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Archive for Março, 2008

A reter

It’s about serving the customer, not serving the newspaper.

Frase de Edward Roussel, Editor Digital do Telegraph Media Group, durante a recente conferência ‘Digital News Affairs‘, que decorreu em Bruxelas. Na ocasião, Roussel descreveu em detalhe a forma como o Daily Telegraph ‘trata’ uma nova notícia de relevo – é entregue um chamado ‘editor-dono-da-história’ que é responsável pela sua actualização, pela integração de conteúdos audio, video e infográficos e pela eventual (se for caso disso) criação de uma página autónoma para o assunto.

[Informação recolhida na newsletter do MMLab]

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À medida que a presença dos media na net começa a ser internamente encarada como algo mais do que uma moda passageira percebe-se a tentação da entrada em campo de lógicas que serviram o negócio tradicional – a avaliação quantitativa do sucesso é a Mater de todas essas lógicas. E se já não há circulação, valem-nos as page views ou qualquer outro indicador de visitas (desde que nos seja favorável).
Vale a pena ler este editorial da Columbia Journalism Review.
Excerto:

Traffic is the new circulation, and is considered central to the slow and uneven migration of the advertising-revenue model from print to digital. And just as the circulation equation can produce strategies that detract from the quality of the journalism, the traffic equation must wrestle with those same pressures—but in a different arena.

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A IFRA – federação internacional de empresas editoras de jornais – disponibilizou recentemente um motor de busca específico para quem procura informação sobre o sector.
A ideia será a de combinar uma busca mundial com uma filtragem selectiva, de modo a que os resultados produzidos sejam já mais próximos dos interesses dos utilizadores.

[Informação recolhida no journalism.co.uk]

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As novas formas de expressão e participação dos cidadãos na Web não vieram propriamente democratizar os media tradicionais, pois estes, no essencial, mantêm as suas características básicas mais ou menos inalteradas. Os blogues, por exemplo, democratizaram a publicação e a expressão individuais, mas não se pode dizer que tenham democratizado o quarto poder, nem tão pouco que constituam um novo poder em si. A chamada «mass self communication» ganha terreno e força, mas ainda está muito longe de constituir uma alternativa realista aos «mass media»: apesar de estarem a procurar adaptar-se ao avanço da Internet e das suas modalidades comunicacionais, estes mantém o seu poder e hegemonia nas sociedades contemporâneas, quanto mais não seja porque ainda detém o monopólio da comunicação de massa. A «mass self communication» pode influenciar, ou mesmo contagiar, a «mass communication», mas não é, por enquanto, mais poderosa.

Entrevista de Hélder Bastos  – jornalista, docente na Universidade do Porto e um dos primeiros portugueses a investigar as mudanças provocadas pelos ambientes digitais no jornalismo – a Alexandre Gamela (texto completo aqui).
Recomenda-se.

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Netscape R.I.P.

Criado pela mesma pessoa que inventou o Mosaic, o Netscape foi, para muitos de nós, a primeira janela para lá do nosso computador. Foi numa página em branco com aquele enezinho no topo que, na primeira metade da década de 90, muitos de nós imaginaram (sem nunca imaginar o suficiente…) o potencial que aquilo representava.
Algures nos nossos percursos deixamos o enezinho para trás.
E ele lá ficou.

E agora, que o fim está à vista – as actualizações terminaram no início deste mês e recomenda-se a troca para o Firefox – sente-se uma nostalgia amarga igual à que sentimos quando de repente nos vemos num espaço que, num outro tempo, nos foi importante. Ali se percebe – e daí a amargura – que nos é mais cara a memória do que o espaço em si (que, neste outro tempo, nos pode até parecer desadequado).
O Netscape – icone da Web – acabou.
R.I.P.

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pen&paper“…ainda

O António Granado aponta-nos para um texto de Dave Lee sobre o que deve constar de um hipotético ‘kit do estudante de jornalismo’.
O texto diz-nos uma coisa, mas pode nele ler-se uma outra.
Explico.
Diz o texto que um jovem estudante de jornalismo já não pode andar na rua apenas com caneta e bloco de apontamentos; precisa de ter um telefone móvel, um qualquer aparelho de gravação de audio e um qualquer aparelho de gravação de imagem (foto e/ou video).

Alternativamente, pode perceber-se que, afinal, o papel e a caneta ainda estão para durar.
Sendo já muitas – e há muito tempo, note-se – as elaborações teóricas sobre o definitivo arrumar para o lado de técnicas e procedimentos aparentemente desfasados da epopeia digital o facto é que me parece aqui bem visível a ideia (proposta por uma longa linha de investigadores) de que o importante é a apropriação social – quer das técnicas, quer dos gadgets em si.
O determinante é o que fazemos com as coisas…e não a sua simples existência.
E, para já, parece que continuamos a fazer melhor com papel e caneta do que com touchscreens, PDA’s ou outras maravilhas do género.

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