Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Setembro, 2006

This is a knife

O This is a Knife um programa semanal (um novo todas as quintas-feiras, por volta das 11h30) produzido para o Channel 4 britnico desde Maio mas apenas para divulgao na internet.
E do que fala?
– da Net.
E em que registo?
– Humor.
E vale a pena?
– Mesmo (veja-se o trabalho mais recente sobre algum que tenciona introduzir novas palavras na lngua inglesa).

O programa pode ser descarregado e h ainda um blog.

Read Full Post »

Epitfio

Lucien Toscane escreve no InfotechArt um texto pleno de cinismo (mau humor at) sobre o estado actual do jornalismo.
Diz-nos que o jornalismo morreu…e que se isso no aconteceu hoje, acontece amanh.

D’abord, plus personne n’a les moyens de se payer des journalistes salaris. Mme pas chers, c’est trop cher, 9 semaines de vacances, et trop risqu, a se rebiffe pour un rien.
Rsultat: les quotidiens sont pris la gorge, les radios dgraissent, les tls aussi et le web n’en veut pas, il prfre des modrateurs .

Les gens veulent de l’info, oui, mais rapide, ractive, riche, varie ; ils veulent rebondir dessus, partager leur vision.

Le journalisme en tant que mdia prioritaire qui donne du sens la vie et explique le monde est mort.

Voil, c’est comme cela, c’est tout, pas la peine de pleurer.

Ca peut mme tre marrant, ce spectacle, ce dsordre cratif, nouveau monde de l’info ! … Bon d’accord, ce ne sera plus le mme info. Mais, franchement, qui s’en proccupe, part quelques vieux crabes du journalisme qui se croient encore au temps de Mark Twain?…

Read Full Post »

Compromisso…plural

Estivessem os textos do Pblico acessveis a todos e seria possvel deixar aqui as ligaes para dois escritos que questionam (cada um sua maneira) a forma como os media nacionais cobriram a reunio dos membros do ‘Compromisso Portugal‘.
Com a devida vnia transcrevo alguns excertos:

“Cumpre-me isso Portugal” – Carta Aberta ERC
(assinada por 19 pessoas)

Motiva-nos a estranheza face envergadura, intensidade, durao e nfase dada por alguns jornais ao evento Compromisso Portugal. Os consumidores de jornais econmicos que abaixo assinam ficaram ainda desiludidos com o baixo nvel de anlise crtica verificada na reproduo da mensagem desse movimento. No nosso entender, existiu uma desproporo significativa entre a alta cobertura dada ao movimento e o baixo nvel de novidade das posies veiculadas. Temos dvidas como que exclusivamente critrios jornalsticos podem explicar essas escolhas. E, na nossa interpretao, o que sucedeu em alguma imprensa foi um destaque inflacionado dado a este evento e uma reduzida dissecao crtica da mensagem propagada.

A dvida que importa esclarecer est relacionada com o facto de dirigentes empresariais tipicamente controlarem dois recursos-chave para o prprio negcio do jornalismo econmico: 1) fontes de notcias, 2) fontes de publicidade. O jornalismo econmico, tal como o jornalismo poltico, precisa de escrutnio e monitorizao. Pensamos que a Entidade Reguladora da Comunicao Social (ERC) pode ter um papel positivo nesta tarefa.

Comprometam-se
(Joaquim Fidalgo)

L procurei perceber com que tinham decidido comprometer-se aqueles senhores – responsveis directos ou indirectos, imagino eu, por uma fatia muito substancial do PIB nacional, o que lhes d alguma capacidade de influncia prtica sobre o desenvolvimento e a criao de riqueza do pas. Mas li, li, li e, a bem dizer, no vi mais nada do que conselhos, sugestes e propostas… ao Governo.

Eu no esperava que eles se preocupassem apenas em dizer o que o Governo ou o pas devem fazer, mas tambm em dizer o que eles prprios se propem fazer pelo pas. Isso que era um belo compromisso.

Em ambos os textos se percebe uma preocupao como tratamento jornalstico que foi dado ao evento.
Tero faltado os questionamentos mais simples, tero faltado as ‘perguntas de criana de cinco anos’, ter faltado muito jornalismo…e, apesar disso, passmos a semana a ouvir falar do assunto, nos jornais certo, mas tambm na rdio e na TV.
Nem tudo se explicar com o ‘bandwagon effect’ nem com o sucesso da bem orquestrada campanha de promoo do evento.
Se fosse apenas isso seria menos mau – para o caso em apreo e para a sade do jornalismo nacional.

