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Archive for 20 de Junho, 2006

Roupa de Verão

Seis meses depois da adopção do WordPress optei por mudar o layout.
Em primeiro lugar porque é fácil e há sempre retorno.
Em segundo lugar porque tinha algumas zonas de desconforto relativamente ao template anterior.
Com este também tenho, é verdade. Mas tenho menos.
E enquanto o WP não disponibilizar (no gratuito, claro) maiores opções de personalização terei que viver com elas o melhor que posso.
E terei sempre a possibilidade de voltar atrás.

(Nada disto fará grande diferença aos que recebem os meus posts através de um leitor de RSS, naturalmente).

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Presumo que já nem seja possível voltar a falar do exagero que me parece ser a cobertura mediática do Mundial (já outros, mais articulados, sobre isso terão dito tudo o que penso).
Posto isto de lado, acho relevante apontar aqui algo que considero ser mais relevante, porque mais profundo – a percepção de que transferimos (como comunidade, como nação, se preferirmos) para o futebol toda a sublimação possível dos problemas que enfrentamos e que fazemos isso ancorados na oscilação identificada por Eduardo Lourenço; a que nos leva a um comportamento identitário 'doentio', entre a euforia desmedida e a desilusão prostrada ("all, or nothing at all", como diria Cole Porter).
E o curioso balançar em que vivemos percebe-se em cores mais nítidas em momentos como este.
A um país que há 40 anos não chegava aos 1/8's de final da prova isso não chega; e não chegará dar mais um passo, nem outro. Avanço eu – por certo não chegará também vencer a competição, porque logo encontraremos entre as nossas misérias algo para nos prender a atenção e não nos desviar daquela que parece ser uma missão nacional a cumprir: a de sermos 'calimeros fanfarrões'.
Vem isto a propósito de um estudo que nos diz que os portugueses são, entre os inquiridos de sete nacionalidades, os que dizem mais acreditar na vitória da sua selecção:

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..e que tal um arrepio?

Ora aqui está uma frase que pode chocar algumas sensibilidades:

"I increasing believe that in order to survive and grow in a digital, networked, social, participatory world, media companies need to evolve into marketing services companies".

Partindo das leituras esporádicas que faço de algumas das suas opiniões, Scott Karp, o autor da frase, não estará a falar especificamente dos conteúdos e da sua autonomia (o jornalismo, por exemplo), centrando antes a sua atenção nos modelos de financiamento das empresas e na sua postura no mercado.
Ainda assim, tomando como certa esta previsão, as mudanças nas empresas implicariam sempre reajustamentos. E, aí sim, a pergunta impõe-se: onde e como fica o jornalismo?
Karp acredita que os conteúdos 'tradicionais' ("traditional content that media companies create, like news, features, journalism, dramas, sitcoms, etc.") vão seguramente sobreviver enquanto negócios, mas "most won’t grow very much, some will shrink, and some media brands may not survive at all".

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Um dos meus blogs favoritos, o SimonWaldman.net, vai deixar de ser…pelo menos como era até aqui.
O autor, que se prepara para viver fora de Londres, numa zona onde a rede chega a 256K ("I’m sure this contravenes the Human Rights Act in some way", escreve ele) diz que o blog vai assimilar o conteúdo do seu outro espaço, sobre música, e vai incluir também reflexões sobre a vida no campo.
Sobre o trabalho (administrador do Guardian), muito pouco.
E a justificação de Waldman, sendo naturalmente cómoda, sugere alguma reflexão:
"I think the last two to three years have seen an explosion in ideas – and I think that phase is over. (…) It’s not that new ideas aren’t going to pop up – just that there’s already a huge backlog between the things that we are all talking about and what we’re doing".

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Estrutura para a reinvenção do Jornalismo

Está disponível, desde finais de Maio, no First Monday, o paper de Leonard Witt, “Constructiong a framework to enable an open source reinvention of journalism“.
O texto apoia-se em experiências anteriores de produção partilhada de conteúdos noutros contextos, para nos propôr uma espécie de lista de ‘coisas a fazer’ com especial interesse para responsáveis por empresas jornalísticas que estejam a considerar a possibilidade de re-equacionar a sua relação com as audiências.
A proposta de Witt passa por 14 passos:

1. Auto-avaliação da atitude das redacções
2. Conceber um ecosistema
3. Esclarecer a filosofia; quão livre é o livre? quão acessível é o acessível?
4. Recentrar a actividade jornalística nos seus valores éticos
5. Criar um modelo de envolvimento dos cidadãos que se adeque à redacção
6. Estabelecer parâmetros (dimensões e níveis de esforço) para as contribuições da comunidade
7. Decidir quem é convidado a participar e quem deve ser excluído
8. Oportunidade
9. Transparência
10. Estabelecer um modelo de propriedade apropriado
11. Liderança
12. Repórteres aqui dentro ou lá fora?
13. Experimentação e tolerância perante o falhanço
14. Sistemas de distribuição

Abstract:
This article builds upon open source/open content literature and applications to develop a framework from which academics, citizens, critics, journalists and the media industry can collectively develop a sustainable model or models to save quality journalism — possibly by reinventing journalism as it has traditionally been defined. This article provides that framework, not so much as a theoretical construct, but rather as an annotated checklist to guide those interested in reinventing journalism“.

Aconselho ainda a leitura da entrevista a Witt que Bryan Murley publicou no Reiventing College Media.
Mark Hamilton disse, a propósito deste texto, que se trata de “one of the must-read pieces for anyone thinking about the future of media and journalism“.

Encontrei a primeira referência ao assunto aqui.

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