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Archive for Junho, 2006

Ourmedia – Centro de Aprendizagem

O Ourmedia é um daqueles projectos que ainda está à espera de explodir. Ou, se quisermos ser mais realistas, que nunca andou perto disso. E talvez o crescimento gradual seja mesmo o melhor e mais seguro caminho para este tipo de iniciativas.
Dito isto, descobri (aqui) que foi disponibilizado um Centro de Aprendizagem online (como criar um videoblog? como criar um podcast? como fazer streming de video?, etc.) e também um directório de espaços de 'open media'.
São passos positivos e que revelam um esforço continuado. Bom sinal.

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BloggerCon IV

A quarta edição da deliberadamente informal BloggerCon acontece nos dias 23 e 24 deste mês, em São Francisco, nos Estados Unidos.
Dave Winer, o pai da ideia, começou por sugerir que um grupo de bloggers pré-seleccionado tivesse direito a dez convites para distribuir por outros tantos bloggers. Mas a coisa não funcionou e a alternativa foi criar um wiki onde os interessados pudessem inscrever-se.
A cerca de duas semanas do início da conferência a lista já agrega um número considerável de participantes.

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Digital Maoism

Publicado num dos últimos dias de Maio, "Digital Maoism: The Hazards of the New Online Collectivism", de Jaron Lanier, depressa se tornou num tópico de acesa discussão entre bloggers e também entre alguns dos mais reputados autores nas áreas dos novos meios e da publicação digital (por exemplo, Douglas Rushkoff, Clay Shirky, Esther Dyson, Fernanda Viegas, Dan Gillmor ou Howard Rheingold).
E porquê tanta (e tão interessante) polémica?
Porque Lanier defende que a 'deificação' de espaços como a Wikipedia remete para um novo tipo de colectivismo "that is nothing less than a resurgence of the idea that the collective is all-wise, that it is desirable to have influence concentrated in a bottleneck that can channel the collective with the most verity and force. This is different from representative democracy, or meritocracy. This idea has had dreadful consequences when thrust upon us from the extreme Right or the extreme Left in various historical periods. The fact that it's now being re-introduced today by prominent technologists and futurists, people who in many cases I know and like, doesn't make it any less dangerous".

Vale a pena ler o artigo completo e vale também a pena ler os comentários.
Para uma avaliação do efeito já alcançado pelo texto sugiro uma passagem por aqui.
Cheguei ao texto através de um post do Dan Gillmor.

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Conhecimento Aberto, Sociedade Livre

A partir de hoje e até ao dia 30 deste mês a organização do III Congresso Online do Observatório para a Cibersociedade aceita propostas para a constituição de grupos de trabalho.
Sob o título genérico "Conhecimento Aberto, Sociedade Livre" este 3º Congresso seguirá, em termos de orientação genérica, muitas das linhas de investigação já traçadas nas edições anteriores, como se explica na nota hoje divulgada:
"En el congreso del año 2002 insistíamos en lo 'sociocéntrico' de internet/ciberespacio y en que, por ello, el ciberespacio/internet eran arenas de acción social, cultural y, por todo ello, política. En el congreso de 2004, dando esto por sentado, quisimos plantearnos cómo actuaba y como se definía y cómo se podía llevar a la práctica el constructo conceptual de 'sociedad del conocimiento'.Lo que nos planteamos como reto para esta III Edición es continuar esta línea de reflexión. Quizá se trate de darle una respuesta, precisamente, a la pregunta de 2004 (¿Hacia qué sociedad del conocimiento?) o de evaluar una de sus posibles respuestas, la que tiene que ver con las iniciativas 'open', y 'free' (as in freedom), sin dejar de perder de vista ese "sociocentrismo militante" que define al OCS. Estas son algunas de las claves que hay tras la formulación "Conocimiento Abierto, Sociedad Libre" que encabezará el próximo congreso y que el Comité Científico ha expresado en la ya mencionada Línea Editorial".

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Urbi et Orbi remodelado

O Urbi et Orbi – jornal on-line da Universidade da Beira Interior – mudou. A coisa teve lugar há já alguns dias, mas importa, ainda assim, deixar aqui a anotação.
O novo Urbi integra hipertexto, imagens, vídeo e som no corpo da notícia. Para além disso, como se diz na nota enviada pela equipa que elabora o jornal, "quem lê pode agora comentar e até enviar notícias através do “Jornal do Cidadão”, uma área criada a pensar na participação do utilizador, um aspecto que tem sido muito referido nas investigações realizadas sobre webjornalismo".
O espaço promete informações novas todos os dias, através de uma secção chamada “Últimas".

A par do JornalismoPortoNet, este Urbi apresenta-se assim como mais um exemplo do esforço das universidades para marcar presença num espaço que a maioria dos órgãos de comunicação tradicionais insiste em não querer andarilhar.
Parabéns a toda a equipa.

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Ai a bola…

Concordo com o que escreve hoje, no Público, o Eduardo Prado Coelho – ainda o Mundial não começou e já estamos todos com claros sintomas de enjoo. As três estações de televisão em sinal aberto fazem gala das suas muitas horas dedicadas ao assunto (e a unidade 'horas' será mesmo a mais adequada, se juntarmos os espaços nos tradicionais formatos informativos aos 'especiais'), os jornais navegam a onda (ainda que com menos vigor, parece-me) e as rádios esforçam-se por nos dizer que farão desta a 'maior operação jornalística de sempre'.
Excerto: "Até porque não se trata do futebol propriamente dito, mas de uma estranha mistura de nacionalismo rançoso e voyeurismo patológico, em que temos de ficar a saber os estados de alma mínimos dos jogadores assim com os estados de alma daqueles que fizeram quatrocentos quilómetros para estarem mais perto dos seus ídolos. Esta gente tem o descaramento de afirmar que se trata do dia mais feliz da vida deles, o que mostra a indigência aflitiva de certas existências. O que há de horrendo neste acumular de inanidades é que se trata de dar notícias e comentários sobre um não-acontecimento. Sentimos como é monstruoso tantos falarem para dizer o que já se sabe, e acabarem por dizer coisa nenhuma. Tudo isto porque da Internet ao telemóvel, da rádio aos suplementos de imprensa, tudo rivaliza nessa extaraordinária preocupação de serem inventivos num domínio em que toda a invenção acaba por ser obscena. A única solução parece ser a de uma cura informativa".
Aqui, naturalmente, ficamos perante um dilema.
Como conciliar esta 'cura informativa', com um desejo natural – para muitos de nós quase visceral – de nos mantermos informados?
A 'abstinência' não pode ser a única opção e não é mesmo.
A minha sugestão (parcial, como vai perceber-se de seguida, mas nem por isso menos aceitável) é a seguinte: acompanhar apenas os jogos em directo (pela rádio ou pela televisão), ler as páginas dos jornais dedicadas ao tema apenas no dia seguinte aos jogos, procurar ter uma imagem diferente do mundial através do site de jovens estudantes da Universidade do Minho e entender um pouco mais a relação da televisão com o futebol através do livro "A TV do futebol", organizado pela Felisbela Lopes e pela Sara Pereira.

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De volta

O maior período de inactividade do Atrium terminou.
Foram quase seis semanas de paragem, por razões de ordem profissional.
Peço desculpa aos que, durante algum tempo, ainda chegaram a pensar que se tratasse de algo bem mais temporário.

 

Vamos retomar o caminho, sendo que em alguns dos meus posts seguintes talvez se notem ainda os efeitos do backlog entretanto criado.
Apelo à paciência de todos!

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