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Archive for Abril, 2008

Trata-se de um trabalho conjunto, liderado por Paul Bradshaw (e contando com a presença de um português, Alexandre Gamela), que toma como ponto de partida um estudo académico desenvolvido por Joanna Geary – o European News Interactivity Index compara os sites de vários jornais e, com o auxílio de uma ferramenta adaptada por Nicolas Kaiser-Bril, conseguimos visualizar de forma simples e imediata o posicionamento relativo de todos eles.
Ficamos, por exemplo, a saber que o The Sun tem maior pontuação do que o The Guardian e ficamos – isso já sem surpresa – a saber que o Diário de Notícias é o mais fraquinho dos nacionais analisados (com uma pontuação que é menos de um terço da do Público).

[Sugestão recolhida no Jornalismo & Internet]

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A convergência de redacções nos meios tradicionais é um processo em curso, com ritmos diferentes para actores diferentes, mas, ainda assim, em curso.
Importará pois, além de perceber pontos de partida e pontos de chegada, identificar momentos de ajustamento permanente no caminho.
Por isso aqui fica a sugestão: “One mission, Two Newsrooms“, texto do Washington City Paper sobre os problemas que uma estratégia pouco partilhada pode originar numa empresa – no caso em apreço, o Washington Post (por curiosidade, sugiro ainda o visionamento do video “The Digital Commute“).

[Informação recolhida no Infotendencias]

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Anotações de leituras obrigatórias que ficaram por fazer nos últimos dias:

1. “Writing, Technology and Teens“, Relatório do Pew Internet & American Life Project.

“At the core, the digital age presents a paradox. Most teenagers spend a considerable amount of their life composing texts, but they do not think that a lot of the material they create electronically is real writing. The act of exchanging emails, instant messages, texts, and social network posts is communication that carries the same weight to teens as phone calls and between-class hallway greetings. At the same time that teens disassociate e-communication with “writing,” they also strongly believe that good writing is a critical skill to achieving success – and their parents agree. Moreover, teens are filled with insights and critiques of the current state of writing instruction as well as ideas about how to make in-school writing instruction better and more useful.”

2. “Le monde dand les yeux d’un redac chef“, de Nicolas Kayser-Bril, no L’Observatoire des Medias (Também muito relevante a leitura do trabalho que dá origem a este, sobre a agenda de três diários britânicos – aqui).

3. “A Participatory Media Typology“, texto de lançamento do projecto Media Re:Public, do Berkman Center for Internet & Society.

4. “Blogs vs books from a writer’s point of view“, de Steven Poole (obrigado, Nelson):

“Very possibly, the book as we know it might well turn out to have been a contingent historical phenomenon, based on a particular technology, that lasted only half a millennium. If so, we might regret it. Conversations between bloggers last hours or days, but conversations between  books can last for centuries.”

5. “Crisis y reinvención de los medios“, de Juan Freire.

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Voz em Liberdade

O meu filho mais velho tem agora a idade que eu teria no dia 25 de Abril de 1974.
O acontecimento é-lhe quase tão remoto como para mim é a Segunda Guerra Mundial.
Sabe ele que é o Dia da Liberdade, “porque nesse dia os tropas tiraram os senhores do governo e passou a haver democracia”.
Mas o que sabe não lhe chega e passou a semana a fazer-nos perguntas; por exemplo: “Se os tropas sabiam que estava mal porque é que não os tiraram de lá mais cedo?”. Pois é. Há-de ouvir, mais tarde, falar de Botelho Moniz e de muito outros.
A inquietação é bom sinal, assim como é o facto de a professora Maria da Luz ter aproveitado o tema para conversar sobre a liberdade e para lher dar, como trabalho de casa, a tarefa de ler um texto (adaptado) de um homem admirável, que escreve para crianças gostando de literatura e gostando de crianças.

O texto – ‘O Tesouro‘, de Manuel António Pina – termina assim:
Esse país agora já não se chama País das Pessoas Tristes, chama-se Portugal e é o teu país.
E o tesouro pertence-te a ti, és tu que agora tens que cuidar dele, guardando-o muito bem no fundo do teu coração para que ninguém to roube outra vez.
Porque a história não é inventada.
É uma história verdadeira, aconteceu mesmo.
Pergunta aos teus pais ou avós e aos teus professores e eles contar-te-ão mais coisas sobre o País das Pessoas Tristes e sobre o Dia da Liberdade.

