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Archive for Março, 2008

A organização Repórteres sem Fronteiras divulgou aquilo que diz ser um memorando das autoridades chinesas sobre o acolhimento a dispensar pelas várias estruturas de governo do país aos jornalistas que chegam dentro de pouco mais de 100 dias para cobrir os Jogos Olímpicos.
Não sendo, na essência, um documento muito diferente dos ‘memos’ que circularão em sedes de campanhas partidárias em tempo de eleições ou em ministérios em tempo de promoção externa do país, valerá ainda assim a pena lê-lo com atenção; lá está, por exemplo, a chamada de atenção para a preparação encadeada de temas, para a listagem de pessoas e lugares, ou para a necessidade de enfatizar um ‘olhar positivo’ (a propósito das ‘notícias positivas’ e do texto de Eduardo Cintra Torres no Público do passado fim-de-semana, importa ler o comentário de Rogério Santos) e lá está, também, a percepção de que importa ‘marcar pontos’ online:

Reinforce the work of commenting on the Internet, increase the level of [opinion] orientation online. Perfect the online comment system, built a system, increase the capacity and level of [opinion] management on the Internet, create positive opinion online. There is a need to reinforce management of news websites and to guarantee appropriate opinion behaviour as regards online news and information.

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Acaba de ser disponibilizado o livro “Wikiworld – Political Economy and the Promise of Participatory Media“(.pdf – 3,67 Mb), da autoria de Juha Suoranta e de Tere Vadén, da universidade finlandesa de Tampere.
Escreve-se na nota de divulgação:

The book provides a critical view on the use of new technologies and learning practices in furthering socially just futures, while at the same time paying critical attention to the constants, or “unmoved movers” of the information society development; the West and Capitalism. The essential issue in the Wikiworld is one of freedom – levels and kinds of freedom. Our message is clear: we write for the radical openness of education for all.

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Jornadas de Ciências da Comunicação na UM

As XI Jornadas de Ciências da Comunicação (organizadas pelo grupo de alunos de Comunicação da Universidade do Minho – GACSUM) acontecem já na próxima semana, nos dias 1 e 2 de Abril (terça e quarta).
O tema genérico das jornadas deste ano é “Verdade ou Consequência”, uma alusão ao jogo com o mesmo nome, mas também o mote para debates sobre a responsabilidade do sector.
O programa é o seguinte:

Dia 1 de Abril 9h30 – Sessão de abertura
Moisés Martins
Presidente do Instituto de Ciências Sociais
Felisbela Lopes
Directora do 1º ciclo de Ciências da Comunicação
Manuel Pinto
Director do 2º ciclo de Ciências da Comunicação
Cláudia Lomba
Presidente do GACSUM

10h30 – O Jornalismo é manipulação?
Carlos Rodrigues Lima
Jornalista do Expresso
José Pedro Marques Pereira
Jornalista da RTP
Manuel Carvalho
Director-adjunto do Público
Paulo Baldaia
Director da TSF
Moderador: Manuel Pinto
Docente de Jornalismo – UM

Apresentação do livro
O Jornalista em Construção de Joaquim Fidalgo

14h00 – Realidade ou cosmética nas empresas
Alexandre Silva

Responsável pela comunicação Corporativa – Bosch
Carlos Liz

Director geral da APEME
José Menezes

Director de Comunicação da leYa
Júlia Costa
Coordenadora de eventos – Solinca/Sonae

Moderador: Teresa Ruão
Docente na área de Publicidade e RP – UM

 

16h30 – Pausa para café

 

17h00 – Desenvolvimento de Videojogos e Ambientes Interactivos
Diogo Andrade

Director Criativo e de Tecnologia da Spellcaster Studios

Filipe Pina

Produtor de jogos da Seed Studios

Ivan Franco
Director de I&D da YDreams

Nelson Calvinho
Director da revista de jogos Hype!

