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Archive for Novembro, 2007

Parabéns, Internet!

A ligação original entre três redes terá acontecido no dia 22 de Novembro de 1977.
Há trinta anos, portanto.
Três décadas.

Informação recolhida no ContraFactos.

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Moderar comentários

A moderação de comentários é uma questão recorrente em blogs, em espaços de informação institucional e também em espaços de informação jornalística na net; aliás, tornou-se até – à escala nacional – numa questão de vital importância na sequência da mais recente decisão da ERC.
Fazendo equilibrismo entre a necessidade de incentivar mecanismos de proximidade com as audiências e as implicações legais de abusos, os jornais enfrentam, no actual momento, uma série de decisões complicadas.
O Público, por exemplo, parece ter optado (a propósito da reformulação da sua aposta na net) por abrir as caixas de comentários a todos, até mesmo a anónimos. No campo oposto estão espaços como os do JN ou DN (ambos com reformulações agendadas para breve) que não permitem qualquer pronunciamento directo sobre os textos apresentados.
A meio termo – e com custos adicionais – o New York Times anunciou no início de Novembro que iria permitir a existência de comentários nas suas notícias, embora passando por um processo de moderação. Quatro pessoas foram especialmente contratadas para lidar com o assunto.
A propósito deste assunto, Tod Zeigler escreveu no Bivings Report um texto onde deixa a sugestão de que as empresas permitam os comentários, desde que se cumpram algumas regras:

1. Só aceitar comentários de utilizadores registados
2. Ler os primeiros comentários de um novo utilizador; caso se trate de algo que extravaze o âmbito do artigo ou contenha afirmações incorrectas, o utilizador será banido
3. Banir de forma imediata todos os comentários que contenham linguagem obscena
4. Criar mecanismos que permitam aos utilizadores indicar a existência de comentários não apropriados; se um comentário for assinalado por um grande número de utilizadores deve ser lido por um editor
5. Dar aos utilizadores a possibilidade de não ver os comentários de outros utilizadores
6. Permitir uma gestão activa e permanente da comunidade; os editores e jornalistas precisam de deixar, eles próprios, comentários e observações; utilizadores que desrespeitem as regras devem ser banidos; as comunidades tendem a ter comportamentos mais correctos quando mais se perceba a presença dos administradores
7. Fechar a possibilidade de comentar um artigo uma semana depois da sua publicação

Ideias, ideias…

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P@net muda para melhor?

O Público tem cara nova na Net.
Será o que se esperava?
Será?
Para já, assinala-se apenas a mudança…

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O que vamos dizer de tudo isto em 2018…

A Newspaper Association of America lançou há dias um blog intitulado ‘Imagining the Future of Newspapers‘.
Foi proposto a 22 convidados – alguns jornalistas no activo mas também analistas, académicos, leitores – que escrevam sobre o nosso presente como se do passado se tratasse.
Há, nalguns dos posts que tive oportunidade de ler, a indicação de ‘soluções’ já conhecidas – a personalização dos sites, a abertura a conteúdos produzidos pelas audiências, a reorganização das redacções – mas há também textos mais abrangentes, como o de Howard Finberg, responsável pela área de aprendizagem interactiva no Poynter Institute.
Excerto:

Looking back from the calmer perspective of 2018, it is hard to remember the turmoil that gripped the newspaper and broadcast industries between 2000 and 2012. Turmoil? Sometimes it felt like panic.
Listening to the new media pioneers reminisce, most of whom are retired from active pontification, today’s media worker might assume that there would be no survivors emerging from that mayhem.
As you know, that didn’t happen. There are lots of survivors. But there were also many casualties, including several big-city newspapers.
Even professional journalism survives, although it’s still complicated to explain who is a journalist and who isn’t. That’s one of the most interesting side effects of the shakeout among legacy [okay, call them old] media companies: the flourishing of reporting and the sharing of information across communities.
What didn’t flourish were the companies that kept looking at their assets and saying things like, “We have a competitive advantage because we have…” You can fill in the blank. We did have some advantages, but not in the way we thought back in 2008.

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Olhar o futuro e ver lá pr’a dentro

Duas sugestões de leitura com pontos em comum: 1) ambas se centram no testemunho de jornalistas com vasta experiência; 2) ambas parecem mostrar-nos que a profissão precisa de ‘mudar de sítio’ e, mais relevante, que o importante não é o tal ‘sítio’.

1.Time is a magazine that waits for no man‘, Entrevista de Richard Stengell ao The Independent (sugestão recolhida no Infotendencias)

Excerto:
“The old rhythm was not for the readers but for the journalists. We were backward looking and retrospective.
(…)
Ten years from now the idea that somebody writes for the magazine and not for the website will be crazy. So you can’t drive and listen to the radio at the same time?”

2.Why I’m saying farewell to the NUJ‘, post de Roy Greenslade no seu blog (sugestão recolhida no PontoMedia)

Excerto:
“I concluded that “traditionalist NUJ members… have to come to terms with changed circumstances”. It was a painful personal statement because I realised that I was on the way to saying, as I do now, that though journalism does indeed matter, journalists do not.
(…)
What I mean is that I still believe journalistic skills are essential. I also believe that there is a future for professional journalists – people employed by media outlets whose daily job involves them in reporting and transmitting text, photographic and video content. But I also recognise that the so-called profession of journalism has to adapt to vastly changed circumstances.