Na foto 1, grupo de patrocinadores do ‘Compromisso Portugal’

Na foto 2, duas primeiras pginas sobre o mesmo evento – o ltimo discurso de Tony Blair ao congresso dos Trabalhistas enquanto lder – com leituras completamente distintas.

Read Full Post »

As tecnologias e EU

A directora da MIT Initiative on Technology and Self, Sherry Turkle – cujo ttulo mais conceituado Life on the Screen: Identity in the Age of the Internet (originalmente publicado em 1995) – deu uma curta mas muito carregada entrevista New Scientist onde retoma uma das suas ideias transversais, a dos efeitos socialmente negativos da existncia virtual:

For some people, things move from “I have a feeling, I want to call a friend” to “I want to feel something, I need to make a call”. In either case, what is not being cultivated is the ability to be alone and to manage and contain one’s emotions. When technology brings us to the point where we’re used to sharing our thoughts and feelings instantaneously, it can lead to a new dependence, sometimes to the extent that we need others in order to feel our feelings in the first place.

Our society tends toward a breathless techno-enthusiasm: “We are more connected; we are global; we are more informed.” But just as not all information put on the web is true, not all aspects of the new sociality should be celebrated. We communicate with quick instant messages, “check-in” cell calls and emoticon graphics. All of these are meant to quickly communicate a state. They are not meant to open a dialogue about complexity of feeling. Although the culture that grows up around the cellphone is a “talk culture”, it is not necessarily a culture that contributes to self-reflection. Self-reflection depends on having an emotion, experiencing it, taking one’s time to think it through and understand it, but only sometimes electing to share it.

Perante muito do tecno-optimismo que encontramos (e que parece espalhar-se como um vrus) as palavras de Turkle at faro sentido. Tero, no mnimo, a capacidade de nos deixar em estado de alerta permanente.
Mas importar tambm (o tal estado de alerta permanente) no cair no extremo oposto e, a esse propsito, recomenda-se a leitura do texto crtico de Julio Meneses Naranjo.
Encontrei a sugesto no blog de Adolfo Estalella.

Read Full Post »

Investigador blogger – manifesto

Estava eu a passar os olhos no mais recente texto de Mark DeuzeLiquid Life, Convergence Culture, and Media Work – quando reparei num pequeno logo no canto superior direito do blog.
O clic seguinte levou-me até um manifesto, subscrito por umas dezenas de investigadores / bloggers, enunciando uma série de propósitos que me parecem louváveis.
PS: Pessoalmente retirava o ponto 11, mas isto é mesmo uma coisa minha, sobre a geração ‘paz e amor’ e a forma como se acomodou…coisa que não cabe neste enquadramento 🙂

Read Full Post »

Os novos influenciadores

Em Junho participei num inqurito online que Paul Gillin disponibilizou no mbito da preparao do seu livro, “The New Influencers”.
O livro – que constituiu em si um projecto interessante, porque os captulos foram disponibilizados no blog a fim de obterem comentrios – deve estar nas bancas na Primavera de 2007 mas Gillin apresentou j aos participantes os resultados do inqurito.
As 159 participaes completas, recebidas entre 15 de Junho e 19 de Setembro, revelaram que os respondentes eram sobretudo homens (mais de 75 por cento), maioritariamente com formao superior (mais de 64 por cento).
Os dados avanam ainda algumas indicaes interessantes sobre o comportamento ‘blogger’: os comentrios (ainda que com moderao) so regra esmagadora do formato, a participao em mais do que um blog tambm significativa, o encontro – frente-a-frente ou por telefone – com outros bloggers tambm frequente.


Outros dados a reter: os bloggers inquiridos dizem confiar bastante na informao que recolhem noutros blogs (e mais de 40 por cento deles acedem a mais de 50 blogs todas as semanas) sendo que isso contribuiu (para mais de 58 por cento deles) para um decrscimo do consumo dos meios de comunicao estabelecidos.

Os dados completos esto aqui.
Os captulos do livro esto disponveis aqui.

Read Full Post »

Mais cepticismo – urgente

Se Warhol nos abriu as portas a um mundo em que todos teriamos acesso a 15 minutos de fama h quem nos diga agora (o controverso artista britnico Bansky) que no futuro prximo todos vamos poder ser annimos por 15 minutos.
A auto-publicao , a cada ano que passa e a cada nova onda de ferramentas e utenslios que surge, cada vez mais parte da existncia de um nmero maior de pessoas mas isso no necessariamente mau (como parece sugerir o mais recente famoso/marginal do mundo da arte contempornea).
Por isso me parece mais honesta a variao da conhecida frase proposta por David Weinberger: todos vamos ser famosos para 15 pessoas.
Assim sendo, importar saber viver num novo mundo meditico de mltiplas vozes sabendo distingui-las por algo mais do que os decibis do volume.