Moderador: Nelson Zagalo
Docente na área de Multimédia – UM

 

22h00 – Noite na Velha-a-Branca
Take One! Exibição de curtas a concurso

Dia 2 de Abril

9h30 – Pós-Produção ou Efeitos Visuais
Diogo Valente
Director Criativo da Dreamlab
Luciano Ottani
Realizador da Showoff-Films
Moderador
: Ângelo Peres*
Docente na área de Audiovisuais – UM

11h00 – Pausa para café

11h15 – A marca “Portugal”
Carlos Coelho
Presidente da Ivity Brand Corp; autor do livro “Portugal genial”
Francisco Coelho
Docente do IPAM
Henrique Agostinho
Director de marcas da Sonae Sierra; autor do livro “Vende-se Portugal”
Moderador: Ana Melo
Docente na área de Publicidade e RP – UM

14h30 – Novo perfil do profissional de comunicação
André Rabanea
Director da Torke Stunt Marketing Estratégico
Bruno Carvalho*
Porto Canal
Pedro Almeida
Director do Mestrado Comunicação e Multimédia da Universidade de Aveiro
Moderador: Luís Santos
Docente de Jornalismo – UM

 

16h – Pausa para café

 

16h30 – As consequências do curso: ex-alunos
Adelina Cabral
Relações Públicas da IMAGO
Hélder Beja
Jornalista do Semanário Sexta
Lina Vilela
Directora de contas da LOWE
Madalena Barbosa
Directora editorial da Esfera das Ideias
Sara Antunes Oliveira
Jornalista da Sic
Telmo Dourado
Técnico de Audiovisuais da RTP
Moderador: Phillipe Vieira
Aluno do mestrado em Informação e Jornalismo – UM

 

22h00 – Noite na Velha-a-Branca
Ex-alunos contam os bastidores do estágio e peripécias da profissão
Moderador: Cláudia Lomba
Presidente do GACSUM

 

*por confirmar

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A informação foi anunciada já há dias, mas importa, ainda assim, destacá-la porque é a primeira vez que um dos MSM portugueses dá um passo tão arrojado.
Desde  o início desta semana (de forma admitidamente paulatina e com alguns naturais precalços de arranque) o público.pt passa a disponibilizar em todas as notícias uma pequena caixa onde apresenta as referências que a ela são feitas pelos blogs.

É um passo significativo porque representa a abertura de um jornal aos comentários feitos fora das suas caixas dedicadas.
É um passo significativo porque sinaliza uma mudança de atitude dos media tradicionais relativamente a conteúdos produzidos por não-profissionais.
É, finalmente, um passo significativo porque o Público assume um risco considerável (e o spam será apenas a parte incomodativa desse risco) em proveito de um maior, mais diversificado e mais equilibrado contacto com os seus leitores.

(Recomendo a leitura do comentário do Paulo Querido e também das reacções dos seus leitores).

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Acaba de ser divulgado um estudo do Obercom sobre a evolução da Internet em Portugal nos últimos 4 anos.
Escreve-se no texto da newsletter onde aparece o anúncio:
A publicação aqui apresentada baseia-se nos dados produzidos pelo inquérito do projecto A Sociedade em Rede em Portugal, o qual teve já duas edições, uma em 2003 e outra no ano de 2006. São também aqui utilizados os dados produzidos pelo Oxford Internet Institute no âmbito do seu estudo The Oxford Internet Survey de 2003 e 2005.
O objectivo é apresentar uma síntese dos resultados portugueses, com o intuito de complementar os saberes já existentes sobre o quadro da Internet no nosso país, abrindo espaço numa segunda fase deste relatório, a uma análise comparativa com o quadro britânico, tendo em consideração as variáveis comummente utilizadas ou as variáveis próximas em termos analíticos, em ambos os estudos
“.

