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Archive for 27 de Fevereiro, 2008

Num texto que publica no número mais recente da revista Fibreculture, Axel Bruns diz-nos que as alterações produzidas pelo envolvimento das ‘pessoas antigamente conhecidas como a audiência‘ (Jay Rosen) no desenvolvimento de conteúdos altera substancialmente relacionamentos e cadeias de valor.
Diz-nos ainda que é cada vez menos correcto falar de conceitos como ‘produção’ ou ‘conteúdos’ numa lógica industrial. Adianta, assim, que estamos a caminho de uma era de ‘produsage‘ (produso?) – distinta por emanar de comunidades, onde os papéis são fluidos, a propriedade é comum (mesmo que o mérito seja individual) e os artefactos nunca estão acabados – com efeitos que ultrapassam em muito as fronteiras dos media:

In the age of mass media power, the political system was organised along industrial production lines: politicians, media advisors, and journalists produced the content of politics, which was distributed to the masses by way of the media. In spite of standard rhetoric, audiences as consumers of political content had little role other than to consume – much as in other forms of industrial production, the feedback loop back to the producers of politics was relatively poorly formed. This has changed with the rise of networked, peer-to-peer media, however, which have enabled the consumers of politics to respond to the producers at an unprecedented degree. As this trend continues and the balance between mass and networked media shifts further in favour of citizens, it is increasingly likely that the traditional model of politics is no longer sustainable.

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O cartoon

Imaginemos uma universidade pública nacional, a braços com uma crise financeira, provocado por um misto de desinvestimento do Estado (continuado e, neste momento, já nem sequer disfarçado) e de más decisões de gestão estratégica.

Imaginemos que no mesmo ano em que a Reitoria retem todas as verbas disponíveis em projectos e programas autónomos de investigação decide inaugurar, num dos seus campi, um ‘driving range’ de golf. Uns meses mais tarde, a mesma Reitoria anuncia que não vai ter dinheiro para pagar o 13º mês aos seus funcionários em 2008.

Imaginemos que nessa universidade é publicado um primeiro número de um jornal feito por estudantes de Ciências da Comunicação e distante das influências de associações de estudantes e de quem as controla.

E agora imaginemos que nesse primeiro número do tal jornal – que até fez um curioso percurso, do online para o papel – aparecem notícias (prontamente repescadas pelo Público e pelo JN de hoje), reportagens e um cartoon de enorme qualidade (da autoria de César Évora).

Imaginemos…

Parabéns ao ComUM e aos que a ele dedicam parte substancial do seu tempo.

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