam um caminho de sobrevivência (e até mesmo de reafirmação) para o jornalismo.
Momentos:
“Há um défice de autocrÃtica, de autocontrolo e de humildade, sobretudo. As derrapagens acontecem quando os jornalistas deixam de ser modestos face aos factos: Ora, os jornalistas existem para expor os factos antes de mais nada. Quando perdem essa noção e se empenham em combates pessoais ou polÃticos, as derivas podem acontecer” (nota pessoal: à consideração do director-adjunto do Expresso, Nicolau Santos…).
“O jornalismo já não tem o monopólio do jornalismo. E quem não perceber isso, morre, porque não saberá adaptar-se e não se transformará de forma a justificar de novo o seu trabalho”
“Até agora, o conjunto da imprensa considerava que o problema era a sua oferta. Ou seja, se as coisas não iam bem, refazia-se o jornal ou a fórmula, isto é, punha-se em questão a oferta. Mas estamos num sistema em que ela tem de passar a considerar os clientes e deve redefinir com métodos modernos o que considera como tal“












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