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Leitura recomendada de fim-de-semana – textos no espaço ‘Are newspapers doomed‘ criado (e alimentado de 4 a 11 deste mês) no Britannica Blog e respectivos comentários.
Prosa escrita por Nicholas Carr, Clay Shirky, Jay Rosen e muitos outros (se tivesse que escolher só um – este, de Charles Madigan. É não só um texto cheio de experiência de vida; é uma crónica com tudo no sítio…o tema, as situações que nos levam a ele, a opinião, o toque de ironia inteligente).

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Num extenso mas imprescindível post, Dan Hill explica-nos a estratégia de criação de uma presença da Monocle na web.

Este excerto – porque contraria muito do se faz por cá neste momento – deve ser aperitivo suficiente…

We’d seen many other broadcast news outlets appear to be getting ever more parochial, and produce editorial with lower quality (closing bureaux, only covering stories directly relevant to their region, cost cutting generally in production values – the apparent step forward of journalists filing video reports via their mobile phone is often merely a cost-cutting exercise, and a step backwards in reporting quality). Equally, the rise of the internet as a medium for video is characterised by YouTube, which although a brilliant platform play in many ways, doesn’t do the kind of journalism we were interested in, or offer original high quality programme making.
So we wanted to raise the bar in online video: to shoot things in high quality – we have our own Panasonic AG-HVX200 HD cameras and Mac Pro-based Final Cut Pro editing stations – and edit and encode professionally, embedding on the page in 16:9 ratio, to subtly give a sense of high quality broadcast.
Critically, we wanted to ensure that the sound is recorded correctly, so we used broadcast facilities in central London (CBC’s studios for instance) before converting a space in the Marylebone Monocle HQ into a voiceover booth. A bit DIY but it worked, and it’s lent our voice tracks just the right levels of warmth, resonance and crisp authority.

[Encontrei a referência no ContraFactos]

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Precisamos sempre de temperar ânimos que se deixam exaltar pelas incomensuráveis benfeitorias da mudança.
Ela é inevitável, mas impõe-se também a obrigação de incorporar a sua face perturbadora a uma escala que ultrapasse a da sinalização em nota de rodapé.
Martin Gee agrupou um conjunto de fotos de uma subitamente mais vazia redacção do San José Mercury News.
Está aqui.

[Encontrei a informação no Notes from a Teacher]

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O mais recente post do influente Jeff Jarvis merece – como já foi notado (aqui e aqui) – leitura atenta.
Embora o seu argumento de base seja o mesmo de sempre, há neste texto uma sumarização de algumas ideias anteriormente expressas em momentos dispersos.
O que diz Jarvis?
Viviamos num mundo em que os media eram o nosso filtro único de acesso à informação; a circulação era linear e com um só sentido.
Vivemos hoje num mundo completamente diferente; acabou a linearidade e, definitivamente, acabou o fluxo de sentido único. Informo-me por várias vias com as quais estabeleço interacções e a imprensa, ou os media de forma mais abrangente, são apenas algumas delas.

When we put the public at the center of the universe — which is how these charts should be drawn and how the world should be seen, as each of us sees it — we see the choices we all call upon: the press still, yes, but also our peers, media that are not the press (e.g., Jon Stewart), search, links, original sources, companies, the government. It’s all information and we curate it and interact with it with the tools available. And, again, the press stands in a different relationship to the world around it.

Isto tem, forçosamente, efeitos na forma como o jornalismo se entende e também na forma como o próprio trabalho jornalístico se desenvolve; diz Jarvis que “agora uma história nunca começa e nunca acaba” – um jornalista pode aceder a ela num determinado ponto e acrescentar-lhe valor, mas ela continuará a sua existência muito para além desse contributo – e que as redacções precisam, portanto, de se organizar em torno das histórias e não de secções herdadas de outros tempos.
Ora bem.
Jeff Jarvis constitui sempre leitura desafiadora e essencial.
Mas há em muito do que escreve a edificação de um argumentário com base em premissas lapidadas de uma forma muito especial.
1. Higiene
Se pensarmos nos dois esquemas propostos para ‘o mundo de informação a que tenho acesso’ – acaso não existiria outrora a relação com os pares, com o governo, com o espaço (físico, interl-pessoal e simbólico) do trabalho, com teatros e exposições, com filmes, publicações não periódicas? Existia pois, e a complexidade também não era estranha nem tão-pouco a fluidez. Seriam, aceita-se, tanto uma como outra menos visíveis, mas apenas isso. Jeff Jarvis higieniza para conseguir maior contraste – é um exercício de estilo que subestima o rigor.
2. Utopia
Há uma presunção vital – a do primado do potencial da tecnologia – que esconde considerações sobre o efectivo uso social das mesmas. O ‘potencial’ é mesmo encarado como realidade, em vez da própria realidade. Como as coisas existem, obviamente as pessoas vão passar a agir assim; como tenho ao meu dispor acesso mais facilitado a fontes, media, conteúdos gratuitos e ferramentas de auto-edição, vou mudar a minha forma de agir – vou seleccionar todos os dias toda a informação e vou confrontá-la com opiniões divergentes, vou ler os estudos ou relatórios em que se apoia e vou, finalmente, comentá-la com valor acrescentado.
Vou, não vou?
Eu e o resto do planeta, certo?
3. Fervor
Jarvis consegue escrever de forma elegante e bastante atraente sobre o que está profundamente errado e sobre a mudança necessária sem que para isso tenha que produzir qualquer tipo de prova. O tecno-determinismo ajuda, mas o fervor do discurso representa um contributo assinalável. Lemos e ficamos como que assoberbados – é uma onda gigante de persuasão que nos ataca.
Mas precisamos sempre de ter presente o que acontece às ondas – chegam com estrondo e partem sereninhas.