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McLuhan – o ‘santo’ da web…ou talvez não

O académico canadiano Marshall McLuhan encantou nos anos 60 e foi descartado na década seguinte; num e noutro caso, por excessivamente simplificada leitura do que propunha – este é o ponto de partida para um texto que Nicholas Carr publicou no ínicio deste mês no Guardian (e que transcreve na íntegra aqui).
Diz-nos Carr – apoiando-se também em algo que Scott Rosenberg havia já escrito em 1995 – que McLuhan não pode ser visto como o ‘santo’ da Web porque se trata de uma realidade que não estava ainda ao seu alcance; de igual modo, não pode também ser mais apresentado como o tecno-optimista de serviço, sobretudo se tivermos em conta algo que escreveu em Understanding Media:

Once we have surrendered our senses and nervous systems to the private manipulation of those who would try to benefit by taking a lease on our eyes and ears and nerves, we don’t really have any rights left

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The Internet is making us stupid

Cass Sunstein, professor de Direito na Universidade de Chicago, numa entrevista ao Salon.com, a propósito do lançamento do seu livro “Republic.com 2.0 – Revenge of the Blogs“:

I think it’s a very firm part of human nature that if you surround yourself with like-minded people, you’ll end up thinking more extreme versions of what you thought before. So this group-polarization thing is robust — it’s been found in lots of different countries, and it’s just in the nature of most people to do this.

Apanhado no Brijit.com

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O que nos dizem as ‘primeiras’ de hoje

A tragédia de ontem à noite, na A23, domina as primeiras páginas dos principais diários portugueses – pagos e gratuitos (está excluído o Metro porque, até às 10h30 da manhã, não tinha ainda disponível no site a imagem da edição do dia) – e talvez seja o momento indicado para tentar fazer algumas observações:

1. Há três diários que recorrem à palavra ‘tragédia’; os restantes preferem o termo ‘acidente’ (um dito popular, um dito de referência e um gratuito);

2. Há cinco diários que escolhem para título a notícia – ‘aconteceu isto, morreram X pessoas e Y ficaram feridas’;

3. Há dois diários que escolhem para título o contexto – ‘o que aconteceu enquadra-se nisto’;

4. Há um diário que passa completamente à margem do assunto.

Notas:

a) Numa situação como esta – em que o facto acontece à noite, a uma hora em que a maioria das pessoas pode já não estar a aceder a conteúdos informativos – parece-me legítimo que ainda se apresente a notícia em primeira página. Ou melhor, parece-me aceitável que assim se proceda.

b) Num momento em que os diários pagos são pressionados pelos gratuitos e pela proliferação de formatos de transporte de informação parece-me, porém, estrategicamente mais correcto seguir o caminho da contextualização – a informação de base está lá, mas há também o resto, o que pode distinguir dos demais. Só o Jornal de Notícias e o Público seguiram esse caminho e, curiosamente, escolheram complementaridades diferentes: ‘o maior acidente desde Entre-os-Rios’ e ‘eleva para 702 o número de mortos nas estradas’.

c) O caminho percorrido pelo diários gratuitos nos últimos anos parece indiciar uma aproximação paulatina ao espaço até aqui ocupado pelos diários pagos (independentemente do estilo); a própria existência de mais títulos no segmento tende a acrescentar impulso a essa caminhada. Mas isto significa que quem não acompanha a passada fica irremediavel e visivelmente para trás; o Meia-Hora de hoje está para trás. Está mais longe da informação diária do que da informação de supermercado e isso só pode ser entendido como um sinal de alerta para quem o dirige e financia.

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Cinco anos – a diferença que fazem

Há momentos assim; paramos, olhamos para trás e percebemos que cinco anos podem parecer 50.
Agradeço ao António Delgado a oportunidade que me deu, num post que recomendo.
Nele se recorda que há cinco anos – em finais de Maio de 2002 – Juan Luis Cebrián, conselheiro delegado do grupo Prisa, justificava assim o encerramento de conteúdos do El Pais na net:

“No es justo que los lectores que compran el diario en papel tengan que costear a los que lo leen por el ordenador”

Em Outubro de 2007, o mesmo Cebrián, apresentava a reformulação de estratégia da empresa (depois do comprovado falhanço da política de fecho de conteúdos) dizendo que o El Pais pretendia ser ‘o periódico global em espanhol’, sendo que para isso:

“Es obvio que el futuro pasa por Internet. El mayor impulso de crecimiento ha de venirnos del sector audiovisual y de Internet”

A mudança de postura dos responsáveis por um dos mais importantes grupos de comunicação do planeta é de saudar.
Mas importa que se assinale o caminho feito para que 1) o peso da história se aconchegue a todos, 2) se continuem a fazer leituras temperadas dos anúncios sobre posicionamentos no mercado dos vários produtos (e das várias empresas).

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