Soubemos recentemente que o semanário português Expresso foi considerado um dos quatro jornais mais bem desenhados do mundo. O painel de avaliadores procurava arrojo com estabilidade / força serena / coerência do conjunto.
Muito do que agora se faz, do ponto de vista do design de jornais, incorpora imaginários e linguagens de outras áreas, às vezes sabiamente apropriadas (das revistas, da TV e da web, de forma mais notória).
O campo é, porém, ainda trilhado com alguma sobriedade – as páginas ‘tchârân!’ ainda são poucas.
Fazer da surpresa uma busca permanente, não apenas nos conteúdos mas também no design, pode muito bem ser uma forma de os jornais fidelizarem audiências. Se vivemos tempos de fluidez, talvez não continue a ser necessário manter fidelidade a meia dúzia de templates-tipo (que, com o passar dos tempos, facilmente redundam em meia meia-dúzia).
Quem – com muita paciência, reconheça-se! – acompanha a vida errática desta blog saberá já que tenho um apreço muito especial pelo recurso à infografia. Tenho igual parcialidade relativamente às experiência que envolvam a manipulação tipográfica.
Dois exemplos de jornais de hoje (tão longe – um é um diário nacional francês, o outro, um jornal local português – e tão perto):

…e um exemplo de um saudável e libertador desvario (talvez só possível num jornal académico; umjornal de Maio de 2005), da autoria de Pedro Almeida:

A quem gosta do tema recomendo uma passagem frequente pelo blog ilovetypography.