(Quadro de Bansky – imagem retirada daqui)

A chave – diz-nos Dan Gillmor – est no cepticismo; deve ser grande e permanente.

I hope people will learn not to immediately believe anything they read, hear, or see in whatever medium – positive or negative – unless it’s from a source they have come to trust. A dollop of skepticism will go far.
This means something more: Trust will be harder than ever to earn. But once it is, it’ll probably also have more staying power.

Mais do que assinalar a minha concordncia com o que diz Gillmor, gostaria de assinalar aquilo que me parece ser uma mudana de entendimento do prprio autor sobre estas questes. Este Gillmor j no nos voltar a falar do enorme potencial que encerra a auto-publicao sem lhe acrescentar algumas camadas de complexidade.
E isso, em sendo quem , parece-me muito importante.

Read Full Post »

Há dias passei os olhos por um texto que Tim Porter escreveu na primeira edição de 2006 dos Nieman Reports e não pude deixar de pensar na agitação que a imprensa nacional viveu nas últimas semanas com enfoque particular nas edições de sábado.
O aparecimento do SOL terá acelerado a remodelação do Expresso (despoletou em força o instinto de sobrevivência comercial dos seus gestores que não hesitaram em ser os primeiros – em Portugal, naturalmente – a oferecer DVD’s grátis…ou será que são de borla?) e forçou também mexidas no Público. O DN não saiu do sítio…mas isso poderá, infelizmente, ter mais a ver com o ‘sítio’ em que se encontra do que com a vontade de quem o dirige.
Mas vamos então ao que interessa…tanta mudança resultou em produtos jornalísticos de melhor qualidade no – pelos vistos – determinante dia de sábado?
Será mesmo?

O Expresso tem um formato muito mais agradável e adoptou um estilo de paginação muito semelhante ao do premiadíssimo Guardian (até no cabeçalho da Primeira). Não tem que enganar.
Parece-me – sobretudo na edição de hoje – que há maior cuidado com a fotografia e – isso já havia notado na da semana passada – há uma saudável recurso mais frequente à infografia.
O que falha?
Sobretudo a densidade. Há muito menos texto para ler num primeiro caderno com míseras 32 páginas. Sendo que, na maior parte dos casos, estamos a falar de meias páginas. E aqui aproveito para falar de outro ponto que me parece visualmente frágil; neste formato, as páginas de publicidade deveriam ser tendencialmente inteiras…a contento de anunciantes e de leitores, parece-me.
No Sol a primeira coisa que notei foi a enorme confusão de estilos e corpos de letra num formato tão pequeno (o tablóide). A sensação com que fiquei foi de estar a olhar para um concentrado do pior que tinha para nos dar a paginação do Expresso nos tempos do Sr. Arquitecto. A planos mais contidos (páginas 12-13) sucedem-se espaços que parecem respeitar apenas a regra do ‘será que cabe?’ (página 19). A ideia da cor, para definir as áreas do jornal não me pareceu desagradável, só não seria preciso abusar tanto dela.
O bom?
Os cartoons do Cid, a aposta em temas como ‘Aprender em casa’, ‘Jornalista de 13 anos’, ‘O padrinho do Sal’ e ‘Conversas na prisão’.
O mau?
Não ter uma grande notícia no seu número de lançamento (os negócios do Isaltino são uma ‘emenda’ provinciana que mancha a primeira edição).
Abrir com uma entrevista à Maria Filomena Mónica.
A total desadequação do texto ‘Como nasceu o Sol’ aos princípios defendidos no estatuto editorial.
A separação dos jornalistas, na ficha técnica, entre aqueles que são ‘Redacção’ e os que são ‘Iniciados’ (uma originalidade absolutamente bacoca).

O Público achou por bem dar-nos mais tempo para ler o ‘Inimigo Público’ (gesto que se agradece – a edição da semana passada, sobre o aumento da concorrência no sector das publicações com notícias falsas é uma pérola) e o DN ficou, como se disse, a assistir a tanta bolanda.
Ainda assim, o Tim Porter continua a fazer-me sinal com a sua frase:

If newspapers were a restaurant, their motto might be: “C’mon in. The Food ain’t Great but you Get Plenty of It.

E é isso mesmo que penso depois de perder umas horas de volta de tanto papel.
O Sol é, apesar da aparência garrida, um produto conservador e não traz nada de fundamentalmente novo ao jornalismo nacional (a excepção poderá vir da sua presença online; a ver vamos).
Mas, dito isto, pode mesmo tornar-se numa história de sucesso.
E o jornalismo até pode ter muito pouco a ver com isso.

