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Archive for Janeiro, 2007

Manifesto Blog Espanha

Do evento Blog Espanha, que decorreu no final de Novembro de 2006 em Sevilha, resultou um manifesto que acaba de ser tornado público.
Diz-se no preâmbulo:

Este manifiesto no pretende imponer ningún punto de vista ni marcar las directrices sobre lo que lo correcto o incorrecto en la blogosfera, como tampoco quiere definir las sendas que deben seguirse de aquí en adelante. Reconociendo la pluralidad y la contingencia de una comunidad libre que evoluciona constantemente en muchas direcciones simultâneas, solo pretende ser una referencia para aquellos que quieran una guía en la comunidad blog.

Dos muitos pontos do manifesto, organizados em áreas como ‘Os bloggers como cidadãos’, ‘O blogger e a blogosfera’ ou ‘As organizações, os negócios e os blogs’, escolho uns quantos:

Si Guttenberg levantara la cabeza, programará a un sistema para crear y escribir blogs.
Los blogs redefinen el esquema comunicativo del mundo. Ya nada es igual. El ciudadano tiene el poder de la escucha ilimitada, pero además ahora puede difundir su voz si lo desea.
Los blogs no van a acabar con los medios tradicionales, pero los están haciendo cambiar.
Que las ideas que transmitas en tu blog sean más importantes que el propio concepto de “blog”.
Sê transparente. Aplica el sentido común, la ética y el respeto. No digas a una persona aquello que no le dirías si la tuvieras delante.
Acepta las críticas para ser mejor ciudadano, persona y bloguero. Se trata de tres âmbitos que tienen que guardar coherencia entre sí. Más pronto cae un hablador que un cojo, más pronto se descubre a un bloguero que no dice la verdad que a alguien que no tiene blog.
Enlaza, enlaza, enlaza.
Las opiniones son respetables. Los datos también. No es bueno frivolizar. Valora lo que dices y ten la responsabilidad suficiente para responder de tus aportaciones.
Las informaciones son más ricas puesto que no se acaban en el mensaje inicial. Tus lectores tienen el derecho de repensar y replicar tus ideas. Revela siempre tus fuentes.

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O que a web pode ensinar ao jornalismo

Steve Yelvington será um convicto adepto de uma reforma total do jornalismo como o conhecemos em face das transformações provocadas pela web.
E um dos seus mais recente posts não foge a esse enquadramento.
Mas importará considerar o que diz, quando nos fala da natureza marcadamente diferenciadora da rede e dos efeitos que ela induz nos comportamentos.
Excertos:

By making it possible for everyone to be publisher, the Internet has created a kind of hybrid of document and conversation that has many of the characteristics of a pre-Gutenberg society.

Flat publication on the Web is optimized to connect with seekers, not people who aren’t seeking. To connect with the new passive majority, you need to be engaged in a broad conversation (that largely isn’t about news), and professional journalism simply has not yet figured out how to do that.

One of the recurring themes: What will be the economic foundation that will support serious professional journalism in the future?
What if that’s the wrong question?
What if the right question is: What does an open journalism company look like? How does it work? Because if traditional journalism is a closed system, it’s going to be clobbered by an “OK” open system. How can we make that open system “good enough?”

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J & C de volta

Depois de alguma hesitação (e ponderação) o Jornalismo e Comunicação está de volta.

Endereço: http://www.mediascopio.wordpress.com

Feed: http://mediascopio.wordpress.com/feed/

Vida nova. Força.

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Jornalismo e Comunicação – porquê o silêncio?

O blog colectivo do projecto Mediascópio – o Jornalismo e Comunicação – está inactivo desde os últimos dias de 2006.
Algo de errado se passou com a mudança do blog para o Blogger 2 e a acessibilidade ao seu conteúdo (a possibilidade de edição) ficou vedada a todos os utilizadores registados.
O Blogger – cujo serviço de ajuda revelou ser pouco mais de coisa nenhuma – diz-nos que devemos aceder a partir do Blogger 2, mas quando lá chegamos diz-nos que o blog está ainda alojado no Blogger 1 (ao qual já nenhum de nós consegue aceder!).
Respondo, assim, a um comentário aqui deixado – o Jornalismo e Comunicação não desapareceu.
Caso não se resolva isto a contento é muito possível até que reapareça dentro de poucos dias numa outra plataforma (seguindo-se depois a tarefa de tentar salvar mais de quatro anos de conteúdos…).

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O poder dos pesadelos – imperdível

A BBC começa, esta semana, a transmitir uma série de três programas intitulada “The Power of Nightmares“.
A ideia base explica-se em poucas linhas:

In the past our politicians offered us dreams of a better world. Now they promise to protect us from nightmares.
The most frightening of these is the threat of an international terror network. But just as the dreams were not true, neither are these nightmares.

O primeiro episódio está já disponível através do Google Video.
Vale a pena perder uns minutos.

Encontrei a sugestão aqui.

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Joaquim Fidalgo – doutoramento

Joaquim Fidalgo é o mais ‘novo’ Doutor do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho.
A tese que esta tarde defendeu – «O lugar da ética e da auto-regulação na identidade profissional dos jornalistas» – foi aprovada por unanimidade pelo júri.

Excertos das intervenções:

Estrela Serrano (arguente):

Faz, com grande coragem, realismo e crueldade, o desmontar dos processos jornalisticos – é uma auto-crítica que raramente se vê feita do interior da profissão.

É uma tese, em alguns aspectos, normativa; assume uma posição, procura fundar.

