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Archive for 30 de Maio, 2007

Como viver num mundo sem ordem?

David Weinberger é, claramente, alguém que eu descobri com maior facilidade porque perco horas a mais na web.
Ouvi falar dele em inícios de 2003, quando o seu livro “Small Pieces Loosely joined – for a unified theory of the web” estava ainda fresco. É um livro (encomendei-o, claro) muito curioso porque nos abre portas para uma densidade sem nunca a confrontar. O facto de ser escrito num tom muito leve, muito simples, não pode, porém, afastar-nos do essencial – a ideia de que a web é um espaço mais próximo de nós e menos próximo do mundo que para nós ordenamos (as páginas sobre a forma como surgiu o sistema de catalogação de livros para as bibliotecas é deliciosa).
Com o seu segundo livro (pode ser terceiro, se contarmos a co-autoria de “Cluetrain Manifesto“)- acabado de apresentar (e para o qual fui alertado pelo Contrafactos&A) – “Everything is miscellaneous – the power of the new digital disorder”, Weinberger tentará levar este seu argumento um pouco mais adiante:

(excerto do primeiro capítulo)
We have entire industries and institutions built on the fact that the paper order severely limits how things can be organized. Museums, educational curricula, newspapers, the travel industry, and television schedules are all based on the assumption that in the second-order world, we need experts to go through information, ideas, and knowledge and put them neatly away.
But now we—the customers, the employees, anyone—can route around the second order. We can confront the miscellaneous directly in all its unfulfilled glory. We can do it ourselves and, more significantly, we can do it together, figuring out the arrangements that make sense for us now and the new arrangements that make sense a minute later. Not only can we find what we need faster, but traditional authorities cannot maintain themselves by insisting that we have to go to them. The miscellaneous order is not transforming only business. It is changing how we think the world itself is organized and—perhaps more important—who we think has the authority to tell us so.

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