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Archive for 26 de Fevereiro, 2008

Letras à solta

Soubemos recentemente que o semanário português Expresso foi considerado um dos quatro jornais mais bem desenhados do mundo. O painel de avaliadores procurava arrojo com estabilidade / força serena / coerência do conjunto.
Muito do que agora se faz, do ponto de vista do design de jornais, incorpora imaginários e linguagens de outras áreas, às vezes sabiamente apropriadas (das revistas, da TV e da web, de forma mais notória).
O campo é, porém, ainda trilhado com alguma sobriedade – as páginas ‘tchârân!’ ainda são poucas.
Fazer da surpresa uma busca permanente, não apenas nos conteúdos mas também no design, pode muito bem ser uma forma de os jornais fidelizarem audiências. Se vivemos tempos de fluidez, talvez não continue a ser necessário manter fidelidade a meia dúzia de templates-tipo (que, com o passar dos tempos, facilmente redundam em meia meia-dúzia).
Quem – com muita paciência, reconheça-se! – acompanha a vida errática desta blog saberá já que tenho um apreço muito especial pelo recurso à infografia. Tenho igual parcialidade relativamente às experiência que envolvam a manipulação tipográfica.
Dois exemplos de jornais de hoje (tão longe – um é um diário nacional francês, o outro, um jornal local português – e tão perto):

…e um exemplo de um saudável e libertador desvario (talvez só possível num jornal académico; umjornal de Maio de 2005), da autoria de Pedro Almeida:

A quem gosta do tema recomendo uma passagem frequente pelo blog ilovetypography.

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A Nielsen Co. anunciou a sua intenção de, em conjunto com uma série de parceiros (entre eles a Ball State University), por em marcha um estudo detalhado dos hábitos de consumo de media de uma amostra seleccionada de norte-americanos; a novidade está no ‘detalhado’ – as pessoas vão ser seguidas em todas as suas rotinas diárias por alguém, de forma presencial (sim, ali, mesmo, ao seu lado, todo o dia…) – mas está, sobretudo, na dimensão (este tipo de estudos, conhecidos como ‘shadow the consumer’, tornam-se muito difíceis de concretizar com grande amostras devido aos custos envolvidos).
Ao todo vão ser gastos 3,5 milhões de dólares e os primeiros resultados devem ser conhecidos ainda este ano.

[Encontrei a informação no EJC, mas o texto original está na AdWeek – publicação pertencente ao universo da Nielsen Co.]

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