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Archive for Fevereiro, 2008

O lançamento de um novo espaço de jornalismo-dos-cidadãos (Cit-J), o neaju.com, levou os seus responsáveis a enviar um e-mail a docentes e a investigadores de várias escolas de jornalismo do Estados Unidos, onde se podia ler o seguinte:

“As a mentor to future journalists, I am certain you are aware of increasing profiteering and sensationalism that is increasingly dominating American journalism, often at the expense of the value we all hold near and dear to our hearts – journalistic integrity. It is for that reason that we’ve created the first true citizen journalism site on the Internet

Jeremy Littau, estudante de Doutoramento na Universidade do Missouri, decidiu que a oportunidade era interessante para abrir um debate sobre o que é o ‘verdadeiro’ jornalismo-dos-cidadãos; trocou e-mails como Vadim Gorelik (da Neaju) e escreveu um post onde diz:

This is not meant to criticize those doing what they’re doing over at Neaju, but I believe that the sentiments expressed by Vadim get to the heart of a lot of debates we’re having in both the industry and academia about the citizen journalism phenomenon. Is it journalism? Is it news? Are they journalists or citizens doing journalism? What makes Timmy’s art class drawing journalism and not the latest refrigerator-magnet fare?

Vadim Gorelik respondeu:

for most of us, the issue is clear – the problems with journalism of the past say 5-10 years, have forced readers to turn to blogs as their source of news. Back in the analog days, blogs were called editorials, and appeared in every newspaper. But as journalism became what it is, and bloggers discovered that their services are in demand to report news, as well as to comment on it, they became the first massive wave of Internet’s citizen journalists.

Littau comentou (no post de Gorelik):

Nobody has a lock on what defines true journalism, so my point is that the debate itself is silly. So my feeling is put your product out there and judge it by how many people contribute and read.
I’m wholly uninterested in what constitutes “true” journalism; I tend to be way more interested in how to do “better” journalism. If that is happening at Neaju or anywhere else, that is good.
But the point is that these labels (including my search for better journalism) are purely subjective. Thus I don’t sell them as something more than they are. If you can find me a source that gives the once-and-for-all definition of journalism, be my guest.

Este é, de facto, um debate muito importante.
Num momento de alguma turbulência, é fácil perceber tendências que antecipam um futuro para o jornalismo num enquadramento de maior e mais rigoroso profissionalismo e tendências que antecipam o seu completo desaparecimento, por troca com uma rede de espaços colaborativos abertos à participação de (quase) todos.
Mas será que só é possível conceber soluções alternativas?
Será que o jornalismo está mesmo condenado?
Porque é assim tão inevitável o seu desaparecimento (e os ‘velórios sem defunto’ sucedem-se)?
E como enquadrar uma discussão sobre a ‘pureza’ relativa das intervenções amadoras no espaço mediático?

[Sugestão de partida encontrada no Common Sense Journalism]

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O projecto ‘Newspaper Next‘, do American Press Institute, acaba de divulgar o seu mais recente relatório, sob o título genérico “Making the leap beyond newspaper companies“.
Extracto do texto de divulgação:

In outlining this broad new vision, the report introduces several key new concepts:

  • The idea that newspapers must broaden their vision to become local information and connection utilities, with products and services to touch every consumer and serve every business in a market;
  • The concept of the whole market, a universe of consumers and businesses that reaches well beyond readers and advertisers, and that newspaper companies should be striving to reach and touch;
  • Mega-jobs — important “jobs to be done” that a wide cross-section of any market will want and need, and therefore the first that newspaper companies should seek to address.

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Humor…avec du style

(Mesmo correndo o risco de saber que o tema escapa à área de atenção central deste blog) Sugiro a audição desta deliciosa risada musical sobre a nova primeira dama francesa.
Diga-se, em abono da decisão de aqui a divulgar, que as referências ao assunto estão a espalhar-se de forma explosiva na blogosfera francófona…
Pela mão de Les Moquettes Coquettes, Carla Brunette…PLAY

[sugestão recolhida no mediaTIC]

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Alívio?

Tempos sombrios? stress a mais?  dinheiro a menos?  muitas dúvidas?
Uma ajudinha para jornalistas em momentos de desespero, este ‘confessionário’ digital – AngryJournalist.com
Exemplo de desabafo:

I’m angry because on Saturday I was shooting video with my left hand and stills with my right. That, and our three-person staff is expected to produce over 700 pointless, wretched videos this year.
I love multimedia, but why do we think the public will just love the crap we churn out in a couple of hours?

[Sugestão recolhida no Journalistopia]

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Independentemente da simpatia política que possamos ter por um ou outro candidato à presidência nos Estados Unidos parece-me claro que o ‘trio emergente’ é composto por profissionais competentes.
São gente da política, sendo que isto precisa de ser entendido no bom sentido.
São gente que domina os dossiers, que fala do que importa, que apresenta planos e mais planos, todos muito detalhados.
São gente com projecto.
(McCain, Hillary, Obama).

E quando vemos o que will.i.am (dos Black Eyed Peas) fez com um poderoso discurso de Obama sentimos ainda mais desespero ao ensaiar comparações; os de cá andam a falar dos casinos que deram ou deixaram de dar e dos casotos com amarelejos, azulejos e janelucos que aprovaram sem ter aprovado…a distância é abissal!

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Os ‘dias não-complicados’ já lá vão (estas generalizações que apresentam uma imagem romântica e serena do passado são sempre problemáticas, naturalmente, mas isso daria lugar a um outro post… 🙂 ) e a relação entre os jornalistas e as suas audiências é agora cada vez mais assimétrica.
No post imediatamente anterior falou-se, precisamente, de leituras em torno do conceito de crise. Muitos há que o esticam por forma a preconizar o fim do jornalismo enquanto actividade exercida por um grupo profissional com regras, procedimentos e compromissos específicos. Howard Owens não avança tão longe mas diz-nos que, estando em curso uma mudança, o jornalista vai continuar a ser necessário, se bem que necessite de cumprir um novo conjunto de tarefas.
São, no fundo, novos papéis:

– garante de rigor ético
– contextualizador
– líder de conversas
– Agregador
– Fornecedor de informação relevante em primeira mão

…um céptico diria que o bom jornalista já faz isto mesmo…mas isso…

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A pergunta – assim, tal e qual – é hoje lançada em tom de desafio por Jeff Jarvis no seu Buzzmachine. A ideia surgiu-lhe depois de ter lido este texto do New York Times sobre a crise no negócio onde se diz a dada altura:

In 2007, combined print and online ad revenue fell about 7 percent. In the last six decades, only one other year — 2001, when there was a recession — had a steeper decline, according to the Newspaper Association of America. Adjusted for inflation, 2007 ad revenue was more than 20 percent below its peak in 2000.

Jarvis diz-nos que o diagnóstico há muito está feito e que importa agora pensar em soluções.
Daí o desafio.
E que respostas recolheu?
Para já…algumas mais radicais…

1. I’d go 100% on-line
2. use the unused paper to make ethanol
3. then I’d sell the building
4. $$$ profit

…outras provocadoras…

Use the paper to publish the best of what comes up online.

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