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Archive for Junho, 2006

Google Media?

Uma empresa de ‘data mining’ ou uma empresa de media?

Quando olhamos para o imprio Google, o que vemos?

Quando pensamos nas possibilidades conjugadas do Google Earth e do Google News ainda estamos s no reino das pesquisas?

E agora, que temos os ‘contedos de imagens patrocinados’ no Google Video – aquilo a que, como diz Scott Karp, “costumavamos chamar televiso” – de que descrio mais nos aproximamos?

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I shall say this only once…

A polmica em torno da ‘neutralidade na net‘, apesar de ser uma questo aparentemente norte-americana, tem ramificaes de alcance global.

O que poder estar em causa – a ser aprovada uma alterao proposta pelos maiores operadores de telecomunicaes – o acesso em condies de igualdade a todos os sites disponveis. O plano em cima da mesa aponta no sentido de que as ditas empresas possam ‘ordenar’ a web em patamares de acesso, dependendo essa ordenao das taxas cobradas aos sites.
A ser dado este passo nos Estados Unidos bom de ver que operadoras de telecomunicaes do resto do planeta sentiro a o apoio necessrio para pressionar os seus governos ou autoridades supra-nacionais no sentido de haver ‘conformidade’.
bvio. Perigosamente bvio.

O criador da net, Tim Berners-Lee pronunciou-se h dias sobre o assunto. E no podia ter sido mais claro:
” When I invented the Web, I didn’t have to ask anyone’s permission. Now, hundreds of millions of people are using it freely. I am worried that that is going end in the USA.(…)
Yes, regulation to keep the Internet open is regulation. And mostly, the Internet thrives on lack of regulation. But some basic values have to be preserved. For example, the market system depends on the rule that you can’t photocopy money. Democracy depends on freedom of speech. Freedom of connection, with any application, to any party, is the fundamental social basis of the Internet, and, now, the society based on it.
Let’s see whether the United States is capable as acting according to its important values, or whether it is, as so many people are saying, run by the misguided short-term interested of large corporations”.

Cheguei ao texto atravs do blog de Steve Yelvington.

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Os efeitos

Um recente estudo, desenvolvido por dois investigadores norte-americanos, revela que programas humorísticos centrados na informação – ‘soft news’ – estão a ter mais efeitos negativos do que positivos na qualidade da vida democrática.

O trabalho (acesso condicionado), feito com base nas respostas a inquérito de mais de 700 estudantes universitários conclui que os habituais espectadores do premiado “Daily Show” são tendencialmente mais cínicos, relativamente à política e aos media.

Pode ler-se no abstract do texto: “Although research indicates that soft news contributes to democratic citizenship in America by reaching out to the inattentive public, our findings indicate that The Daily Show may have more detrimental effects, driving down support for political institutions and leaders among those already inclined toward nonparticipation”.

Não questionando a validade do trabalho (confesso não ter feito mais do que uma leitura cruzada), importará talvez questionar o seu ponto de partida e, sobretudo, o aproveitamento que dele possa vir a fazer-se (como aqui, por exemplo).

Declaração de interesse: o Daily Show é, na minha opinião, um dos sinais de vitalidade da América que vive envergonhada há uns anos, da América que repudia muito do imaginário bélico-criacionista e que está a recompor-se, a custo, depois de ver eleito um presidente com menos votos do que o seu opositor. Se o Daily Show tem o sucesso que tem, isso é testemunho de um país que não quer definhar.

Encontrei a informação no ContraFactos.

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Empresa sem blog…

Um estudo recente (de que me apercebi aqui), feito com base em inquéritos enviados a 74 ‘conceituados’ bloggers norte-americanos aponta no sentido de uma sedimentação do formato e das suas utilizações e na consequente cristalização de procedimentos, regras e estatutos.

Os blogs não são uma moda e são cada vez mais espaços mantidos com empenho e honestidade, refere Nora Ganim Barnes, professora de Marketing na Universidade de Massachusetts, Dartmouth.