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Manny Mendoza e Mark Birnbaum juntaram-se para fazer um documentário sobre a crise no jornalismo norte-americano. “Stop the Presses – the American newspaper in peril” acaba de ser apresentado oficialmente pela primeira vez num festival de cinema.
Sobre o filme, os autores escrevem:

From inside the newsrooms where journalists are fighting for their profession, through interviews with leading lights and media experts, “Stop the Presses” asks, is the “dead tree” model of printed newspapers still relevant? Can and should they survive, or will they be completely replaced by electronically distributed information sources? What, if anything, will be lost as shareholder-driven publishers continue to scale back coverage and eliminate reporters and editors? Are we on the verge of losing merely a tradition of words on newsprint, or journalism itself, the only profession mentioned in the Constitution?

E enquanto esperamos que alguém (RTP, SIC-Notícias…corram, corram…) se lembre de o passar em Portugal vamos fazer como dizia o outro: “letse-luc-at-de-trailâ” 🙂

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Newseum abre na sexta

Apresentando-se como o “museu mais interactivo do mundo” o novo NEWSEUM abre, esta sexta-feira, as suas portas ao público num edifício que custou 450 milhões de dólares e que levou cerca de oito anos a construír e equipar.

Situado numa das principais vias da capital norte-americana, o museu acolhe, nos seus sete pisos, 14 galerias independentes, auditórios, estúdios de televisão (dois) e uma experiência de 4-D.
Foram já feitas cerca de 50 mil pré-reservas de bilhetes.
Quem quer ir a Washington? …mesmo que seja só depois de Outubro 🙂

[Informação recolhina no PressGazette]

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É um trabalho de bastante paciência aquele que José Luis Orihuela nos disponibiliza a partir de hoje. Chama-lhe, no seu Twitter, ‘a mãe de todas as listas’ e em boa verdade não andará muito longe disso mesmo.
É uma espécie de ‘caminho das pedras’ para quem quiser perceber a extensão (e o potencial) do relacionamento e da presença empresarial na web.
Há indicação dos serviços, do conceito que corporizam, das ferramentas, do potencial e, por fim, de exemplos de uso.
Há também um extensa sugestão de leituras sobre o tema.

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Assim se chama o blog de Luciana Moherdaui, doutoranda na PUC de São Paulo em ‘Processos de Criação nas Mídias’.

Esse blog discute formatos de edição de páginas jornalísticas na web a partir de ícones. Isso não significa que a imagem será privilegiada em detrimento do texto. A idéia é pensar modelos que eliminem redundâncias e imperativos.

Imprescindível acompanhar.

[Encontrei a sugestão no Jornalismo&Internet]

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A entidade reguladora das comunicações no Reino Unido, OFCOM, acaba de tornar público um extenso relatório quantitativo e qualitativo sobre o uso que adultos e jovens fazem das redes sociais online e sobre as atitudes relativamente aos serviços.
Cerca de metade dos jovens abrangidos pelo estudo assume já uma presença numa rede social e, quanto aos adultos, é comum terem um ‘perfil’ em mais do que uma (1,6 em média).
O estudo aponta ainda no sentido de um alargamento da abrangência da percepção sobre a amizade – muitos dos inquiridos dizem ter interesse em aceitar o maior número possível de ‘amigos’, mesmo não os conhecendo pessoalmente.

Sumário
Relatório completo (.pdf – 270Kb)
Anexo – investigação qualitativa (.pdf – 172 Kb)
Video de apresentação

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