Na próxima sexta-feira, dia 5 de Janeiro de 2007, às 14h30, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Minho (Largo do Paço – Braga) terá lugar a defesa pública da tese de Doutoramento de Joaquim Fidalgo (jornalista desde 1976 com um percurso que o levou do Maré Viva, em Espinho, ao Jornal de Notícias, ao Expresso e ao Público – do qual foi fundador e, mais tarde, Provedor do Leitor).

Sob o título «O lugar da ética e da auto-regulação na identidade profissional dos jornalistas» o trabalho toma como ponto de partida o estudo de uma das figuras da auto-regulação do jornalismo, o Provedor do Leitor, avançando depois para a tentativa de inscrever este objecto de estudo em contextos mais latos que ajudem a compreendê-lo, não apenas em si mesmo, mas na sua relação mais global com as exigências do processo de informação mediática nas sociedades contemporâneas e com o papel específico que nele desempenham os jornalistas. Assim, o provedor é analisado enquanto “caso exemplar” entre os mecanismos de auto-regulação dos media – ou seja, os processos voluntários de escrutínio e controlo da conduta dos meios de comunicação social. A auto-regulação, por sua vez, decorre do imperativo de ‘prestação de contas’ (ou accountability) de uma actividade com grande relevância e impacto sociais — um imperativo que, antes ou independentemente de preceitos legais, se associa a uma exigência ética, ou seja, àquilo que deve ser feito (e dos modos como deve ser feito) com vista a garantir certos princípios e valores, a respeitar os direitos de todos e a promover o bem comum, numa perspectiva de serviço à comunidade.
Tendo em conta o contexto actual do jornalismo – que se vê perante a necessidade de equacionar a sua relação com a auto-edição (por exemplo, os blogs, podcasts ou videocasts), com a edição colaborativa (wikis) e com a produção alternativa de informação (os espaços do chamado ‘jornalismo cidadão’) – o autor sugere uma reflexão aprofundada sobre o que é mais característico e diferenciador da actividade jornalística e da sua particular incidência social, emergindo neste contexto a centralidade de uma particular exigência ética e deontológica, ligada menos ao “quem faz o quê, onde e quando”, e mais ao “como” se trabalha a informação da actualidade, “porquê” e “para quê”. Ou seja, com uma particular atenção aos processos e comportamentos, bem como ao preenchimento do direito do público a uma informação completa, abrangente e rigorosa, e à inscrição deste labor numa lógica de serviço do interesse público, mais do que de quaisquer interesses pessoais ou particulares.
Declaração de interesse (muito grande): o Joaquim é meu amigo e considero isso um privilégio.












Declaração de interesse (não menos grande): o Joaquim foi meu professor e também considero isso um privilégio.
[…] ao Expresso e ao Público – do qual foi fundador e, mais tarde, Provedor do Leitor)», pode ler-se neste post de LuÃs Santos, que acrescente mais informações acerca do âmbito da […]
eu penso que nem tudo que se diz aqui, ou na tv , tem coerencia com a vedade de cada um, por exemplo o cesar mais muito espertm,ente atacou o s ergio cabral, hospedando seu blog nos estados unidos, ja eu faria publicamnet os ataques cara a cara e na imprensa flada e escrita , nem tudo que se diz aqui nesse brasil, que um dia será um pais , pois por ora não é , é verdade e ou é vedado de alguma forma incomum, vejam o exemplo da rede globo de televisao que já deveria ter sio casada pelo governo ha anos e anos, e nada fizeram e anda fizeram por que se venderam tanto o judiciario, quanto a presidencia da republica .