Muito interessante a forma como desmonta as perversões do princípio da liberdade de expressão presente na primeira emenda da constituição norte-americana; como ela pode ser pervertida, da forma mais arbitrária.

Não foge à palavra moral – que é um conceito muito recusado também.

JF:

A regulação é como um sistema de vasos comunicantes e importa que cada mecanismo (os de auto-, os de co- e os de hetero- ) convivam. Pode ter-se dado o caso de que, na instituição da ERC e mesmo nas propostas de revisão do estatuto do jornalista, se tenha ido longe demais, fundamentalmente por inoperância dos próprios jornalistas.

Sempre que um jornal conseguiu auto-criticar-se não lhe cairam os parentes na lama. Pelo contrário.

Há, por estes dias, muitas coisas parecidas com o Jornalismo mas que não são Jornalismo.

Uma das coisas que me custava mais (enquanto Provedor) era receber críticas dos leitores às quais seria muito fácil responder, porque provinham de pessoas que não percebem como funcionam os media. Na medida em que as pessoas saibam melhor como funcionam as coisas, saberão melhor como exercer uma crítica qualificada e, por arrastamento, ajudarão os profissionais a ser melhores jornalistas.

Manuel Pinto (arguente):

Uma das ideias que o Joaquim sublinha é que a construção histórica do jornalismo é uma construção historicamente situada. Por outro lado, temos que ter consciência também de que estamos num campo de construção científica ainda muito incipiente no nosso país. Daí que esta tese, mais do que uma síntese, seja um programa de trabalho.

Valorização da interacção entre os académicos e os jornalistas que devem também ter um lugar na academia, do mesmo modo que os académicos deveriam ter um lugar nas redacções.

Sobre a tese, o Joaquim foi bastante convencional no título que escolheu para ela. Podia ter-se inspirado num título que uma autora escolheu para um artigo numa revista: “Who are these guys?” No fim desta tese, poderíamos perguntar o que é a identidade dos jornalistas? Quem são os jornalistas?

Esta é uma tese panorâmica e deste ponto de vista o trabalho do Joaquim é uma síntese pessoal, que procura esclarecer as coisas, organizá-las, onde ele se possa reconhecer. Este quadro panorâmico é tridimensional: panorama da actualidade que mergulha na perspectiva histórica. Mostra como são tão enraizadas as tradições, mas também como são tão frágeis as construções.

A tese do Joaquim é exaustiva em termos das matérias que trata, tendo até por vezes um carácter excessivamente ambicioso, de não deixar nada de fora.

É uma tese muito didáctica que concilia o rigor com uma boa estruturação e boa argumentação.

Ela será, quase se poderia dizer, uma leitura fundamental. Finalmente, é uma tese que abre um panorama de estudos que é, por um lado, enquadrador e, por outro, incentivador para novas investigações.

1) Num tempo e num país em que são tão fortes e tão profundas as assimetrias que afectam o jornalismo (a precariedade, a proletarização, ao lado do assédio dos vários poderes, dos desafios da convergência tecnológica), será que podemos falar ainda de rigor ou estamos perante um quadro de diluição da identidade da profissão?

2) A questão da formação de jornalistas… Qual o alcance da defesa da formação?

3) Ideia de Bourdieu segundo a qual o jornalismo pode ser entendido como um campo de forças e de poder… Numa visão tripolar, em que teríamos o Estado, o mercado e a sociedade, o pólo da sociedade tem vindo a receber uma atenção que lhe era devida. Será possível pensar o jornalismo desligado dos novos actores e dos novos pólos de enunciação? A questão é perceber se há novos actores a querer disputar o que era monopólio dos jornalistas se será possível continuar a pensar o jornalismo segundo o paradigma convencional?

4) Esta é uma ética apenas do jornalismo e dos jornalistas? Não será viável pensar uma ética da recepção?

5) De que modo é que as perguntas com que a tese termina vão continuar a ser estudadas? Que prioridades aponta o Joaquim para que quem quiser continuar a trabalhar nesta linha?

JF:

Há a responsabilidade social dos media mas há também a responsabilidade mediática da sociedade. Há uma ética dos media mas há também uma ética da informação.

O exercício da ética não é indiferente ao ambiente em que existe.

José Lopez Garcia (arguente):

Estamos perante uma tese panorâmica; como se diz na minha terra (Galiza) o Joaquim teve o benefício de ter sido ‘frade antes de ser cozinheiro’ e isso está presente, de forma enriquecedora, no trabalho.

A sua tese – a reflexão que impõe – pode ser problemática para os meios, desde logo porque ainda se vive um tempo em que as ferramentas de auto-regulação são, por vezes, entendidas como incómodas.

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Conselhos para publicações pequenas

Steve Outing abre o ano com uma série de conselhos para publicações de pequena dimensão.
Acontece que alguns deles são igualmente válidos para as outras…e alguns deles são, naturalmente, polémicos.

1. Copiem / construam a partir de aquilo que já foi testado pelos ‘grandes’
2. Não contratem pessoas centradas no negócio do papel
3. Seja de que forma for, contratem um bom programador/editor de internet
4. Encontrem ajuda (gratuita ou barata) e não se inibam de experimentar
5. Envolvam-se com os cursos universitários da área da Comunicação na vossa região
6. Juntem forças com outras publicações da mesma dimensão
7. Desenvolvam comunidades centradas numa localidade
8. Recorram ao potencial ‘exército’ de câmaras em punho que anda pelas ruas
9. Misturem informação feita por profissionais com a que é enviada por amadores
10. Aproveitem tudo o que está disponível online

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