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Archive for Julho, 2006

I’ll be back


Por razes de ordem profissional – participo, a partir do dia 23, na conferncia anual da IAMCR (na companhia de alguns amigos) – no vou poder dar a ateno devida ao blog nos prximos tempos. A possibilidade de ‘postar’ a partir do Cairo deve existir, mas no queria comprometer-me desde j.
Como, logo depois, comea o meu perodo de frias muito natural que o Atrium ande muito devagarzinho nas prximas semanas.
Obrigado a todos pela pacincia.

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H dias falei do que entendia ser uma movimentao indicadora de um certo amadurecimento dos blogs, das suas regras e dos seus cdigos, que estaria a levar alguns dos autores a procurar uma presena menos individual mas talvez ainda mais rica.
Naturalmente, num espao em fluxo permanente, importar tambm assinalar outras movimentaes. Quem nunca viu nos blogs nada de extraordinrio, quem nunca percebeu (ou quis perceber) neles o que est para l das questes tcnicas ou das limitaes do formato e da disperso de contedos encontra agora no sucesso de sites como o MySpace a justificao necessria para a machada final: os blogs j eram; esto acabados (uff!).
Um texto muito rico sobre toda esta questo est disponvel no Recuerdos del da de maana.

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Faustino!

O “Clube de Jornalistas” de ontem, centrado na questo do jornalismo nas rdios locais, foi um programa suficientemente esclarecedor, mesmo para quem andasse mais distrado.
Foi possvel perceber que algumas rdios locais – como a Rdio No Ar, de Viseu (que nos deu a todos,ainda recentemente, o privilgio de ouvir o “corram-nos pedrada” de Fernando Ruas) – fazem um esforo enorme para que o seu jornalismo sobreviva margem dos poderes econmico e poltico mas que um nmero significativo de outras estaes vivem num estado de ‘jornalismo de servios mnimos’.
Sendo que a questo deve preocupar os jornalistas (as suas estruturas sindicais e a estrutura que gere a atribuio de ttulos profissionais) e os legisladores, ela parece no preocupar nada o responsvel mximo pela Associao Portuguesa de Radiodifuso, Jos Faustino.
O Sr. Faustino diz que o jornalista de uma rdio local devia ser “um tcnico-profissional”, no havendo qualquer necessidade de ter formao universitria e/ou formao especfica. Por razes da ordem da “flexibilidade” esse tcnico estaria mais apto a exercer um leque mais variado de funes na rdio (imagino eu: entrevista, negoceia o patrocnio, preenche os respectivos contratos, edita e pe no ar o trabalho).
Ora sim senhor, Jos Faustino.
Poder, assim, haver Jornalistas e jornalistas…uns com mais obrigaes e outros, por causa da tal da ‘flexibilidade’, com menos.
Uns podem ser formados em Comunicao e ou outros at podem saber ler e escrever, desde que isso no interfira com a sua ‘flexibilidade’.

A ele, ao Jos Faustino – cuja permanncia no cargo sintomtica dos graves problemas que as rdios locais precisam de resolver com urgncia – e a todos os outros recomendo, a propsito, a leitura de uma entrevista do Voz del Sur a um decano do jornalismo chileno, Emilio Filippi, que j foi embaixador em Portugal e que j recebeu o Prmio Rei de Espanha (1983) pela sua defesa da liberdade de expresso.
Diz ele que a profisso no perder a sua valia a menos que “nos dejemos estar y aceptemos, sin pudor, que el periodismo con valores y principios ha entrado en coma”.

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Tierry Crouzet escreve hoje no Agora Vox um texto com o qual me identifico.
Diz ele que a net pode, de facto, ser entendida como um novo meio e at mesmo como um novo meio de massas.
Mas a sua especificidade estar, sobretudo, no facto de se constituir como um novo territrio, um territrio real e no virtual: “On y rencontre de vrais amis, on dispose des vraies boutiques, on y gagne du vrai argent, on y vit de vraies aventures. Parce qu’Internet est beaucoup plus qu’un mdia, les choses qui s’y passent sont beaucoup plus importantes que celles qui occupent les mdias”.

