Imaginemos uma universidade pública nacional, a braços com uma crise financeira, provocado por um misto de desinvestimento do Estado (continuado e, neste momento, já nem sequer disfarçado) e de más decisões de gestão estratégica.
Imaginemos que no mesmo ano em que a Reitoria retem todas as verbas disponíveis em projectos e programas autónomos de investigação decide inaugurar, num dos seus campi, um ‘driving range’ de golf. Uns meses mais tarde, a mesma Reitoria anuncia que não vai ter dinheiro para pagar o 13º mês aos seus funcionários em 2008.
Imaginemos que nessa universidade é publicado um primeiro número de um jornal feito por estudantes de Ciências da Comunicação e distante das influências de associações de estudantes e de quem as controla.
E agora imaginemos que nesse primeiro número do tal jornal – que até fez um curioso percurso, do online para o papel – aparecem notícias (prontamente repescadas pelo Público e pelo JN de hoje), reportagens e um cartoon de enorme qualidade (da autoria de César Évora).
Imaginemos…

Parabéns ao ComUM e aos que a ele dedicam parte substancial do seu tempo.












Imaginemos que o site do jornal tem acento na palavra “início”. Ainda só abri a primeira página do site e já estou a gostar 🙂
[…] as coisas não aparecem do nada e, como em tudo, esta pressão tem motivos bem explicados pelo Luís Santos: uma universidade sem dinheiro para projectos que constrói um “driving range” de golf, […]
por falar nisso, viste a entrevista ao (meu) paulo?
ps – desculpa estar a infestar o teu site com comentários! 🙂
ps2 – que saudades das meias de leite de portugal…
Ana,
Vi sim. Página 12. Bom texto. Boa foto.
Parabéns a ambos pela coragem da aposta (Haverá, imagino, muito tempo ainda para descansar numa esplanada à beira do Atlântico e tomar as tais meias de leite…elas não fogem!).
PS: Volta sempre…
Boa sorte para o projecto.
Do que posso ver na Net parece muito bem paginado e o primeiro número tem uma história importante.
Abraços do Porto,
Pedro
[…] as coisas não aparecem do nada e, como em tudo, esta pressão tem motivos bem explicados pelo Luís Santos: uma universidade sem dinheiro para projectos que constrói um “driving range” de golf, […]