Sendo que o estudo é feito na perspectiva da sua valia para as empresas, escreve-se ainda nas conclusões:

“Those businesses that choose to remain outside this online conversation, will be sidelined. Eventually they will become extinct.
Consumers will move about the wired world in search of products and services that meet their needs. Every serious business needs to have a presence in this electronic global marketplace. But there is more. Businesses need to listen to other conversations that are happening around them. This includes responding to other blog posts and comments.
The blogosphere itself is a provider of more and better research than off line businesses are getting now. A true competitive analysis takes place when one searches blogs to see who your competitors are in the minds of your target market. Blogs act as huge, ongoing focus groups providing feedback and ideas. Some of the most brilliant people in the world are blogging. Talk to them. Let them help you become more successful. Move your business forward in a way that is new, exciting, a bit scary, and ultimately necessary”.

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Quem é? Como é?

No aberto e virtualmente sem fronteiras ambiente mediático em que vivemos – como lhe chama Jane B. Singer – será importante repensar o papel do jornalista para além do processo que define a actividade (a recolha, a organização e a disseminação de informação pertinente). Esse espaço deixou de ser diferenciador e nele perde-se, muitas vezes, de vista o que de distinto tem a profissão.

Segundo esta autora – e perdoe-se-me a simplificação do argumento que apresenta no texto “The socially responsible existentialist”, Journalism Studies, Vol.7, Nº1, 2006 (Obrigado, Joaquim) – importará recentrar a actividade em torno de um exercício existencialista socialmente responsável, para que a informação não perca a sua centralidade como bem público numa sociedade democrática.

Lembrei-me de aqui referir este texto a propósito das observações que o João Paulo Meneses faz relativamente à proposta do Estatuto do Jornalista – e que subscrevo – e também relativamente ao documento para o qual o Pedro Fonseca chama a nossa atenção, onde se apresentam as ‘regras‘ a observar pelos jornalistas nos seus contactos e relatos com e sobre a selecção nacional – Clube Portugal.

(Excerto: “Temos todos a consciência de que tal não se consegue sem um ambiente saudável, longe de tensões desnecessárias, que permita aos jogadores e treinadores obterem os melhores frutos do seu esforço diário. E este ambiente também só é atingível se, da parte da imprensa, houver a compreensão de que nem sempre é possível compatibilizar as necessidades de trabalho de uns com as contingências de trabalho de outros”).

Neste momento, já não se trata apenas de alguns profissionais exigirem – de si para os seus – maior clareza e transparência (nos procedimentos e na produção), mas antes de isso poder ser condição fundamental para a futura existência – de valia socialmente reconhecida – da actividade.

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Doutoramento Open Source

Douglas Rushkoff vai agora começar a dedicar-se a um Doutoramento, com o seguinte título provisório: "Novos Media, Novas Literacias".
Interessante, sim, mas nada de muito diferente do que seria de esperar – "Basically, it's about the way new media (from text to computers) change our fundamental relationship to the human story".
Mas Rushkoff quer tentar fazer do seu Doutoramento uma espécie de desafio ao que tomamos por adquirido e sedimentado, até mesmo relativamente à forma de se fazer um Doutoramento – "The dissertation thus *proves* itself by its very existence – and ends up challenging the values of the cultural institution underwriting its legitimacy".

E como quer ele fazer isto?

Com um projecto colaborativo; "What I'd do is create a Wiki (with password membership), put the entire outline on it, and then see who might want to flesh out and/or change what. We could have boards for discussion, and (…) perhaps even be able to offer college credit for participation, again hacking the academic value system and actually doing something to inspire collaborative learning rather than some top-down distribution of 'information'".

Para quem possa pensar que esta é uma boa forma de fugir ao trabalho e à responsabilidade, Rushkoff também já tem resposta: "It's harder in many ways to corral a public of writers (and then check their work) than to simply sit and write something oneself. I'm really thinking of it more as a proof of concept than a cheat".

O desafio aqui fica – "Anybody interested in such a thing, or are we all too busy?"…

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Roupa de Verão

Seis meses depois da adopção do WordPress optei por mudar o layout.
Em primeiro lugar porque é fácil e há sempre retorno.
Em segundo lugar porque tinha algumas zonas de desconforto relativamente ao template anterior.
Com este também tenho, é verdade. Mas tenho menos.
E enquanto o WP não disponibilizar (no gratuito, claro) maiores opções de personalização terei que viver com elas o melhor que posso.
E terei sempre a possibilidade de voltar atrás.

(Nada disto fará grande diferença aos que recebem os meus posts através de um leitor de RSS, naturalmente).

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