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Shift.Lx – inscries

Segundo a informao disponibilizada no site, abrem hoje as inscries para o encontro Shift (Social and Human Ideas For Technology), a realizar em Lisboa nos dias 28 e 29 de Setembro.
Tentei inscrever-me, mas no consegui.
Presumo que seja coisa temporria e nada que nos afaste do essencial – parece-me ser um encontro com enorme interesse, sobretudo pelo apelo que faz troca de ideas entre pessoas de universos distintos.

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As if…

A entrada das universidades portuguesas no paradigma de Bolonha podia ter sido uma enorme oportunidade para reformular formaes e para racionalizar a oferta.

Poderiam ter-se – no na letra, mas na prtica – implementado mecanismos de fomento da diversidade, da originalidade e da excelncia.

E se assim tivesse sido, talvez aprendessemos formas de viver melhor com / rentabilizar o que escapa conformidade.

Encontrei a sugesto no Mathemagenic.

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E se a estrutura do formato blog, o seu adquirido em termos de ‘regras de uso’ e a sua natureza (original) amadora se combinassem por forma a retirar a seguinte concluso:

“(…) blogging is an inefficient medium for an individual”.

Douglas Rushkoff, o tal que lanou o desafio da criao de uma tese de Doutoramento em discusso permanente e partilhada, diz-nos agora:

“The blog wants content. It’s hungry. If I don’t post one per day, I’m really in violation of the bias of the medium.(…) Rather than be “pulled” by the blog to contribute more than wants to come out naturally, I think it’d be smarter for me to join a blogging team – a group of people who, between them, would end up posting at least one new thing every day”.

H, naturalmente, aqui razes de ordem pessoal, mas h tambm indicadores de algo que se percebe na leitura de outros blogs (e tambm nas conversa informais com outros bloggers): passado que est o momento da surpresa, o momento da excitao, o momento do empenho desmesurado, procura-se um espao com maior desafio mas tambm com maior oferta, com maior ‘profissionalismo’ mas com menor pendor pessoal.
Um corpo muito especfico na blogosfera e um grupo particular de bloggers podem estar mesmo a querer agarrar para si parte do que foi conquistado nos ltimos anos (por desleixo de outros ou at por acaso) – credibilidade e fidelidade.

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Vale a pena

Se razes outras faltassem, o texto de Eduardo Loureno vale hoje bem o preo de capa do Pblico.
E valeria tambm – porque no imagino o Pblico, a mdio prazo, a querer contentar-se com um alcance de umas dezenas de milhar de pessoas quando pode muito bem ocupar um lugar de referncia no universo informativo de uns milhes – a disponibilidade ‘aberta’ no seu site.

Excertos:

“Num mero jogo de futebol tudo aquilo que somos sem saber que o somos que toma voz e fica, literalmente falando, fora de si. Um fora de si que ao mesmo tempo parania redentora e alienao absoluta. Por definio, como todos os xtases, esgota-se no momento da sua plenitude. Mas recuperada pela memria e sem cessar reciclada a origem de todos os mitos. Dos meramente ldicos aos culturais”.

“Parece impossvel mas verdade: o combate herico que virtualmente nos espera, na viso do L’Equipe ou do Fgaro ou da outra imprensa, no o do confronto da ptria de Figo e a de Zidane. O match de hoje descrito pela imprensa francesa como uma espcie de revanche dos brasileiros Scolari e Deco contra essa Frana que humilhou os anjos da bola. um combate auriverde e ns, portugueses, os “magrios” do Brasil. H pior emprego. uma surpresa pelo menos na ptica dessa leitura francesa – to “maravilhosa” que nem se sabe como glos-la. a primeira vez que de fora dessa ptria das luzes somos associados ao Brasil, s precisamos que o Brasil se associe a esta viso francesa. J ganhmos tudo mesmo se perdermos”.

Colagem de fotos recolhidas nos grupos ‘World Cup‘ e ‘Fifa2006‘ do Flickr.

