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Archive for Outubro, 2007

Haja coragem – é preciso mudar mais!

O Público, que ontem aqui elogiei, apresenta hoje no seu espaço de opinião a última crónica de Joaquim Fidalgo.
Ter-lhe-á sido dito que seria tempo de partir.
Parece-me um passo em falso. Completamente em falso.
Parece-me que o Joaquim sairá – e ninguém teve a coragem de o dizer aos leitores senão o próprio – por razões que pouco ou nada terão a ver com a sua prosa, o seu texto, o seu olhar curioso. E isso é trágico para um jornal que precisa mesmo muito de se afirmar pela diferença qualitativa do que nos apresenta todos os dias.
Afastar o Joaquim Fidalgo é uma decisão editorial idiota mas é, igualmente, uma decisão comercial idiota (tendo em conta os esforços desenvolvidos para contratar ‘penas de registo diferente’).
Não chega ter uma primeira página boa, de vez em quando.
É preciso mudar a atitude perante os leitores, é preciso mudar a visão do que é ‘estrategicamente correcto’.
Perder o Joaquim Fidalgo é sinal de alheamento completo.
A bem do Público e dos seus leitores, talvez seja tempo de partir, José Manuel Fernandes.

(Sendo amigo e companheiro de trabalho do Joaquim, tudo o que aqui disse enfermará de alguma natural parcialidade mas, ainda assim, aí fica).

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Viva a coragem – o mundo mudou!

A primeira página do Público de hoje vale pela coragem de dar importância gráfica a um tema importante…coisa que nem sempre acontece naquele jornal. Vale pela força que tem aquele burburinho de palavras, umas mais silenciosas, outras mais perceptíveis. Vale pela ausência de tudo o resto.
(Sobretudo porque os tempos são difíceis) Que viva assim, por muitos e bons, o Público.

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Quem nos acode?

O debate sobre o futuro do jornalismo, enquanto profissão, segue a todo o vapor. Há, como há sempre nestas situações, posições extremadas que se nos apresentam com, pelo menos, uma vantagem clara – a de abrir o campo das discussões.
Um texto escrito por Jeff Jarvis há dias encaixa nesse perfil.
Sob o título “Editor 2.0“, o texto é uma espécie de percurso guiado de sugestões de leituras secundárias com a aparente capacidade de nos levar (imagino eu) a uma conclusão clara. E se há, perpassando-o, uma construção banalizada do desaparecimento do jornalismo como o conhecemos ela ancora-se em ideias que importa considerar com atenção (nomeadamente a de que é imperioso entender a profissão como um campo não só em mudança, mas sobretudo de mudança). Encontramos neste mas também em muitos outros textos de Jarvis um entendimento simplista da dimensão do problema, um optimismo quase pueril relativamente ao uso das tecnologias e um americano-centrismo pouco condescendente, mas importará não nos deixarmos influenciar em demasia por tudo isso. Uma coisa será o ‘restolho’, outra, bem distinta, o que ele nos pode impedir de ver.
Do outro lado da barricada – se é que me é permitida a simplificação excessiva – Jarvis aponta o dedo a gente como os responsáveis do Sindicato dos Jornalistas britânico, cuja recem-criada ‘comissão sobre trabalho multimédia’ parece – diz ele –  laborar em cima de premissas ultrapassadas pela rápida evolução do sector nos últimos anos.
O sindicato anda preocupado, por exemplo, com algumas das consequências da ‘multimedialização’ – o aumento de práticas de ‘copy&paste’, a dminuição da qualidade da imagem fotográfica, a ausência de formação para video, ausência de regras internas para o tratamento de matérias – e Jarvis responde que muito pouco disso é relevante no momento presente.
A discussão, no lado britânico, vai andando, com contributos de Shane Richmond (Daily Telegraph) ou Neil McIntosh (Guardian).
Sou só eu, ou mais alguém tem a sensação de que, por cá, independentemente do que pensemos, todos andamos…humm…longe, tão longe de achar que seria bom trocar duas ideias sobre o assunto…(bem sei que há os debates do Sindicato, como o desta noite, na Cooperativa Árvore, no Porto…mas…e o resto?).

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Indústrias Culturais em livro


Uma série de posts de um dos mais bem escritos blogs nacionais deu num livro.
Tinha que ser.
Para benefício dos incondicionais e para surpresa de novos públicos.
Indústrias Culturais. Imagens, valores e consumos“, editado pelas Edições 70, é apresentado no próximo dia 25, pelas 19h00, na livraria Almedina, em Lisboa (Saldanha).
Parabéns ao Rogério Santos.

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Estudantes de hoje

A equipa, liderada pelo dinâmico Michael Wesch, que já nos havia dado “The machine is US/ing US“, apresenta agora um outro video, ainda incompleto, sobre os estudantes universitários, o seu universo de interesses, as suas redes de aprendizagem cultural e social e a forma como o sistema (não) aproveita isso.
Vale a pena ver e guardar algures nos favoritos…

Encontrei a sugestão no PontoMedia.

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Um post, um desejo, uma comunidade

Por iniciativa de um grupo de bloggers alemães foi posta em movimento uma campanha apelando à mudança de regime em Myanmar. A ideia será de que, hoje, dia 4 de Outubro, blogs aderentes publiquem apenas um post com a mensagem ‘Free Burma’.

Mais informação aqui.
Blogs sobre Myanmar (Birmânia) aqui.
Flickr group aqui.

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Prémios para blogs

A existência de cada vez mais prémios para blogs pode ser entendida como (mais um) sinal da adaptação do uso do formato a regras e códigos de comportamento social perfeitamente estabelecidos no ‘mundo exterior’. Será, nesse sentido, também evidência de que a separação de ‘mundos’ pode ser, em muitos casos e para muitas pessoas, uma semi-falácia. Os prémios – parece-me – são tão mais relevantes quanto mais próxima está a presença online de um indivíduo daquela que é a sua presença no mundo físico.
Ficam aqui três exemplos recentes que não são, em todo o caso, semelhantes em dimensão e natureza:

1. BOB’s – talvez o mais reputado prémio internacional de blogs, promovido pela Deutsche Welle (existe uma categoria para língua portuguesa mas as votações do público estão já fechadas);

2. Melhor Blog Português 2007 – uma iniciativa em curso, impulsionada pelo Rui Costa do 2.0 Webmania (com categorias temáticas e um formulário de votação que pode, numa fase seguinte, permitir aos responsáveis apresentar um trabalho interessante sobre a composição do universo de votantes);

3. Super Bock Super Blog Awards – uma legítima acção de promoção de uma marca (embora me pareça desadequado que só seja permitida a votação a quem estiver pré-inscrito no site).

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