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O Guardian, pela mão de Mark Sweney, apresenta hoje a versão actualizada de uma listagem que faz todo o sentido – um Top + dos videos virais.
Naturalmente, qualquer um de nós pode ir a viralvideochart.com e ver tudo o que lá está; podemos ver os mais vistos do último dia ou da última semana; podemos ver os mais vistos só com animais…podemos…
Mas o que Mark Sweney faz é diferente – ele recupera, num espaço totalmente novo, a essência do jornalismo. O jornalismo de Sweney já não está sozinho, já não é fonte única de informação, já não é sequer, para muitos, a melhor fonte. Mas para muitos outros essa continuará a ser a maneira mais corrente de tentar observar uma imensidão de realidades complexas – através de pessoas em quem confiamos. E se eu quero, num dado momento do meu dia, saber o que anda por aí a circular na net e não tenho tempo para ver e seriar uma listagem infindável, o Guardian dá-me uma ajuda.
Os jornais precisam mesmo de aprender a ser indispensáveis, como o Guardian está a tentar ser.

(…a ter que escolher só três destes…eu ia no 1, no 7 e no 8…)

1 Twitter in Plain English
An instructional video to explain to normal people what Twitter is.

2 Simon’s Cat ‘Let Me In!’
A cute animation that hits the exact right cat-attitude chord

3 I’m listening
A recording of an Oklahoma State Legislator saying things about homosexuality such as that it is more of a threat than terrorism

4 Rodolfo Chikilicuatre Baila el ChikiChiki (video Oficial)
Wacky music video

5 Jimmy Kimmels F@cking Ben Affleck Response to Matt and Sarah
We all know the score on this one by now

6 Sigur Rós ‘Heima’
A film/music video of some sort. 97mins worth.

7 Frozen Grand Central
Shedloads of people stand still at the same time

8 Yes We Can Obama Song by Will.I.Am
Obama has the funkiest supporters.

9 Food Fight
It is all out war but not as we know it

10 Sarah Silverman and Matt Damon
She’s f@&king Matt Damon.

11 Star Wars according to a 3 year old.
Jedi mind trick by age five.

12 Music Idol 2 “Without you” Mariah Carey
Hilarious attempt at Mariah Carey song in “English”.

13 Man In the Arena
Finally John McCain gets an ad onto the chart

14 Janina San Miguel – Miss Philippines 2008
A tricky Q&A for a lovely young girl at her first pageant

15 Star Wars vs. Saul Bass
Star Wars’ opening credits if done by Saul Bass of North by North West, Psycho and Vertigo fame

16 Food Court Musical
Those guys behind the “freeze” stunt are back

17 Who Needs a Movie?
This is the ultimate proof of the longtail bringing all sorts out of the woods

18 We Are The Ones Song by will.i.am – Obama
Obama supporters again

19 Santogold – L.E.S. Artistes
Music video I think

20 Magpul Industries SHOTSHOW 2008 Part 2
Guns and stuff. America doing what it does so well.

PS: Este é o primeiro post que faço com base em informações que recolhi no Twitter (o da Jemima Kiss )

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Quatro anos, quatro

O Atrium faz hoje anos.

Quatro anos.
Opiniões. Novidades. Excessos. Debate.
Um blog com muitas caras.

Quatro anos, quatro.

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A reter

It’s about serving the customer, not serving the newspaper.

Frase de Edward Roussel, Editor Digital do Telegraph Media Group, durante a recente conferência ‘Digital News Affairs‘, que decorreu em Bruxelas. Na ocasião, Roussel descreveu em detalhe a forma como o Daily Telegraph ‘trata’ uma nova notícia de relevo – é entregue um chamado ‘editor-dono-da-história’ que é responsável pela sua actualização, pela integração de conteúdos audio, video e infográficos e pela eventual (se for caso disso) criação de uma página autónoma para o assunto.