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Reposicionar o jornal na comunidade

Um pequeno tri-semanrio da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, resolver apostar no seu reposicionamento em termos de relevncia social oferecendo acesso gratuito wireless a toda a comunidade de Moore County.
H, naturalmente, muitas dificuldades em imaginar a transposio do modelo para uma escala maior.
E haver, tambm, dvidas relativamente ao sucesso da iniciativa.
Mas os mritos so inegveis. Cito apenas dois, que me ocorrem de imediato: 1. a contribuio para o esboroar da ideia de que as pequenas publicaes, que servem comunidades no urbanas, so receosas e deficitrias no que respeita tecnologia; 2. a enunciao de ‘solues’ locais para problemas que vezes demais tendem a ser analisados apenas com base nos exemplos nacionais.

Encontrei a indicao no Reinventing College Media.

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USAF estuda…blogs

O anncio j do final de Junho: a Fora Area norte-americana est a financiar um projecto de investigao que inclui o estudo dos blogs.
Pode ler-se no Press Release:
“Blog research may provide information analysts and warfighters with invaluable help in fighting the war on terrorism”.
O projecto, a desenvolver em trs anos, intitula-se “Automated Ontologically-Based Link Analysis of International Web Logs for the Timely Discovery of Relevant and Credible Information” e contar com um financiamento de 450 mil dlares.

Cheguei informao atravs do Denker ber.

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O Expresso online apareceu-nos, no incio deste ms, de cara lavada, com uma nova organizao de espaos e temas e com um visual que tem algumas virtualidades relativamente ao anterior.

Ter tambm os seus problemas – 1. pessoalmente continuo a no gostar de pginas de entrada to cheias e com exigncias de leitura visual vertical e horizontal (mas nisso, o ‘novo‘ Liberation tambm anda por caminhos idnticos…e eu gosto mais assim, assim, ou – sobretudo – assim); 2. acho igualmente que no funciona a incluso de janelas com contedo que se percorre de forma diferenciada do da pgina (o servio de notcias SIC) – mas percebe-se a tentativa de comear a pensar a oferta online de forma estruturada e independente do semanrio em papel.
E isso um passo significativo.

Escrevo, porm, este post porque em lugar de destaque nas barras de menu horizontal e vertical aparece um entrada para ‘blogues’.
Clicando chegamos ao ‘Blogue da Direco do Expresso’, que se apresenta da seguinte forma:
“Estamos sempre dispostos a reconhecer os nossos erros, mas no a esconder dos nossos leitores aquilo que sabemos que verdade s porque isso convm politicamente a estes ou aqueles”.
Clicando de novo vemos – pelo menos at hoje – o primeiro e nico post disponvel, onde algum que se identifica como ‘admin‘ escreve um texto sobre a razo que o semanrio diz ter na questo da sada de Freitas do Amaral do Ministrio dos Negcios Estrangeiros.
O referido texto intitula-se “Cumprir as regras”.

Ora, pior comeo para um blog da Direco de um semanrio prestigiado que decide apostar de forma mais visvel na sua presena na net no podia haver.
Nada neste novo espao nos indica que o Expresso est a ‘cumprir as regras’ da blogosfera. Pelo contrrio. A primeira entrada assinada por um annimo (ou annima) e o texto de abertura no nos explica nada sobre os objectivos do blog ou sobre a sua atitude relativamente interaco com os outros. Ou melhor, se calhar at explica, mas presumo que no fosse isso o pretendido. O que nos diz que as pessoas com responsabilidade no Expresso no percebem o que um blog e deconhecem a sua linguagem prpria e alguns dos cdigos de conduta entretanto consolidados.
Funcionam – ou mostram-nos isso com a sua abertura vociferante – como se o blog pudesse servir apenas de espao alternativo para as notas editoriais. E isto, naturalmente, no registo “ns dizemos, vocs ouvem”, com tudo o que isso nos transmite sobre o seu entendimento da net.
Tsss, tsss, tsss…

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