Criado pela mesma pessoa que inventou o Mosaic, o Netscape foi, para muitos de nós, a primeira janela para lá do nosso computador. Foi numa página em branco com aquele enezinho no topo que, na primeira metade da década de 90, muitos de nós imaginaram (sem nunca imaginar o suficiente…) o potencial que aquilo representava.
Algures nos nossos percursos deixamos o enezinho para trás.
E ele lá ficou.
E agora, que o fim está à vista – as actualizações terminaram no início deste mês e recomenda-se a troca para o Firefox – sente-se uma nostalgia amarga igual à que sentimos quando de repente nos vemos num espaço que, num outro tempo, nos foi importante. Ali se percebe – e daí a amargura – que nos é mais cara a memória do que o espaço em si (que, neste outro tempo, nos pode até parecer desadequado).
O Netscape – icone da Web – acabou.
R.I.P.