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Archive for 13 de Dezembro, 2007

Media – houve ou não mudança fundamental?

A questão, assim posta, de forma simples, pode ajudar-nos a clarificar algumas das nossas outras (subsequentes) opiniões sobre como deve ser isto, como se deve integrar aquilo, como nos devemos relacionar com aquiloutro.
A resposta que dermos a esta pergunta determina muito do que depois eventualmente usarmos nas argumentações relativas a situações mais micro (por exemplo, a presença do jornalismo na net, o estututo profissional dos jornalistas, etc.). É, também  aqui, o nosso ponto de partida que determina muito do caminho que fazemos.
E é, por isso, sempre importante escolher este como um tema central de debate.
Jeremy Allaire, fundador e CEO da empresa de video na net, Brightcove, escreveu há pouco, nas suas previsões para 2008, uma frase relevante neste contexto:

Nothing about the Internet changes the fundamentals of media—value is created by controlling the content or controlling access to the audience. Media companies with established brands and new start-ups will continue to build successful branded destinations so they can control the access to audiences.

Ou seja, tudo como dantes, diz-nos Allaire, que – importa recordar este pormenor – dirige uma empresa que decidiu já abandonar o ‘mercado de video criado pelo utilizador’, em favor de uma aposta mais forte no relacionamento com empresas.

A propósito destas previsões, Terry Heaton escreveu, no Agoravox, um texto também ele interessante:

(…) what’s good for Brightcove doesn’t validate the statement that the Internet doesn’t change the fundamentals of media.
(…)
The value of YouTube has never been in the distributing of the kinds of content described in media accounts of pirating, etc.; it has always been about growing communities entertaining themselves. Professional video creators can scoff at and discount this all they wish, but eyeballs viewing this are eyeballs that once needed the restraints of those creating value through restricted access and so forth.
(…)
The problem may not be that the value proposition of media is changing as much as the definition of media itself.

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