Outras conversas sobre o tema: aqui, aqui, aqui, aqui.

Read Full Post »

Utilidade de um blog académico

Sempre que penso no tempo que cedo aos blogs acende cá dentro uma luz de aviso – desperdício, desperdício!
E ainda assim…
Tiscar Lara – num post de ontem – resgata-me a confiança mesmo a tempo do fim de semana, com um post sobre a utilidade de um blog académico (não que este Atrium seja isso mesmo, mas apenas porque ele reflecte os meus interesses).
Diz Tiscar Lara que…

Para los académicos e investigadores, los blogs suponen también un espacio de acercamiento a la sociedad sin precedentes dentro de su âmbito de trabajo…e isso tem vantagens claras – organização da documentação, hábitos de leitura, espaço de teste de novas ideias, divulgação científica não mediatizada, criação de novoas redes sociais, etc – embora permaneçam algumas resistências – questões ligadas a direitos autorais, fraca credibilidade da rede ou elitismo científico.

A minha experiência de contacto activo com blogs desde meados de 2003 corrobora grande parte desta caracterização. Sou uma pessoa mais atenta, bem mais informada e mais consciente do vasto leque de enunciados que se apresentam sobre uma mesma realidade. Estou mais próximo de um grupo de pessoas com quem partilho interesses de investigação e estou também mais próximo daqueles com quem partilho experiências de formação.
O que Tiscar Lara escreve num comentário do post que acima cito é coisa que subscrevo:

Que los científicos no hablen sólo para los científicos, ni los profesores sólo a los profesores, ni los periodistas sólo a los periodistas, etc. Utilicemos el lenguaje y cualquier apoyo tecnológico que podamos compartir, en este caso el blog pero también otros, para comunicarnos. Simplificar no es vulgarizar. La didáctica es un arte.

Read Full Post »

Como formar jornalistas

A responsável pelo J-Lab da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, Jan Schaffer, apresentou em Agosto, durante a conferência anual da AEJMC, um texto inquietante sobre o futuro da educação em Jornalismo.
A sua ideia de partida é simples: se o exercício da profissão e os modelos de negócio que o sustentam estão a ser postos em causa porque não devemos pensar em novas estratégias de formação?

I worry that some of the conventions that were used both to define “news” and to safeguard fairness and balance in journalism are being gamed by media strategists for their own ends. The result is a journalism that is not serving the public well – and that the public doesn’t much trust.

A proposta de Schaffer passa por uma alteração de perspectiva:

I think we’re focusing so much on skill set that we’re neglecting to prepare students for the kind of mindset they will need to enter a profession that not only has daily deadlines, but new competition, new products, and hopefully new revenue streams.Tomorrow’s journalists will not only need to scoop the competition on news, they will need to scoop the competition on new ideas for products, niches to be filled, delivery systems to be used and options for making money.

Inquietante, sim senhora.
Encontrei a sugestão aqui.

Read Full Post »

Porque no colaboramos?

Porque a Web 2.0 no bem a ‘coisa’ luzidia que nos foi apresentada h algum tempo atrs importa reflectir sobre o que falha e porque falha.
Sugiro a leitura de dois textos recentes (mais comentrios) de Davix Wilcox e de Dave Pollard em torno da questo genrica: se as ferramentas esto disponveis, porque no colaboramos mais?

Read Full Post »

  • “A ideia da rdio…a ideia de um fluxo de audio determinado por um fornecedor externo no vai desaparecer to cedo. As pessoas gostam”.

A frase de Seth Godin – um guru norte-americano do marketing (e s naquele pas algum podia apresentar-se como sendo ‘agent of change’) – extrada de uma entrevista recente que deu sobre o futuro da rdio.
Alguns dos cenrios possveis de que fala so, naturalmente, muito caractersticos do mercado que melhor conhece e sem transposio directa para o nosso universo, mas h, ainda assim, duas notas que merecem reflexo.

A primeira, de prudncia. Apesar da sua morte continuamente anunciada a rdio continua a sobreviver. E sobrevive porque quem a ouve encontra nela (seja ‘ela’ qual for) algo que ainda no encontra em mais parte alguma.

A segunda, de ateno. A ideia de que, a breve prazo, os fabricantes de equipamentos vo concertar formatos para discos duros amovveis (que posso ter no meu leitor porttil de mp3 mas tambm em casa ou no carro) parece-me bastante plausvel.

Encontrei a ligao aqui.

Read Full Post »