[Informação recolhida na newsletter do MMLab]

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À medida que a presença dos media na net começa a ser internamente encarada como algo mais do que uma moda passageira percebe-se a tentação da entrada em campo de lógicas que serviram o negócio tradicional – a avaliação quantitativa do sucesso é a Mater de todas essas lógicas. E se já não há circulação, valem-nos as page views ou qualquer outro indicador de visitas (desde que nos seja favorável).
Vale a pena ler este editorial da Columbia Journalism Review.
Excerto:

Traffic is the new circulation, and is considered central to the slow and uneven migration of the advertising-revenue model from print to digital. And just as the circulation equation can produce strategies that detract from the quality of the journalism, the traffic equation must wrestle with those same pressures—but in a different arena.

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A IFRA – federação internacional de empresas editoras de jornais – disponibilizou recentemente um motor de busca específico para quem procura informação sobre o sector.
A ideia será a de combinar uma busca mundial com uma filtragem selectiva, de modo a que os resultados produzidos sejam já mais próximos dos interesses dos utilizadores.

[Informação recolhida no journalism.co.uk]

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As novas formas de expressão e participação dos cidadãos na Web não vieram propriamente democratizar os media tradicionais, pois estes, no essencial, mantêm as suas características básicas mais ou menos inalteradas. Os blogues, por exemplo, democratizaram a publicação e a expressão individuais, mas não se pode dizer que tenham democratizado o quarto poder, nem tão pouco que constituam um novo poder em si. A chamada «mass self communication» ganha terreno e força, mas ainda está muito longe de constituir uma alternativa realista aos «mass media»: apesar de estarem a procurar adaptar-se ao avanço da Internet e das suas modalidades comunicacionais, estes mantém o seu poder e hegemonia nas sociedades contemporâneas, quanto mais não seja porque ainda detém o monopólio da comunicação de massa. A «mass self communication» pode influenciar, ou mesmo contagiar, a «mass communication», mas não é, por enquanto, mais poderosa.

Entrevista de Hélder Bastos  – jornalista, docente na Universidade do Porto e um dos primeiros portugueses a investigar as mudanças provocadas pelos ambientes digitais no jornalismo – a Alexandre Gamela (texto completo aqui).
Recomenda-se.

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Netscape R.I.P.

Criado pela mesma pessoa que inventou o Mosaic, o Netscape foi, para muitos de nós, a primeira janela para lá do nosso computador. Foi numa página em branco com aquele enezinho no topo que, na primeira metade da década de 90, muitos de nós imaginaram (sem nunca imaginar o suficiente…) o potencial que aquilo representava.
Algures nos nossos percursos deixamos o enezinho para trás.
E ele lá ficou.

E agora, que o fim está à vista – as actualizações terminaram no início deste mês e recomenda-se a troca para o Firefox – sente-se uma nostalgia amarga igual à que sentimos quando de repente nos vemos num espaço que, num outro tempo, nos foi importante. Ali se percebe – e daí a amargura – que nos é mais cara a memória do que o espaço em si (que, neste outro tempo, nos pode até parecer desadequado).
O Netscape – icone da Web – acabou.
R.I.P.

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pen&paper“…ainda

O António Granado aponta-nos para um texto de Dave Lee sobre o que deve constar de um hipotético ‘kit do estudante de jornalismo’.
O texto diz-nos uma coisa, mas pode nele ler-se uma outra.
Explico.
Diz o texto que um jovem estudante de jornalismo já não pode andar na rua apenas com caneta e bloco de apontamentos; precisa de ter um telefone móvel, um qualquer aparelho de gravação de audio e um qualquer aparelho de gravação de imagem (foto e/ou video).

Alternativamente, pode perceber-se que, afinal, o papel e a caneta ainda estão para durar.
Sendo já muitas – e há muito tempo, note-se – as elaborações teóricas sobre o definitivo arrumar para o lado de técnicas e procedimentos aparentemente desfasados da epopeia digital o facto é que me parece aqui bem visível a ideia (proposta por uma longa linha de investigadores) de que o importante é a apropriação social – quer das técnicas, quer dos gadgets em si.
O determinante é o que fazemos com as coisas…e não a sua simples existência.
E, para já, parece que continuamos a fazer melhor com papel e caneta do que com touchscreens, PDA’s ou outras maravilhas do género.

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