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Archive for 23 de Maio, 2007

As regras do negócio são outras

Aconselho a leitura de um post de Neil McIntosh sobre ‘este negócio em que estamos‘ – naturalmente, o negócio da produção jornalística.
Tomando como ponto de partida o texto incisivo que Walter E. Hussman Jr., proprietário do Arkansas Democrat-Gazette, publicou na primeira semana de Maio na página de editorial do Wall St. Journal –

It is time for newspapers to reconsider the ultimate costs and consequences of free news.

– McIntosh parte para uma argumentação que, na sua leitura mais simples, poderia ser apresentada da seguinte forma: não é isso, pá! O caminho não é por aí!

In news, we need to work out the fundamentals, because the old fundamentals of news – what worked in print – are changing. And then we need to work out how to put those fundamentals together – in a world with multiple news sources, bloggers, community, ubiquitous broadband, UGC and YouTube. This is the great opportunity for innovation in online news, and big media organisations have a grand hand to play here.
(…)
Get this right and real businesses will emerge; not just fleet-footed new media organisations rising out of traditional newspaper publishers, but new classes of journalistic operation serving niches made possible by the new means of delivery. Get it right and there’s a new dynamism in journalism; many more journalists, doing a better job because we are more connected to our users than ever before.
Get it wrong and – blimey, yes – maybe we will just have governments, and a few businesses that see news as some kind of charitable cause, telling us what’s going on the world in the old, old style, getting lazy because nobody realised it could have been different. But that would be a terrible failure.

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Eu mudei! Tu não…

Pegue-se num casal em apuros – ela chama-se ‘consumidor’, ele chama-se ‘publicitário’ – e elabore-se um guião em torno de dificuldades de relacionamento.
Simples, bem filmado, bem produzido. Muito dinheiro gasto, certamente, mas sem que se perceba de imediato.
E aí está, até a Microsoft consegue ir parar às listas dos videos virais mais vistos…

Se ao menos a Microsoft fosse um exemplo de proximidade entre o que é proposto e os interesses dos consumidores (e basta apenas pensar na imensidão da série Vista e nos preços absurdos praticados)…lá está…até podia falar-se de um sucesso…

Sugestão recolhida no BuzzMachine

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Ponto de ordem

Estive quase um mês ausente da escrita neste blog.
Já não é a primeira vez que isso acontece e não será a última.
Há dias, num debate na RTPn, conversava-se sobre a eventual profissionalização dos blogs e eu – que estranho, eu, num papel conservador! – dizia a quem me quis ouvir que não aceitava esse como ‘o caminho natural’.
E aqui está a singela base para a minha argumentação.
O Atrium, que ora tem três posts num dia, ora não tem nenhum durante quase um mês é um espaço que não se enquadra – assim como está – em nenhuma lógica comercial. Não estaria à altura dos gráficos, dos objectivos e dos estudos de mercado.
E penso que está bem assim.
Admito que a caminhada no sentido da profissionalização possa ser trilhada por alguns blogs, mas isso aproxima-los-á, forçosamente, de enquadramentos – legais e comerciais – que estão já bem definidos para outros espaços e formatos (a edição discográfica, a edição livreira, a publicação jornalística, por exemplo).
A quem não se sente atraído por nada disso, o sentimento de culpa pela não publicação, ainda assim, mói.
Mas aguenta-se.
E também isso eu poderia identificar como uma marca distintiva dos blogs – a liberdade de avançar de forma errática…como fazemos na vida.

PS: Já que estamos a falar de mim, deixo o link para as respostas que dei ao Miniscente, no âmbito da série ‘mini-entrevistas’ (sou o nº 149).

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