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Archive for 3 de Julho, 2006

O Expresso online apareceu-nos, no início deste mês, de cara lavada, com uma nova organização de espaços e temas e com um visual que tem algumas virtualidades relativamente ao anterior.

Terá também os seus problemas – 1. pessoalmente continuo a não gostar de páginas de entrada tão cheias e com exigências de leitura visual vertical e horizontal (mas nisso, o ‘novo‘ Liberation também anda por caminhos idênticos…e eu gosto mais assim, assim, ou – sobretudo – assim); 2. acho igualmente que não funciona a inclusão de janelas com conteúdo que se percorre de forma diferenciada do da página (o serviço de notícias SIC) – mas percebe-se a tentativa de começar a pensar a oferta online de forma estruturada e independente do semanário em papel.
E isso é um passo significativo.

Escrevo, porém, este post porque em lugar de destaque nas barras de menu horizontal e vertical aparece um entrada para ‘blogues’.
Clicando chegamos ao ‘Blogue da Direcção do Expresso’, que se apresenta da seguinte forma:
“Estamos sempre dispostos a reconhecer os nossos erros, mas não a esconder dos nossos leitores aquilo que sabemos que é verdade só porque isso convém politicamente a estes ou aqueles”.
Clicando de novo vemos – pelo menos até hoje – o primeiro e único post disponível, onde alguém que se identifica como ‘admin‘ escreve um texto sobre a razão que o semanário diz ter na questão da saída de Freitas do Amaral do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O referido texto intitula-se “Cumprir as regras”.

Ora, pior começo para um blog da Direcção de um semanário prestigiado que decide apostar de forma mais visível na sua presença na net não podia haver.
Nada neste novo espaço nos indica que o Expresso está a ‘cumprir as regras’ da blogosfera. Pelo contrário. A primeira entrada é assinada por um anónimo (ou anónima) e o texto de abertura não nos explica nada sobre os objectivos do blog ou sobre a sua atitude relativamente à interacção com os outros. Ou melhor, se calhar até explica, mas presumo que não fosse isso o pretendido. O que nos diz é que as pessoas com responsabilidade no Expresso não percebem o que é um blog e deconhecem a sua linguagem própria e alguns dos códigos de conduta entretanto consolidados.
Funcionam – ou mostram-nos isso com a sua abertura vociferante – como se o blog pudesse servir apenas de espaço alternativo para as notas editoriais. E isto, naturalmente, no registo “nós dizemos, vocês ouvem”, com tudo o que isso nos transmite sobre o seu entendimento da net.
Tsss, tsss, tsss…

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